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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ODE(1) AOS VARÕES DE PLUTARCO (2)

Celso Brum, sociólogo

Consultando as brilhosas páginas de um hebdomadário local, pude haurir e humildemente compreender a imensa sabedoria do eleitorado taubateano. Dos votos válidos, para a presidência da República, sem contar os votos dados aos candidatos dos partidos nanicos, foram computados 149.571 votos, dos quais 121.687 (cerca de 82%) dados aos candidatos comprometidos com a direita e 27.884 (cerca de 18%) dados à candidata da esquerda possível, o PT. Quando constatei a realidade, logo exclamei:  Oh, céus, oh vida!

Percebi claramente que o meu voto, dado à ínclita Dilma Rousseff, fez com que eu atravessasse a porta pantográfica e ingressasse no rol dos desinformados, conforme decretou - do alto de sua magnífica sapiência – o príncipe Fernando Henrique Cardoso. Aliás, é oportuno, azado, exato e propício ressaltar que o príncipe Fernando Henrique Cardoso deve estar feliz, alegre, exultante, jucundo, jubiloso, radiante e faceiro com a esmagadora maioria do eleitorado taubateano, que votou na direita velha de guerra, à qual pertence o seu munífico coração.

Certamente, os 18% dados a Dilma Rousseff podem estar compreendidos como fruto de um desatino momentâneo ou como um grave desvio de personalidade, curável com uma generosa sessão de pau-de-arara, combinada com afogamentos e choques elétricos, coisinhas altamente pedagógicas, segundo o que recomenda a direita.

O certo, muito certo e certíssimo é que os benevolentes 82% honram a incrível sabedoria do eleitorado taubateano.

Em contraste com o esplêndido eleitorado taubateano, eu, pobre desinformado, quedo-me em profunda e reverberativa reflexão .E, aflito, pergunto-me: Oh, céus, por que entendi as coisas de forma tão diferente? Por que não pude marchar no mesmo passo da maioria? Oh, céus, oh vida!

Como não pude entender que o salário mínimo de 80 dólares (do tempo do PSDB) é melhor e maior do que o de 300 dólares de agora?

Como não consegui ver com clareza meridiana que a inflação de 12,53% (do tempo do PSDB) é tão mais amena para a massa ignara do que a de, no máximo, 6,5% de agora?

Como não pude perceber o que é tão óbvio, que a taxa de desemprego, de 12,5% (do tempo do PSDB) é tão mais favorável para o povão do que a de 4,9% de agora?

Como não me foi possível saber que a taxa básica de juros –Selic- de mais de 30% (do tempo do PSDB) é tão mais eficiente do que a de 11% de agora?

Como não fui capaz de aprender que 3,5 milhões de universitários (até o tempo do PSDB) é tão melhor do que os 7,2 milhões de universitários de agora?

Como não consegui alcançar o entendimento de que as milhares e milhares de bolsas de estudo (Prouni, Fies e Ciências sem Fonteiras, estas para aperfeiçoamento no exterior) não são- de forma alguma e absolutamente - de nenhuma importância, tanto que não existiam no tempo do PSDB?

Como não compreendi que a taxa de pobreza de 35% (do tempo do PSDB) é tão mais solidária, tão mais caridosa e infinitamente mais generosa que a de menos de 8% de agora, tanto que o Brasil saiu do Mapa da Fome?

Como não vi e observei que as reservas internacionais (que dão credibilidade ao país) de 38 bilhões de dólares (sendo 31 bilhões emprestados do FMI) do tempo do PSDB, davam mais respeitabilidade ao Brasil que os quase 400 bilhões de agora?

Como não percebi que os 28 bilhões gastos com saúde pública (do tempo do PSDB) atendia muito mais brasileiros do que os 106 bilhões de agora?

Como não foi possível que eu tenha deixado de enxergar que os gastos com educação de 17 bilhões (do tempo do PSDB) seja muito maior do que os 94 bilhões de agora?

Como pode acontecer de eu não perceber que o “risco Brasil” de quase 2.000 pontos (no tempo do PSDB) fosse mais atraente do que o “risco Brasil” de agora, de menos de 200 pontos?

Como não consegui enxergar que era muito melhor, no tempo do PSDB, os investimentos estrangeiros de cerca de 10 bilhões de dólares contra os 67 bilhões de agora?

Como não consegui ver a vantagem do nosso Brasil ser a enésima economia mundial (do tempo do PSDB) contra a realidade de agora, quando somos a 7ª economia mundial, com a possibilidade de sermos a 6ª, no ano que vem?

Como não pude entender a lógica da direita, que condena o “Mais Médicos”? O “Mais Médicos” atende hoje milhões e milhões de brasileiros, socorrendo-os no que é simples e encaminhando, no que é complexo. Assim, crianças que morreriam de uma simples diarreia são salvas. Para a direita, melhor seria se morressem: não correríamos o risco de termos marginais no futuro ou, no mínimo, vagabundos assistidos pelo Bolsa Família. Como não pude entender essa elementar lógica da direita?

Oh,céus, oh vida!

Como é possível que eu não tenha percebido que os menos de 5 milhões de empregos com carteira assinada (do tempo do PSDB) são mais numerosos que os mais de 20 milhões criados nos governos de agora?

Como é possível que eu não tenha entendido que tirar quase 40 milhões da extrema pobreza não tem o menor significado, desde que a direita considera que a pobreza é simples fatalidade histórica ou, ainda, a pobreza é a resposta natural à indolência e tendência à vagabundagem. Como eu não pude entender esta elementar explicação da direita?

Como é possível que eu tenha percebido que trazer mais de 40 milhões de pessoas para a nova classe media (grande parte da qual votou com a direita, por incrível que pareça) só trouxe problemas para o cotidiano das elites, que tiveram seus espaços privilegiados invadidos por essa gentalha espalhafatosa e que não sabe se vestir, como as elites assim a consideram. Como eu não pude entender mais esse elementar entendimento das elites e acabei votando, como um desinformado, em Dilma Rousseff?

Como eu não consegui – e não consigo – entender que o bolsa–família é um mal, porque – como bem sabe e proclama a direita – estimula a vagabundagem. Como bem sabe e proclama a direita, é melhor que os pobres morram, para não aumentar o número de favelas e, consequentemente, o número de marginais. Como é possível que eu continue olhando com misericórdia essa gente pobre e desejando justiça social, deixando de aceitar a lógica cartesiana da direita, que advoga que é melhor deixar morrer no ninho os futuros marginais? (Esclareço a todos que ao falar em governo de agora, estou me referindo aos 12 anos do PT).

Imerso em copiosas lágrimas, eu peço perdão aos 121.687 eleitores taubateanos que votaram nos candidatos da direita e que, portanto, aceitaram as teses da direita. Peço perdão por ter combatido, duramente toda a minha vida, essa direita que ameaça voltar ao poder.

Os 121.687 eleitores taubateanos são, na verdade, 121.687 poderosos intelectos, aos quais devo pedir perdão por insistir em ser, além de desinformado, um autêntico imbecil da objetividade. Que os 121.687 poderosos intelectos de Taubaté, tenham piedade de mim.

Oh, céus, oh vida!

* 1- é uma composição poética para enaltecer uma personalidade

* 2- homens probos, cheios de serviços prestados à pátria.

POR QUE VOTO DILMA? PARA AJUDAR FILHA
DO COMERCIANTE A ESTUDAR NO EXTERIOR

Nunca fiquei em cima do muro no exercício diário do jornalismo. Isenção em jornalismo é uma falácia. Quem acompanha o noticiário pelos jornais sabe que não a imprensa atua na oposição aos governos trabalhistas de lula e Dilma.

O manchetômetro, estudo da cobertura diária dos jornais no primeiro turno da eleição presidencial deixa isto bem claro. Confira aqui.

Realizado pelo instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ, o estudo desmascara a propalada ”isenção” midiática, transformado em partido político para “eleger qualquer um”, no dizer de FHC, e tirar o PT do governo.

Não posso ficar isento quando vejo a direita nacional, cada vez mais fascista, destilar ódio contra a ascensão social dos mais pobres. 

Eleitoras fazem "self" com Dilma. Aécio? Never!
Não posso me isentar quando vejo manifestações pró-Aécio sem a presença de um negro, sem nenhuma empregada doméstica ou nordestino gritando apoio ao tucano. Só vejo branquinho bem nutrido, patricinhas trajando roupa de griffe, sem contar os que são levados a estas manifestações por motoristas da família, estes, sim, geralmente negros e/ou nordestinos.

Desde a eleição de Lula, em 2002, a imprensa (Globo, Estadão, Folha e Veja) critica ferozmente o governo trabalhista que se instalou no país em 2003.

Se esquecem que foi Lula, com sua política econômica inclusiva, quem salvou o Brasil da crise, que ainda ronda os Estados Unidos, a Alemanha, a França, a Grécia, Portugal e a Espanha, que chega a incríveis 20% de desemprego, contra apenas 4,5% no Brasil.

A mídia denuncia o PT ferozmente, mas varre para debaixo do tapete todos os escândalos que envolvem o PSDB, como o mensalão tucano, nascido em Minas Gerais, que obrigou o primeiro mentor do esquema, ex-deputado Eduardo Azeredo, a renunciar ao mandato para fugir de uma possível punição, como pode ser comprovado aqui.

Enquanto o PSDB do ex-presidente FHC proibiu a instalação de escolas técnicas com, verbas federais. Dilma, ao contrário, não só implantou escolas técnicas pelo país inteiro, como criou o FIES (que beneficia inclusive estudantes da Unitau), o Ciências sem Fronteiras, que mantém mais de 39 mil brasileiros estudando no exterior, com bolsa paga pelo governo brasileiro.

Aqui cabe uma reflexão: um comerciante de Quiririm, crítico ferrenho do governo, diz para quem quiser ouvir que o governo é corrupto, a economia está cada vez pior, ou seja, o Brasil, se o PT continuar no governo, vai falir. Teremos que esmolar em Buenos Aires, Montevidéu, Caracas, Santa Cruz de La Sierra, Lima, Bogotá, etc. Os "pobres" milionários esmolarão em Miami, Paris, Nova York, Londres e outros centros menos votados.

Ah! A filha do comerciante supracitado continuará estudando no exterior com bolsa paga pelo governo brasileiro.

Sabe por quê? Porque com o seu voto manteremos Dilma na presidência e, de quebra, ajudaremos o comerciante de Quiririm a manter a filha estudando no exterior, com bolsa paga pelo governo brasileiro, evidentemente.

Para mais informações sobre o Ciências Sem Fronteiras, acesse este link e constate você mesmo.

AÉCIO, BONITINHO, MAS MUITO ORDINÁRIO

Silvio Prado, professdor*

Machão e espancador de mulher, suspeito de ser viciado em cocaína, rei das noitadas cariocas e detido pela polícia em “situação lamentável” onde perdeu sete pontos por dirigir com a carteira vencida e mais sete por se recusar a passar pelo teste do bafômetro. Esses são alguns dos “grandes momentos” do candidato Aécio Neves que nenhuma Rede Globo mostrou nem vai mostrar.

Nem Rede Globo, Bandeirantes, SBT ou Record, ou mesmo a nojenta Jovem Pan tem disposição de mostrar o verdadeiro Aécio, que aos 17 anos virou assessor de um deputado, mas nunca apareceu em Brasília para trabalhar. Depois, passou um tempão enrolando num importante cargo da Caixa Econômica Federal, até que se elegeu deputado. Daí, para o governo de Minas foi um salto. Durante oito anos, Aécio “terceirizou” seu governo para a irmã Andréa. Em Minas, ela decidia tudo, enquanto o irmão, baladeiro incorrigível, dividia renda e espermas em boates e inferninhos da zona sul carioca.

Porém, quando aparecia em Minas, Aécio sempre achava tempo para arrebentar com a escola pública mineira, pagando pouco mais que o salário mínimo para o professor e deixando pelo menos um milhão de jovens fora do ensino médio. Um caos!

Nunca esquecendo sua tradicional família, desapropriou terras de um tio e nelas construiu uma pista de pouso. Na pista, que não tem mais de 1 quilometro, Aécio torrou 14 milhões de reais dos cofres públicos de Minas. Seu tio, Múcio Tolentino, sentindo-se prejudicado, agora pede ao Estado uma indenização de quase 20 milhões de reais. Outro aeroporto Aécio construiu nas imediações das terras que possui em Montezuma. Sem utilidade nenhuma, o aeroporto virou local de caminhadas para a população. A cidade de apenas sete mil habitantes não tem hospital, mas tem aeroporto... sem avião! Negócios de família, claro.

Se a imprensa fosse isenta e mostrasse como Aécio de fato é, dificilmente ele estaria na corrida presidencial. Como é que fica a Lei Maria da Penha se o Brasil vier a ter um presidente que, em público, surrou a namorada, fato relatado exemplarmente pelo jornalista Juca Kfouri? Não é crime dirigir embriagado? Não é crime dirigir com a carteira vencida? Não é crime usar dinheiro público em negócios particulares? Não é crime (nepotismo) empregar parentes no governo? Se não é crime, pelo menos não é algo suspeito ser amigo intimo e ter negócios com Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, e dono de um helicóptero apreendido com 450 quilos de pasta de cocaína, que um pouco antes tinha pousado para abastecimento bem perto do famoso aeroporto construído nas terras do tio? Se existe lei para meter na cadeia quem roubou um pacote de fubá, porque as leis brasileiras não enquadram Aécio Neves, um dos mais desprezíveis pilantras da política nacional?

Por tudo isso e muito mais, Aécio Neves deveria estar na cadeia (isso mesmo, na cadeia!) e não por ai pedindo seu voto para presidente da república. Pelo menos é o que eu penso!

Se quiser saber muito mais sobre esse pilantra que precisa do seu voto para se eleger presidente, acesse os seguintes blogs: VIOMUNDO, ALTAMIRO BORGES, DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, VALE PENSAR, BLOG DO IRANI LIMA, BLOG DO LUIS NACIF, enfim, não faltam fontes para conhecer melhor essa mercadoria podre que os meios de comunicação tentam vender como solução para os problemas nacionais.

*Professor da Rede Estadual de Ensino

ABERTA A TEMPORADA DE
CAÇA AO DÉCIMO TERCEIRO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Se você tem dívidas a juros altos, o melhor que tem a fazer com o décimo terceiro salário é quitá-las. Nada de cair nas propostas tentadoras dos bancos que estão aí propondo antecipar a verba natalina, porque o preço cobrado pelo dinheiro é alto demais.

Nesse período de tensão orçamentária, o comércio também tenta convencer os brasileiros a gastar mais com festas de final de ano. As escolas já antecipam as matrículas com ofertas de descontos, e, as corporações de ofícios e governos acenam com projeções quanto a contribuições obrigatórias e impostos como o IPVA, no caso dos veículos e IPTU sobre imóveis.

Pense, medite ... Quem está endividado deve fazer faxina geral nas contas e, se possível, quitá-las com o 13º salário. Quem não tem dívidas pode pagar à vista os impostos, aproveitando ofertas bem melhores que o rendimento da poupança. Em alguns casos, descontos que vão de 3 a 10 por cento; bem melhor do que o investimento popular, em torno de meio por cento mais a variação da TR.

Observe bem, já que a tentação anda a solta.

Falei e disse!

domingo, 19 de outubro de 2014

METALÚRGICOS DE TAUBATÉ SE
OMITEM EM MANIFESTO PRÓ-DILMA

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté nunca foi politicamente aguerrido como o de São José dos Campos, por exemplo, ao qual servi como assessor de imprensa em 1985.

Neste sábado (18), o vereador Salvador Soares (PT) promoveu uma manifestação pró-Dilma, suprapartidária e intersindical.

Estiveram no salão dos Vicentinos de Taubaté representantes de vários sindicatos de trabalhadores, do PSOL e do PC do B

Ausente o mais importantes deles: o dos Metalúrgicos de Taubaté.

Não havia um dirigente do maior sindicato de trabalhadores de Taubaté.

O presidente dos metalúrgicos de Taubaté, Hernani Lobato, eleito com apoio indireto do prefeito Ortiz Junior (PSDB), tem compromisso com os tucanos taubateanos.

Que compromisso é este?

A mulher do sindicalista é funcionária nomeada na Prefeitura de Taubaté.

Neda Márcia Dias é funcionária da Secretaria de Saúde de Taubaté desde 12/03/14, com o salário de R$ 3.288,78.

Os metalúrgicos de Taubaté, principalmente os da Ford e da Volkswagen, sabem dessa relação quase umbilical?

Não conheço a qualificação profissional de Neda Márcia Dias, mas sei que ela foi assessora da vereadora Graça (PSB), onde ganhava mais de R$ 4 mil por mês.

Talvez a relação profissional da mulher dó presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté com o governo tucano de Ortiz Junior explique a ausência de Hernani Lobato do manifesto pró-Dilma realizado em Taubaté.

Não encontro outra explicação.

Abaixo, fotos da manifestação:

O encontro reuniu simpatizantes da candidatura de Dilma Rousseff, sindicalistas, jornalistas e políticos

Nilson Coutinho, da FEM-CUT, discursa. Fernando Borges do PSOL, está à esquerda. Na outra ponta da mesa o representante do PC do B. Ao centro, Salvador Khuriyeh, Isaac do Carmo e um diretor da FEM-CUT

Jornalista Fátima Andrade pede às mulheres que apoiem a reeleição da presidenta Dilma, observada pelo representante do PC do B