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segunda-feira, 6 de julho de 2015

HERANÇA DA DITADURA

Silvio Prado, professor

O que não faltou nos porões da ditadura militar, além de choque elétrico, pau de arara, cadeira do dragão, foi a prática permanente do abuso sexual e estupro sobre as militantes das várias organizações que resistiram ao regime truculento que durante 21 anos se impôs ao país. A Lei da Anistia, do jeito que foi feita e imposta, permitiu que um bando de animais seguisse sua vida impunemente. Esses animais perseguiram, prenderam, torturam, mataram, desapareceram com corpos e, rotineiramente, abusavam e estupravam militantes presas.

Hoje, seus herdeiros, e também defensores da volta do regime militar, não perdem a oportunidade e mostram que não abriram mão de posturas e métodos próprios daqueles sombrios tempos. Como nenhum estuprador da ditadura foi punido, e como também o primata Jair Bolsonaro continua intocado, mesmo tendo prometido, durante uma sessão na Câmara Federal, estuprar a deputada Maria do Rosário, outros da mesma laia seguem na defesa da prática criminosa.

O que fizeram com a presidente Dilma, através do adesivo insultuoso que circula pelo país desde a semana passada, não significa outra coisa a não ser, por outra via, a continuidade de um processo de violencia sexual contra a mulher. O adesivo não fere apenas a dignidade da presidente, mas fere a todas as mulheres e os conceitos de civilização que uma sociedade precisa preservar para não retroceder na direção da barbárie.

Os autores desse crime precisam ser punidos exemplarmente, já que seus mestres, estupradores dos tempos da ditadura, ou frequentadores da Câmara Federal, caminham na luz do dia,como se fossem cidadãos de mãos limpas e dignos de respeito. Para aqueles que absurdamente consideram o tal adesivo algo que precisa ser tolerado pois, afinal, estamos numa democracia, reproduzo algums depoimentos de mulheres torturadas e estupradas nos porões da ditatura, exatamente para mostrar onde essa gente que produziu o adesivo pretende chegar ou, melhor dizendo, sonha retornar.

O adesivo não é só um elemento que lembra atrocidades cometidas nas salas de tortura, mas tambem é um sinal, um aviso sem meias palavras, do que pretendem os herdeiros dos estupradores da ditadura e os fãs de Jair Bolsonaro.

Segue, resumidamente, alguns depoimentos - aterradores - extraídos do livro da jornalista Tatiana Merlino - Direito à memória e à verdade : Luta, substantivo feminino, lançado pela Editora Caros Amigos, em 2010, e que ajudam a revelar quem são esses que propõe a volta do regime militar e seus métodos animalescos.

“Muitos deles vinham assistir para aprender a torturar. E lá estava eu, uma mulher franzina no meio daqueles homens alucinados. Eu vejo a cara do estuprador. Era uma cara redonda. Era um homem gordo, que me dava choques na vagina e dizia: ‘Você vai parir eletricidade’. Depois disso, me estuprou ali mesmo. Em todas as vezes em que eu era pendurada, eu ficava nua, amarrada pelos pés, de cabeça para baixo, enquanto davam choques na minha vagina, boca, língua, olhos, narinas. Tinha um bastão com dois pontinhos que eles punham muito nos seios. E jogavam água para o choque ficar mais forte, além de muita porrada. O estupro foi nos primeiros dias. Depois do estupro, houve uma pequena trégua, porque eu estava desfalecida.. Me tratavam de ‘puta’, ‘ordinária’.” (DULCE MAIA, ex-militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), era produtora cultural quando foi presa na madrugada de 26 de janeiro de 1969, em São Paulo (SP).Hoje, vive em Cunha (SP), é ambientalista, dirige a ONG Ecosenso e é cogestora do Parque Nacional da Serra da Bocaina.)

“Bateram-me no rosto até eu ficar desfigurada. O ‘Márcio’ (um torturador) invadia minha cela para ‘examinar’ meu ânus e verificar se o ‘Camarão’(também torturador) havia praticado sodomia comigo. Esse mesmo ‘Márcio’ obrigou-me a segurar seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante esse período fui estuprada duas vezes pelo ‘Camarão’ e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros.” ( INÊS ETIENNE ROMEU, ex-militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), era bancária quando foi presa em São Paulo (SP), em 5 de maio de 1971. Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2009, na categoria Direito à Memória e à Verdade. Inês Etienne, depois de tanto sofrimento,aos 72 anos, faleceu na manhã de 27 de abril do presente ano.).

“Fui levada para o Dops, onde me submeteram a torturas como cadeira do dragão e pau de arara. No pau de arara, davam choques em várias partes do corpo, inclusive nos genitais. De violência sexual, só não houve cópula, mas metiam os dedos na minha vagina, enfiavam cassetete no ânus. Isso, além das obscenidades que falavam.” (IGNEZ MARIA RAMINGER, ex-militante da VAR-Palmares, era estudante de Medicina Veterinária quando foi presa em 5 de abril de 1970, em Porto Alegre (RS). Hoje, vive na mesma cidade, onde é técnica da Secretaria Municipal de Saúde.)

“Um dia, eles me levaram para um lugar que hoje eu localizo como sendo a sede do Exército, no Ibirapuera. Lá estava a minha filha de um ano e dez meses, só de fralda, no frio. Eles a colocaram na minha frente, gritando, chorando, e ameaçavam dar choque nela. Sofri torturas no pau de arara, na cadeira do dragão, levei muito soco inglês, fui pisoteada por botas, tive três dentes quebrados. Éramos torturadas completamente nuas. Com o choque, você evacua, urina, menstrua. Todos os seus excrementos saem. A tortura era feita sob xingamentos como ‘vaca’, ‘puta’, ‘galinha’, ‘mãe puta’, ‘você dá para todo mundo’... Algumas mulheres sofreram violência sexual, foram estupradas. Mas apertar o peito, passar a mão também é tortura sexual. E isso eles fizeram comigo. Eles também colocaram na minha vagina um cabo de vassoura com um fio aberto enrolado. E deram choque. O objetivo deles era destruir a sexualidade, o desejo, a autoestima, o corpo.” (ELEONORA MENICUCCI DE OLIVEIRA, ex-militante do Partido Operário Comunista (POC), era estudante de Sociologia e professora do ensino fundamental quando foi presa, em 11 de julho de 1971, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, onde é pró-reitora de extensão e cultura e professora titular de saúde coletiva da Universidade federal de são Paulo (UNIFESP)

“A primeira forma de torturar foi me arrancar a roupa. Lembro-me que ainda tentava impedir que tirassem a minha calcinha, que acabou sendo rasgada. Com tanto choque e soco, teve uma hora que eu apaguei. Quando recobrei a consciência, estava deitada, nua, numa cama de lona com um cara em cima de mim, esfregando o meu seio. Era o Mangabeira [codinome do escrivão de polícia de nome Gaeta], um torturador de lá. A impressão que eu tinha é de que estava sendo estuprada. Aí começaram novas torturas. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. Depois fui para o pau de arara. Você ficava nua como frango no açougue, e eles espetando seu pé, suas nádegas, falando que era o soro da verdade.” (MARIA AMÉLIA DE ALMEIDA TELES, ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), era professora de educação artística quando foi presa em 28 de dezembro de 1972, em São Paulo (SP). Hoje, vive na mesma cidade, é diretora da União de Mulheres de São Paulo e integra a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2008, na categoria Defensores de Direitos Humanos.)

“Fomos colocadas na solitária, onde ficamos por três meses, sendo tiradas apenas para sermos interrogadas sob tortura. Era choque elétrico, pau de arara, espancamento, telefone, tortura sexual. Só nos interrogavam totalmente nuas, juntando a dor da tortura física à humilhação da tortura sexual. Eles aproveitavam para manusear o corpo da gente, apagar ponta de cigarro nos seios. Eles tinham um cassetete cheio de pontinhos que usavam para espancar os pés e as nádegas enquanto a gente estava naquela posição, de cabeça para baixo. Quando eu já estava muito arrebentada, um torturador me tirou do pau de arara. Eu não me aguentava em pé e caí no chão. Nesse momento, nessa situação, eu fui estuprada. Eu estava um trapo. Não parava em pé, e fui estuprada assim pelo sargento Leo, da Polícia Militar.” (GILSE COSENZA, ex-militante da Ação Popular (AP), era recém formada em Serviço Social quando foi presa em 17 de junho de 1969, em Belo Horizonte (MG). Hoje, vive na mesma cidade, onde é assistente social aposentada.)

Eu não tenho dúvida: o adesivo insultuoso contra a dignidade de Dilma,e contra a dignidade de toda mulher, é uma espécie de continuidade do que foi feito nos porões da ditadura. Como nada foi punido pela farsa da anistia, segue propagado pela boca imunda do Bolsonaro e de seus filhotes que nascem e crescem, também impunes.

OIRING PODE SER O DIFERENCIAL
NA ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2016

O quadro político em Taubaté está indefinido. Isto é um fato. O TSE, que tem em suas mãos o poder de definir o que será dos concorrentes à Prefeitura da cidade, não decidiu ainda e não demonstra vontade em julgar o atual prefeito, Ortiz Junior (PSDB), que teve sua cassação confirmada pelo TRE-SP.

Oiring pode ser o diferencial e detonar os tucanos em 2016
O engenheiro Francisco Oiring não esconde mais que pretende ser candidato a prefeito pelo PSOL, partido ao qual se filiou com as bênçãos de Luciana Genro, que teve grande desempenho na eleição presidencial do ano passado e tornou-se a estrela do partido.

Formado em engenharia elétrica pela Universidade de Taubaté em 1979, Oiring entra para o serviço público em 1987, na antiga CESP (Centrais Elétricas de São Paulo), que acabaria privatizada pelo governo do PSDB em 28 de junho de 2006.

A nova empresa, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), pertence ao governo colombiano. Este é o modelo de privatização tucana.

A CTEEP é empresa privada porque nenhum governo estrangeiro pode manter uma estatal em território nacional.

Ou seja, quem traz a energia elétrica de Foz do Iguaçu para São Paulo é uma empresa colombiana, responsável por 93% da energia recebida pelo estado mais rico do país e 34% de todo o Brasil.

“A Privataria Tucana”, best seller de Amaury Ribeiro, dá pouco ênfase ao fatiamento das CESP antes de ser vendida ao governo colombiano, que pagou $ 1,5 bilhão pela estatal e a encontrou com cerca de R$ 650 milhões em caixa.. O responsável pelo “negócio” foi o atual governador Geraldo Alckmin.

Oiring está disposto a enfrentar os tucanos na próxima campanha eleitoral. E poderá fazer a diferença, tornando a disputa mais equilibrada.

A vida de Ortiz Junior, se conseguir  passar incólume pelo TSE, será transformada num verdadeiro inferno. Não falta munição para Chico Oiring destroçar o tucano.

Bom para os demais candidatos, eventualmente Pollyana Gama (PPS), Isaac do Carmo (PT) e os oriundos de outros partidos.

Tempo de televisão no horário eleitoral gratuito não é problema para Oiring. Além do tempo que naturalmente tem o PSOL, pelo menos mais dois ou três partidos podem se juntar ao pé-candidato em 2016.

Oiring antecipa que uma eventual e provável derrota na corrida para prefeito desta urbe quase quatrocentona não o assusta.

O engenheiro poderá\ fazer a diferença no horário eleitoral gratuito, repetindo as denúncias que tem feito nos últimos anos contra Ortiz Junior, de quem foi um dos coordenadores de campanha em 2012, e nos debates eleitorais.

Chico Oiring na campanha significa que ela poderá ser a mais explosivas de todas na era do palanque eletrônico.

Medo o engenheiro garante não ter. Seu arsenal está pronto para ser usado quando for preciso.

Bom para Pollyana, Isaac e os demais candidatos. Bom par o próprio PSOL, que poderá eleger ao menos um vereador em Taubaté.

A água ainda não atingiu o ponto de fervura, mas a temperatura promete subir mais rápido do que se imagina.

sábado, 4 de julho de 2015

O GOLPE, A MÍDIA E A RESISTÊNCIA

Participei nesta sexta-feira (3) de um debate promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo.

O salão é pequeno. Cabia no máximo umas 60 pessoas. Estava lotado e muita gente ficou em pé para ouvir os palestrantes.

Emiliano José observa palestra de Hildegard Angel
Palmério Doria, jornalista e escritor, autor de “O Príncipe da Privataria”, “Honoráveis Bandidos” e “Golpe de Estado” (em parceria com Mylton Severiano, o “Miltainho“, falecido o ano passado).

Hildegard Angel, jornalista, irmã de Stuart Angel, morto pela ditadura militar, cujo corpo jamais foi resgatado pela família. Filha de Zuzu Angel, igualmente morta pela ditadura militar.

Hilde, como se autodenomina, deu um depoimento emocionado e emocionante sobre sua experiência pessoal com o golpe e a ditadura militar.

Criticou a mídia, que alimenta o golpe desde o suicídio de Getúlio Vargas (1954), passando pela derrubada de Jango (João Goulart) em 1961, o golpe militar de 1964 e os dias atuais, com um forte cheiro de golpe no ar.

A jornalista carioca, que se deslocou do Rio de Janeiro para atender ao convite do presidente do “Barão”, Altamiro Borges, lembrou a saga de Samuel Wainer, que criou o jornal Última Hora para defender Getúlio dos ataques da direita nacional..

Os jornais preparavam o clima golpista, tal qual se faz agora, com Dilma Rousseff e o PT e as ameaças de prisões de Zé Dirceu, primeiro, e de Lula, depois.

Wainer foi submetido a uma CPI no Congresso Nacional (na época o Rio era a capital federal), criada especialmente para evitar que ele contraísse empréstimo no Banco do Brasil. Os demais jornais podiam. Menos Samuel Wainer.

O esquema atual, lembraram os palestrantes, guarda todas as semelhanças com os golpes vividos pelo país nos últimos 65 anos.

A mídia (O Globo, Estadão, Folha) que deu aval ao golpe de 64 e até emprestou suas próprias viaturas para os torturadores caçarem “comunistas”, está cada vez mais assanhada com a possibilidade de um novo golpe.

Já não consegue esconder o golpe que perpetram desde a posse de Lula, em 2003, e a possibilidade de o ex-presidente voltar ao poder, que deixou em 2010 com mais de 85% de aprovação aos seus dois governos.

A mídia não dorme!

Nós, que vivemos no interior, temos poucos contatos com os verdadeiros pensadores e não sabemos avaliar a dimensão do que está em andamento. Nossas "análises" são baseadas no que os jornais publicam, a televisão exibe e mais nada.

É preciso conversar com essa gente. Ouvi-los para entender o que se passa nos porões da Casa Grande.

O veneno inoculado diuturnamente pela mídia começa a fazer efeitos devastadores no seio da população.

Palmério Dória e Sérgio Mamberti, antes da palestra
Estavam lá os atores Sérgio Mamberti e Paulo César Pereio, figuras carismáticas e engajadas na luta das esquerdas. 

Os jornalistas Audálio Dantas (autor de “Vlado”) Luís Nassif, Laura Capriglione e Bernardo Kucinski também apareceram por lá

Valeu a pena ter ido. Espero ter aprendido um pouco mais. Para mim, foi um curso de extensão jornalística.

A mídia não tem votos para vencer eleição, mas distorce os fatos em desfavor do PT, esconde as mazelas do PSDB e seu aliado como o DEM. Acaba por fazer a cabeça do eleitor.

Paulo César Pereio, ator, diretor e militante político
Este é o primeiro risco. O segundo é fazer o eleitor aceitar tacitamente o golpe, como em 1964.

O golpe midiático quase se fez com aquela capa criminosa da Veja às vésperas da eleição presidencial do ano passado:

Quem não se recorda do título calhorda: “Eles sabiam de tudo”, sobre uma fotomontagem de Lula e Dilma.

Acesse este link para ter uma boa noção do que foi a palestra de Hildegard Angel, na noite de sexta-feira no Barão de Itararé.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

VEREADORA DE SÃO LUIZ PODE
SER CASSADA, GRAÇAS AO CATÃO

Se pudesse voltar ao passado, a vereadora Edilene Alves Pereira certamente não quereria ter conhecido o desempregado Joffre Neto para auxiliá-la na árdua missão de presidir a Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga.

Professora, sem experiência política, Edilene foi apenas a quinta candidata mais votada nas eleições de 2008 (veja quadro abaixo), com 247 votos.

O campeão de votos naquela eleição foi o vereador eleito Valter Carlos Barbosa, que obteve 545 sufrágios.

Eleições 2008: resultado extraído do sítio do TSE
Edilene tomou posse em 1º de janeiro de 2009 e foi eleita presidente da Câmara Municipal.

Começava aí o calvário da professora/vereadora Edilene.

Abordada por Joffre Neto, ela não resistiu à lábia do Catão da Vila São Geraldo, que já não era vereador em Taubaté desde 2003.

Estava desempregado, portanto.

Joffre apresentou-lhe um currículo invejável, para os padrões dos pequenos municípios.

Eleita pelo PT e tendo um ex-vereador petista lhe oferecendo socorro, Edilene foi engabelada.

Contratou Joffre Neto por mais de R$ 28 mil reais, que pagou parceladamente ao longo em 2009.

A soma equivalia a 40% do orçamento da Câmara Municipal naquele ano.

O erro se repetiu em 2010. A cidade estava debaixo d’água, a igreja matriz ruiu, documentos oficiais foram perdidos.um desastre!

Mesmo assim, Edilene pagou mais R$ 4,5 mil a Joffre Neto para um evento que não foi bem explicado.

O Tribunal de Contas condenou a contratação de Joffre Neto e ainda colocou em dúvida se o serviço prometido pelo Catão da Vila São Geraldo foi realmente executado.

Joffre só poderia realizar algum trabalho em São Luiz do Paraitinga em janeiro de 2010 se estivesse sobre uma canoa. Mais de cinco metros de água inundavam o bucólico município.

Resultado:

Edilene Alves Pereira e Joffre Neto respondem a processo por improbidade em São Luiz do Paraitinga.

Se condenados, cada um deles deverá devolver aos cofres públicos cerca de R$ 82 mil.

O Ministério Público luizense pede que ambos sejam condenados á inelegibilidade nos próximos 10 anos.

No caso de Edilene, a situação é mais grave. O MP pede a imediata cassação da vereadora, medida que não alcança Joffre por ser vereador em Taubaté.

A situação da vereadora está mais complicada com a abertura de Comissão Processante pela Câmara Municipal para avaliar o estrago feito há sete anos.

Edilene responderá à comissão processante pelo decreto-lei 201/67.


Abaixo, ata da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga.



BLOG DO CATALDI - 03/06/15



SEXTA-FEIRA, 3 DE JULHO DE 2015

O DIA NA HISTÓRIA

Sexta-feira - 3 de julho.Faltam 181 dias para o fim do ano. 398  para  as Olimpíadas do Rio.  Data da criação do Jogo do Bicho por João Batista Viana Drummond – o Barão de Drummond – simplesmente para manter o Jardim Zoológico que construíra em sua propriedade em Vila Isabel, Rio de Janeiro (1892). Morte de Theodor Herzl, fundador do Sionismo (1904); de André Citroen, criador do carro de mesmo nome (1935) e de meu saudoso Amigo, o neurologista Carlos Bacellar (2005). É aniversário do ator Carlos Alberto Riccelli (1946).

AMANHÃ FOI ASSIM

Sábado, 04 de julho -  Dia do Cooperativismo. Independência dos Estados Unidos (1776). Santos Dumont sobrevoava Paris (1898). Morte de Monteiro Lobato (1948) e do músico e compositor Argentino Astor Piazzola (1992).

Domingo, 05 de julho - Dia Internacional de Cooperativas. Edu Chaves realizava o primeiro vôo Rio-São Paulo sem escalas. Durou 4 horas e 39 minutos (1914). Acontecia o levante dos 18 no Forte de Copacabana. Tenentes calcularam o tiro que caiu ao lado do Ministério da Guerra, no Centro do Rio (1922). Lançamento do biquíni (1946). Jango sansionava a lei do 13º salário depois de negociar diretamente com grevistas, em ato tido como inédito para um presidente (1962). Morte do Pai das revistinhas eróticas, Carlos Zéfiro (1992) e da comediante Consuelo Leandro (1999).

PRO VALE!

PARABÉNS PINDAMONHANGABA! 310 ANOS A 10 DE JULHO DE 2015
CASTIGO AOS USUÁRIOS DE RODOVIAS - Definição tardia do percentual de reajuste das tarifas de pedágio das rodovias paulistas, em mais de 8 por cento, pegou no contrapé quem não teve tempo para planejar o feriadão de 9 de julho e as férias. Hoje, gasta-se mais para cruzar o estado pela malha rodoviária, do que em todo o restante do passeio... Não há justificativa para retardar a definição dos valores do pedágio. Sabe-se com antecedência, de quanto e quando o aumento deve acontecer. As novas tarifas estão em vigor nas 143 praças de pedágio. Maioria com cobrança nos dois sentidos. As concessionárias administram 6 mil e 500 quilômetros de rodovias pedagiadas... Os governos estão aumentando tudo. É luz, com novo ajuste na agulha. É água. Agora o pedágio... Parece que estão querendo testar até onde a corda aguenta. Uma hora pode estourar...
TROFÉU CARA DE PAU - Para à Prefeitura de Pinda. Cobra por serviço que não presta. A contribuição por iluminação pública continua inserida na conta e não há lâmpadas nem ‘munk’ para troca. Leitor pergunta se vale um BO?

INTOLERÂNCIA – Ouvi dizer que Inhonho e o jornalista Magui não cabem num mesmo elevador. Será?

TEATRO PARA MOREIRA – O Presidente da Câmara, vereador Felipe César (PMDB), pede ao prefeito estudos para implantação de um Teatro Municipal e uma Casa da Cultura, para atender moradores de Moreira César. É importante ressaltar que o Distrito conta com população superior a 50 mil habitantes em área cultural bastante carente. Felipão foi textual: “Solicitamos que seja construído com espaço reservado para o Coral da Terceira Idade, que vem realizando trabalho de socialização de grande valia para a cidade”.

SOS SEMÁFORO - Outro pedido do Presidente Felipe César ao Executivo é dirigido ao Departamento de Trânsito: “estudos para instalação de um semáforo na Praça do Cruzeiro”. De acordo com o Vereador, o trânsito no local é confuso, causa transtorno e insegurança. Tanto a motoristas quanto a pedestres. Em várias ocasiões já ocorreram acidentes no local.

AMPLA DEFESA - Assim que dispuser dos depoimentos de Aparecido Fujimoto, Gabriela Sobrinho Alcarria, Estebam Galvão de Oliveira, Eliseu Soares Ferreira, Alexandre de Almeida Vicente e Ailton de Carvalho, testemunhas no processo nº 1000340-62.2014.8.26.0445, o juiz Hélio Aparecido Ferreira de Sena estará em condições de decidir no processo dos “Caronas da Câmara”. É a tal da ampla defesa. E que amplitude!!!

MAIS UM ANO – O tempo passa e nada muda. A Praça Dr. Catioca, no Lessa, já podia estar pronta e entregue à população. Inclusive agora, no aniversário da Cidade. O Parque da Cidade Jornalista José Antonio de Oliveira, idem... Parece que ‘The Swimmer’ pretende que as pessoas esqueçam que tudo é legado da ‘Administração João Ribeiro’, para fazer uma inauguração em bloco, no último ano da gestão. Na glosada, tem gente dizendo que “o homem sofre do intestino, pois há 2 anos e meio não faz nada”...

CONCHAVOS DA POLÍTICA – O médico Isael Domingues iniciou reuniões em ‘petit comitê’... Petit mesmo! Eram 3 pessoas no ‘pit stop’ do Posto Trevo, segunda-feira (29) às 5 e 10 da tarde. Esperança de crescimento ou falta do que fazer? Acho que vice prefeito só devia ganhar quando estivesse trabalhando!

DE OLHO – Recomendação do Tribunal de Contas ao SESI/SENAI a pedido do Ministério Público: não exagerar em campanhas publicitárias de exaltação a seu presidente. Na última campanha eleitoral as entidades teriam gasto em propaganda vinculada ao presidente 22 milhões de reais. É muita grana!

MAIOR AULA DO MUNDO – Não pude ir, mas sei que foi sucesso, a “Maior Aula de Natação do Mundo”... Em Pinda, contou com o engajamento dos alunos da ‘Acquademia’ do Pedrinho. Disse-me ‘Little Peter’ que “No Brasil já batemos o recorde de participantes, vamos aguardar a divulgação mundial pelos Estados Unidos”... The Best!!!

RETRATO DO BRASIL – O Inspetor de Ensino foi a uma escola avaliar o aproveitamento das crianças. Pediu à professora, indicada pelo prefeito, para sair da sala e, a seguir, perguntou a um dos alunos da primeira fila: - Quem incendiou Roma? O menino, muito assustado, respondeu: - Juro que não fui eu. Bastante chocado com a resposta, o inspetor foi à procura da professora e contou-lhe o sucedido. E a professora respondeu: - O Joãozinho não é mentiroso. Se ele disse que não foi ele, é porque não foi mesmo! Horrorizado, o inspetor foi à procura do prefeito. Sugeriu que ele solicitasse à Secretaria de Educação a demissão da professora. O prefeito meditou alguns instantes e disse: - Não podemos mandá-la embora, inspetor! Ela precisa do emprego. Sustenta a família, e foi indicada ao cargo pelo presidente do Partido. Vamos fazer um acordo: o senhor me diz quanto foi o prejuízo do incêndio, e nossa prefeitura paga! Obra de ficção. Qualquer coincidência é mera casualidade...

José Carlos Cataldi é jornalista, radialista e advogado. Foi fundador da CBN e consultor jurídico da Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal. É detentor da Ordem do Mérito Judiciário – grau de comendador; Atuou nas Empresas Globo, Radiobrás (Presidência da República); TV Rio/Record; Redes Manchete e Brasil de Televisão; foi 4 vezes Conselheiro Federal e Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB. e-mail: josecarloscataldi@hotmail.coBlog:http://pensandovoce.blogspot.com