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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

QUEM RESISTE A UM “PIXULECO”?

Velhinho de Taubaté

Caros leitores e leitoras, meu caro senhor Irani...

Escrevo novamente a vossa senhoria por conta do “pixuleco”, palavra que ganhou muito destaque nos últimos dias, desde que a Polícia Federal batizou de “pixuleco” uma operação para prender o ex-secretário do PT João Vaccari Neto. A televisão cansou de abordar o assunto pelo inusitado do termo, que já tinha conotação pejorativa nos anos 50 e 60 do século passado. A mídia não só ampliou o sentido pejorativo da palavra, que sequer consta de nosso léxico, como a associou ao partido político a quem faz operação feroz, qual seja, o Parido dos Trabalhadores, que carrega sozinho a culpa pela corrupção que assola este país há séculos, desde a chegada da família real ao Brasil em 1808. Há mais de 200 anos, portanto.

Resolvi pesquisar o sufixo “eco” no meu Houaiss. Aprendi que o sufixo em tela é diminutivo e pode ser depreciativo, dependendo de seu uso. Pesquisei no Google (agora estou ficando craque com esta geringonça que inventaram na internet) e descobri uma matéria da Folha de S. Paulo (leia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1649031-giria-da-malandragem-pixuleco-agora-vira-sinonimo-de-propina.shtml) que trata do tema, assim como já trataram do termo “gororoba” (comida mal feita, segundo o dicionário Sacconi) que o governador Geraldo Alckmin desenterrou ao inaugurar um restaurante “Bom Prato”. Foi uma gafe do governador, mas rendeu boas matérias nos jornais.

Quando garoto, lá pelos meus 13/14 anos, recebia meus “pixulecos” no Mercado Municipal, onde carregava cesta para receber uma “gorja” (era assim que chamávamos a gorgeta) da madame a quem prestava meu serviço de carregador de cesta. Jamais usei o termo “pixuleco” porque nunca fui malandro e o desconhecia completamente. O tempo passou. Estudei, me aposentei e passo meus dias felizes, diga-se, lendo livros, acessando blogues na internet (inclusive o do senhor) e, principalmente, pesquisando nos dicionários. Tenho dois, como senhor deve ter percebido. Um de meus passatempos preferidos é pesquisar palavras nos dicionários, para saber seu sentido exato.

Quero dizer ao senhor e aos seus leitores que a palavra “pixuleco” é pejorativa tanto quanto “propina”, palavra dicionarizada, se entendermos que ela foi empregada para indicar que alguém recebeu uma ‘”gorjeta” para fazer algo ilícito. A “malandragem” dos anos 50 e 60 estava mais de meio século à frente dos atuais empresários pagadores de propinas e de políticos propineiros (recebedores de propina) de vários partidos (PSDB, PP, DEM). Mas o PT está sozinho pagando a conta do “pixuleco”.

Agora senhor, depois de tomar vosso tempo com explicações inúteis, de um “velhinho” que não tem o que fazer, gostaria de escrever algumas linhas sobre Taubaté. Ouvi dizer que na Câmara Municipal tem vereador que recebia “pixulecos” mensais, religiosamente pagos, na campanha de 2012. Agora ouço lamentos e sussurros que indicam que pré-candidatos, descontentes com o atual prefeito (que está para ser cassado definitivamente), prometeram apoiar um partido e se candidatar por ele, mas desistiram da ideia por alguns “pixulecos” que estariam recebendo desde já do candidato economicamente mais forte. Parece a reprise do filme de 2012, quando o atual prefeito pagava “mensalinho” (diminutivo do pejorativo “mensalão”) para o candidato a vereador que o apoiasse nas eleições.

Por que ninguém resiste a um “pixuleco”? Quem estaria recebendo “pixuleco” em Taubaté para mudar tão rápido de opinião? Por que ninguém resiste a um “pixuleco”, senhor Irani. Eis a questão!

Muito obrigado pela acolhida a essa missiva e um ótimo final de semana e feriado para o senhor e os seus leitores.

BLOG DO CATALDI - 04/07/15

SEXTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2015

O DIA NA HISTÓRIA

SEXTA-FEIRA, 4 de setembro. Faltam 120 dias para o fim do ano. 338  para as Olimpíadas do Rio... Data da estréia da Ópera “A Noite do Castelo”, a primeira de Carlos Gomes (1861). A Capital da Paraíba passava a se chamar João Pessoa (1930). Aniversário do atleta Robson Caetano (1964). Morte do ator Paulo Gracindo (1995).

AMANHÃ FOI ASSIM

SÁBADO, 5 de setembro. Dia da Amazônia e da Penicilina, já que Alexandre Fleming descobriu nessa data, o efeito bactericida da droga (1928). Nascimento do cantor e compositor Farroukh Bulsara, que nasceu em Zanzibar, mas adotou o nome artístico de Freddie Mercury ao integrar o grupo Queen (1946). Data da criação da OPEP (1960). Acontecia o atentado nas Olimpíadas de Munique contra atletas Israelenses, com saldo de 17 mortes. Morriam o radialista e compositor Haroldo Barbosa, a religiosa Agnes Gonxha Bajashiu – Madre Tereza de Calcutá (1997) e o gênio da televisão brasileira, Fernando Barbosa Lima (2008).

DOMINGO, 6 de setembro. Dia do Alfaiate, do Barbeiro e do cabeleireiro. A letra de Osório Duque Estrada era oficializada no Hino Nacional Brasileiro (1922). Leonel Brizola retornava de um exílio de 16 anos (1979).

PRO VALE

AMIGA EM COMUM – Eu e Carlos Francisco Marcondes temos uma amiga paraense em comum. Muitos até pensam que é carioca, por seu amor dedicado ao Rio. Mas a professora, jornalista e política Sandra Cavalcanti é carioca de coração. Comemorou 90 anos de idade domingo (30/08). Sandra Martins Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Belém, em 1925. Mas foi no Rio de Janeiro que construiu sua carreira no jornalismo e na política, a partir dos anos 50. Formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica, trabalhou em diversos veículos como Rádio Globo, TV Tupi, TVS, Rede Manchete e jornal Última Hora, onde convivemos... Se destacou como grande comunicadora. Na política, Sandra Cavalcanti foi vereadora pelo então Distrito Federal em 1954, aos 29 anos de idade, e deputada estadual pela Guanabara em 1960. A convite do governador Carlos Lacerda foi Secretária de Serviços Sociais. Depois voltou a ser deputada estadual do Rio de Janeiro em duas ocasiões: de 1975 a 1979, e, de 1987 a 1995. Durante a primeira gestão de César Maia na prefeitura do Rio de Janeiro (1993-1997) Sandra Cavalcanti foi Secretária Municipal de Projetos Especiais. Foi, portanto, das primeiras mulheres a ocupar cargos importantes no Brasil, COM COMPETÊNCIA INVULGAR. PARABÉNS!

DIFERENTEMENTE – Com raríssima incompetência Dilma Vana Rousseff e sua trupe de horrores confessaram a falência do Brasil com o orçamento negativo. O Ministro da Fazenda envergonhado com a peça cabulosa só se comunica por vídeos. O sério fundador arrependido do PT, Hélio Bicudo, do alto de sua tromba com o estado de coisas, pede o impeachment da presidenta que desmoralizou - primeiro a língua portuguesa com esse feminismo absurdo, depois, o próprio Brasil - pátria trambiqueira; perante o mundo... A pergunta que não quer calar: - o mar de lama não é pior que o da era Collor? Onde estão a OAB e a Sociedade Civil Organizada? Talvez estejam todos esperando os macacos saírem da cristaleira, ou quem sabe o Apocalipse? Afinal falta pouco. Na mão dessa gente irresponsável, em muito pouco tempo, não restará pedra sobre pedra.

TAMBÉM EM QUEDA – A Rede Globo levou 2 semanas para arrecadar 22 milhões de reais para o ‘Criança Esperança’. Mesmo assim mobilizando todo o seu ‘cast’ num mesão telefônico... Ano passado o SBT apurou 25 milhões para o TELETON em apenas 2 dias...  

PACIENTE ESTÁVEL – Apesar da derrota acachapante de 6 a zero para o Inter, o Vasco não perdeu nenhuma posição na tabela: continua em último no brasileirão.

TÁ NA HORA – A prefeitura de Pinda precisa voltar a enxugar gelo na cabeceira Yassuda do Anel Viário. Como prefere embromar, sem fazer uma obra definitiva, precisa fazer novo paliativo na pista que está afundando outra vez...

ÚNICA OPÇÃO – Corre pela cidade que um médico humanitário, empreendedor e competente teria ingressado no Partido Verde para ser vice na próxima chapa de situação. Pena não poder votar só no vice. Mas, a confirmar-se a informação, votarei na chapa só por causa do vice, comprovadamente honesto e competente.

RITO ESCOTEIRO - Informação de Daniel Hackbart, responsável pelo jurídico da União dos Escoteiros do Brasil, com sede no Paraná, quanto ao rito de um processo ético, em que se apura uso político do escotismo: “O rito é aquele previsto na Resolução do CAN de nº 003/2008. Segue para a DEN para avaliação. Caso se confirme o cabimento da denúncia, há o seu recebimento e envio para a Comissão de Ética e Disciplina Nacional.

BRONCA LIVRE – As redes sociais funcionando como termômetro da Cidade:Danyelly Cris postou revolta após assistir sessão da câmara em que um vereador teria dito que faria de tudo para tirar o ônibus da ABC do Araretama, porque estaria dando prejuízo à Viva Pinda... VOU PERGUNTAR QUEM FOI AO VEREADOR PIORINO. TALVEZ ME CONTE QUEM É... // Marlene Leite sugere que os vereadores de Pinda sigam o exemplo do vereador José Carlos Ferraz, da cidade de Silveiras. Apresentou projeto reduzindo os subsídios dos edis a um salário mínimo nacional. BOA IDÉIA... // Patrícia Moreno reclama de sono pesado do plantonista da PM: “por volta de 2:15 hs da manhã um rapaz invadiu o quintal da minha casa, entrei em contato com o 190 .... "polícia " mas eu só ouvia um recado eletrônico dizendo que minha chamada seria atendida... e assim ficou por 10 minutos...” O mesmo se deu com o vizinho que ligou por ela, a pedido. ELA PERGUNTA: “Se fosse um estuprador e quebrasse minhas portas e fizesse maldade para meus filhos e para mim? QUE HORROR... //Madalene Codinhoto publica aviso da prefeitura: “informamos que devido a vazamento na piscina não haverá aulas de hidroginástica e natação. LOGO NA CIDADE DO PREFEITO NADADOR. PEDE PROVIDÊNCIAS DE “THE SWIMMER”...

NATAL E ANO NOVO – O Hotel Colonial Plaza já está aceitando reservas para pacotes de Natal e Ano Novo. Já reservei. A ceia é farta. O ambiente aconchegante. Até Papai Noel comparece. Pena que será o primeiro ano em que não terei a companhia do Amigo Sergio Lousa, hoje chamado Saudade.

José Carlos Cataldi é jornalista, radialista e advogado. Foi fundador da CBN e consultor jurídico da Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal. É detentor da Ordem do Mérito Judiciário – grau de comendador; Atuou nas Empresas Globo, Radiobrás (Presidência da República); TV Rio/Record; Redes Manchete e Brasil de Televisão; foi 4 vezes Conselheiro Federal e Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB. e-mail: josecarloscataldi@hotmail.coBlog:http://pensandovoce.blogspot.com 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

ODEBRECHT CONDENADA POR TRABALHO
ESCRAVO DE BRASILEIROS EM ANGOLA

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

O grupo Odebrecht está mal na fita. Depois das declarações do presidente da empresa, comparando seus delatores a “dedoduros”, o noticiário dá conta da condenação da maior empreiteira brasileira por danos morais coletivos por tráfico internacional de pessoas e trabalho escravo na construção de uma usina de cana-de-açúcar em Angola.

A indenização fixada em 50 milhões de reais pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, São Paulo; é a maior do gênero na história da Justiça brasileira.

A decisão determina que o grupo deixe de “realizar, promover, estimular ou contribuir à submissão de trabalhadores à condição análoga a de escravo” e sem o visto de trabalho já concedido pelo governo local, sob pena de multa diária superior a 200 mil reais.

Constam no processo movido pelo Ministério Público do Trabalho depoimentos de trabalhadores que explicitam as condições degradantes às quais eles foram expostos. Os operários dizem que nas refeições era servida de jibóia num refeitório repleto de baratas e ratos.

Inacreditável que isso ainda exista. Pior que praticado por uma empresa brasileira. Provável que beneficiária de financiamentos do BNDES. Tá explicado porque Marcelo Odebrecht não gosta de “dedoduros”.

Falei e disse!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

DISSIMULADO, CATÃO VAI AO
ATAQUE CONTRA EMPRESÁRIO

Em seu último mandado como vereador, Joffre Neto ataca, de forma infame, o empresário André Saiki, por conta de uma desavença quando um era presidente da Câmara Municipal e o outro da Associação Comercial e Industrial de Taubaté (Acit).
 
Joffre Neto em primeiro plano e o empresário André Saiki atrás,
de braços cruzados. (Foto extraída da página do vereador  no Face)
O Catão da Vila São Geraldo, cujo mandato terminará em 31 de dezembro de 2016, certamente voltará à fila de desempregados e não poderá usufruir do seguro desemprego, ao qual não faz jus porque vereador não é empregado, embora a maioria deles entende que sim.

Estive ontem (1º/09) na palestra em que se falou muito do Papa Francisco, a quem cada vez admiro mais, por sua corajosas posições políticas contra a desigualdade mundial e a pobreza.

Joffre Neto estava lá, assim como o vereador João Vidal, também muito perto de voltar ao seu emprego no setor elétrico. Faltam só 486 dias para ambos, segundo a contagem regressiva publicada diariamente nas redes sociais.

Fui surpreendido, nesta quarta-feira (2) pelo texto divulgado pelo Catão da Vila São Geraldo em sua página no Facebook.

Ao lê-lo, tomo conhecimento que o empresário André Saiki o "agrediu" em 2004, jogando-o ao chão em pleno desfile de 7 de Setembro, na presença de milhares de testemunhas.

O Catão da Vila São Geraldo, que àquela época ainda era aprendiz de Catão, não fez nada. Provavelmente porque o espírito santo mandou-o aguardar o momento certo para se vingar do empresário.

O vereador desnecessário esperou longos 11 anos até que o destino os colocou frente à frente, na Mitra Diocesana. Estive no mesmo ambiente mas não presenciei a “discussão”.

Abaixo, está a versão do Catão da Vila São Geraldo.

Quem conhece Joffre Neto "não compra” sua história. Nem as cajazeiras, que foram as primeiras a defenestrá-lo de suas vidas, por não suportarem sua arrogância e mentiras.

Conheço André Saiki há poucos anos, mas creio que ele seria incapaz de cometer uma grosseria com quem quer que fosse, mesmo que esse alguém fosse Joffre Neto.

Entre o futuro ex-vereador e o empresário, fico com o empresário.

Se o Catão da Vila São Geraldo foi capaz de mentir ao Ministério Público para escapar de uma possível punição por improbidade na Vara da Fazenda Pública, mentir no Facebook é muito mais fácil, mas pode trazer consequências. Ah!, se pode...

Aqui o texto do Catão da Vila São Geraldo:).

O AGRESSOR ANDRÉ SAIKI
UM ESTRANHO ENTRE PESSOAS DE PASTORAL

Há algumas horas eu participava da 5a. Semana Social Brasileira, promovida no Brasil inteiro, e aqui na nossa Diocese.

De repente fui abordado por uma figura estranha àquele meio, mas conhecida do meio empresarial e político: um eterno pré-candidato a qualquer coisa, mas que nunca consegue convencer ninguém, o tal ANDRÉ SAIKI (com o perdão da palavra).
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Eis que o sujeito passou a me agredir verbalmente, com o rosto transtornado, cobrando satisfações por uma moção de repúdio de 11 anos atrás (!!) que a Câmara lhe fez, por ofender a Casa Parlamentar em jornal de grande circulação.
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Salivando e cuspindo enquanto falava, fez-me ameaças e só parou quando saquei um instrumento de defesa: meu celular.

Ao ver a câmara afastou-se e sentou-se uma cadeira atrás de mim, com ar ameaçador.

Não podia facilitar: chamei meu assessor que me acompanhava,  Clair de Jesus, e pedi que ficasse ao meu lado, de celular em punho, porque esse infeliz já me agrediu fisicamente em 2004, na Avenida do Povo, jogando-me ao chão - tudo por conta da mencionada moção.

À época contemporizei, relevei, mas agora vou tomar as medidas judiciais cabíveis, porque esse desequilibrado pode querer voltar a me atacar corporalmente. 

As fotos mostram sua cara transtornada, afastando-se de mim quando saquei o celular e depois tentando me intimidar com cara feia. Na outra imagem, Clair, ao meu lado.

MINISTÉRIO PÚBLICO CONTESTA
AFRODECENDÊNCIA DE CANDIDATO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

O sistema de cotas raciais em concursos públicos do governo federal está sob a mira do Ministério Público. Um candidato de pele clara que se autodeclarou negro chamou a atenção.

A lei reserva 20 por cento das vagas em concursos federais, inclusive o Itamaraty e a Polícia Federal a candidatos negros.

Eles podem declarar a afrodecendência.  Mas, se for confirmada declaração falsa, o candidato deverá ser imediatamente eliminado do concurso.

A lei não estabelece limite de gerações. A autodeclaração seria mecanismo importante num país em que a má fé não fosse a regra.

Falei e disse!