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sábado, 22 de novembro de 2014

SOMBRAS

Celso Brum, sociólogo

(Publicado originalmente no Diário de Taubaté)

Tão ocupado escrevendo sobre as eleições presidenciais, fazia tempo que eu não encontrava o meu amigo divagador. Ao vê-lo, observei que ele não estava bem-humorado, como lhe é comum, nem preocupado. Estava tranquilo e sério. Nem me disse “bom dia”. Foi logo afirmando categoricamente: “Somos como sombras”.

E reclamou que, para nascermos, nem somos consultados, quem sabe preferíssemos ficar no limbo, sem as muitas dores e as poucas alegrias desta vida. E que nunca estamos verdadeiramente preparados para as escolhas que frequentemente temos de fazer. É uma coisa terrível: a cada escolha que fazemos, desprezamos uma infinidade de outras escolhas, outros horizontes e outras felicidades, talvez melhores e maiores deleites. Em uma única escolha infeliz, podemos estar perdendo a nossa Pasárgada imemorial.

Vamos convir: é muita responsabilidade dar a um despreparado a condição de ter de escolher a cada instante. Então, passamos a vida fazendo escolhas, possivelmente atrabiliárias, fundamentadas (fundamentadas?) na intuição e em nosso sempre insuficiente conhecimento. Melhor seria se houvesse destino e se tudo estivesse – maktub – escrito. No entanto, a vida é como uma pluma ao vento. E vamos sendo levados, pelos ventos de nossas escolhas, por caminhos que, quase sempre, não constavam em nossos temerários projetos.

O meu amigo continuou reclamando. Está lá na Bíblia, que Deus criou o homem da terra e a mulher da costela do homem. Em hebraico o homem é ich e a mulher ichá. Nós costumamos chama-los de Adão e Eva. Mas, o rigoroso Deus do Antigo Testamento, deu aos recém-criados, na sua inocência e ausência de malícia, uma prova absolutamente desproporcional e de consequências imensas e implacáveis.

Primeiro, Deus chama a atenção deles para a árvore fatídica, cujos frutos não poderiam comer. Quem sabe, se não tivessem sabido, jamais teriam comido daquilo. Com a proibição, estabeleceu-se o desejo. Estabelecido o desejo, a transgressão seria fatal, como sempre acontece. Quando Deus interroga Adão por sua desobediência, ele responde: “A mulher que puseste ao meu lado, apresentou-me deste fruto e eu comi”. E Eva disse: “A serpente enganou-me”. E o severo Deus do Antigo Testamento disse à Eva: “Multiplicarei os sofrimentos do teu parto; darás a luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”.

Parece muito o que Deus disse a mulher, mas, o que disse a Adão, ainda é muito mais inclemente: “Porque ouviste a voz da tua mulher e comeste o fruto da árvore que eu te havia proibido de comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela, com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que fostes tirado; porque és pó, e em pó te hás de tornar”. Tudo isso por causa de uma mordidinha.

Milhares de anos depois, o inefável Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira, 1919 /1983) também conhecido como General da banda, cantou: “Papai Adão, papai Adão, papai Adão já foi o tal / Hoje é Eva quem manobra e a culpada foi a cobra. / Uma folha de parreira, uma Eva sem juízo/Uma cobra traiçoeira, lá se foi o paraíso”.

Pois é, uma escolha, uma mordidinha, lá se foi o paraíso. E temos que aguentar essa dureza de vida.E, se somos normais, temos objetivos, fazemos planos, queremos encontrar o tesouro que está além do arco-íris.

Em seu romance, “Kim”, Rudyard Kipling, prêmio Nobel de literatura (em 1907) nos apresenta e nos faz conviver com dois notáveis personagens: Kimball O’Hara (o Kim da história) e Teshoo, um lama (monge) tibetano, na Índia, ainda colônia britânica, no final do século 19. Ambos tem objetivos: Kim, que é um garoto órfão, quer saber de sua origem e o lama quer encontrar o rio da Flecha, o rio que nasceu no local em que caiu uma flecha atirada por Buda. Ao fim de uma grande aventura, Kim finalmente fica sabendo da sua história. Junto ao lama, voltam à planície, ponto de partida. Certo dia, Kim encontra o lama sentado, em profunda meditação, ao lado de um modesto riacho. “É o rio da Flecha”, ele diz. E completa, para Kim, dizendo: “Se procurarmos com empenho, unção e fé verdadeira, o rio da Flecha nascerá sob nossos pés”.

Bela lição!

Às vezes ficamos perplexos com certas escolhas. Passo em frente à capela das freiras sacramentinas e sei que aquelas jovens e senhoras passam 24 horas por dia, todos os dias, rezando diante do Santíssimo. Quando entro na capela, é perfeitamente constatável um profundo sentimento de paz ali existente.

Nós outros passamos a vida lutando para acumular bens, adquirir notoriedade e poder. Ao final da vida, quem fez melhor, individualmente? Quem levará melhor quinhão para a eternidade?

Somos como sombras, conclui o meu amigo divagador. Sombras. Passamos pela vida, apesar de nossas escolhas. Nesta vida, a maioria de nós não deixará traço, como sombras, apenas sombras. Uns poucos, pouquíssimos, seres especiais, deixam ideias e ideais.

A todos, ao término de nossas vidas, restará mergulhar, sozinhos, no grande mistério.

Era melhor que Adão e Eva não tivessem comido o fruto proibido. Bem melhor.

E lá se foi meu amigo, pelos descaminhos dessa vida, tão cheia de escolhas e de sombras que passam.

*Celso José de Brum é ex- professor de Sociologia e Estudo dos Problemas  Brasileiros, da Unitau

MOMENTO OPORTUNO PARA
A REFORMA POLÍTICA

Luiz Carlos Borges da Silveira*

Por iniciativa de Dilma Rousseff, o debate sobre a Reforma Política está retomado. O momento é oportuno, pois a presidente tem novo período de governo e começa uma nova legislatura com o Congresso Nacional relativamente renovado, e entidades da sociedade civil estão empenhadas, como a OAB, que colhe assinaturas para apresentação de projeto de iniciativa popular.

Tudo isso estimula ampla discussão e talvez possibilite pautar o projeto para 2015, que não é um ano eleitoral que sempre emperra votações desse tipo de matéria. Ao tomar a iniciativa, o Executivo anima o Congresso Nacional que tem se omitido, pois há mais de 20 anos o tema está no Parlamento sistematicamente protelado.

É importante que a reforma se fixe em pontos fundamentais que efetivamente venham a mudar o sistema fixando normas e parâmetros condizentes com o estágio das modernas sociedades democráticas. Tenho, por experiência política, firmes convicções sobre alguns aspectos pontuais:

a) Financiamento público de campanhas – Ponto essencial para o estabelecimento da real isonomia entre candidatos, permitindo que um concorrente de menores possibilidade econômica não tenha de enfrentar caciques políticos amparados por gordos financiamentos geralmente interesseiros. Será uma forma de estimular o surgimento de novas representações políticas. Convém lembrar que tramita no STF ação impetrada pela OAB visando acabar com doações de empresas, é um passo, sem dúvida;

b) Coligações nas eleições proporcionais – É uma deformação no sistema eleitoral, os partidos fazem esdrúxulas coligações por interesses mesquinhos que acabam em resultados indesejáveis ao eleitor que pode votar em um candidato religioso de seu partido e eleger um ateu em partido coligado – é um exemplo. Ademais, alianças são definidas pelas cúpulas dos partidos sem afinidade ideológica e programática, pois são outros os interesses determinantes, daí se vê a cada eleição legendas antagônicas em um Estado perfeitamente aliadas em outros;

c) Votos - Discussão recorrente, sendo a tese mais consensual o estabelecimento do voto distrital misto, meio termo entre o sistema atual e o distrital puro. Tornaria menos dispendiosa a campanha do candidato distrital sem excluir o candidato com maior densidade eleitoral em todo o Estado. Outra opção é o voto em lista, onde o eleitor vota na chapa oficial  elaborada pelo partido e outro de livre escolha. A dúvida é quanto aos critérios para montagem da lista fechada;

e) Representatividade partidária - A reforma é também a oportunidade para que os partidos se consolidem como siglas fortes e estrutura nacional. Uma forma disso é levar as siglas a uma razoável representação ou ao desparecimento, numa espécie de depuração natural. É a chamada cláusula de barreira que, evidentemente, encontra resistência entre os pequenos partidos, que preferem continuar existindo à sombra dos partidos maiores aos quais prestam vassalagem político-eleitoral. Seja com barreira ou não, o consenso é que há necessidade de se reduzir o número de siglas;

e)Reeleição e unificação - Embora tema secundário, a proposta de reforma traz discussão sobre o fim da reeleição nos cargos majoritários e estabelecimento de mandato de cinco anos. Mais oportuno é que se aplique a coincidência de mandatos com a unificação das eleições gerais – presidente, governador, prefeito, senador, deputados federais e estaduais e vereador;

f) Diretórios, mandatos e comissões provisórias - Por fim, a reforma deve normatizar o dispositivo que trata das Comissões Provisórias nos diretórios partidários, estabelecendo prazos definidos para realização de convenções livres e democráticas para escolha dos dirigentes e fixar tempo de mandato das comissões executivas. Como está, esse dispositivo proporciona intervenções arbitrárias pelas cúpulas mandatárias com poder para dissolver diretórios e instalar comissões provisórias que se tornam “permanentes”, o que efetivamente acaba com a democracia nos partidos.

Aos sinceros interessados na Reforma Política, o temor são aos caminhos. Já se cogitou de um plebiscito, referendo, ou os dois juntos, e ainda uma Assembleia Constituinte exclusiva, que no parecer de juristas constitucionalistas é impossível.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

MALDADES DO CLÃ ORTIZ COMEÇARAM
NO SEGUNDO MANDATO DO CAUDILHO

Os servidores municipais de Taubaté eram felizes e não sabiam quando, em 1982, elegeram Bernardo Ortiz prefeito de Taubaté, derrotando velhos caciques da política local. Milton Peixoto entre eles, dado como vencedor antecipado do pleito daquele ano.

Bernardo Ortiz logo impôs seu modus operandi de governo: ameaçar e demitir funcionários a esmo. O critério? Nenhum! Bastava Bernardo Ortiz se desencantar com o servidor para demiti-lo. Engenheiro, professor, médico, escriturário que caísse em desgraça com o velho caudilho, pelos motivos mais banais, sabia que a porta da rua da Prefeitura estava aberta para si.

Como um tirano, Bernardo Ortiz jamais respeitou funcionários públicos concursados, estatutários, detentores de estabilidade funcional. Foi assim que ele demitiu dezenas de professores para contratar outros, sem concurso público, em caráter precário, como temporários, parqa ter o poder de subjugá-los

Muitos dos “temporários” contratados por Bernardo Ortiz estavam a serviço da Prefeitura há mais de vinte anos. Alguns próximos de completar trinta anos de serviço público.

Há professores, médicos, escriturários contratados nos anos 1990 que passaram incólumes pela administração de Mário Ortiz, permaneceram no terceiro mandado de Bernardo Ortiz, prosseguiram com Roberto Peixoto e chegaram ao mandato de Ortiz Junior.

Para alívio do prefeito cassado, a Justiça decidiu que funcionário celetista contratado sem concurso público deve ser demitido. Sem pestanejar, Ortiz Junior procedeu ao corte determinado judicialmente. Um alívio para o prefeito-cassado, que usa uma das maldades aprendidas com o pai para manter os funcionários subjugados, temendo ser o próximo da lista.

Release da assessoria da vereadora Vera Saba (PT) informa que o prefeito-cassado Ortiz Junior demitiu 110 servidores no dia 1º de setembro e 194 no último dia 14. Total: 304 servidores.

Segundo o jornal O Vale, o prefeito-cassado demitiu 136 servidores (dos 304) contratados em sua administração, o que desqualificou a versão de que todos os casos haviam sido motivados por acordos firmados na gestão anterior, entre eles 53 dos 60 professores recém-demitidos.

VERA SABA NA TV CIDADE

Vera Saba em 2011, durante manifesto dos professores contra Peixoto
A vereadora Vera Saba (PT) participará do programa Cidade em Ação nesta sexta-feira (21), às 19 horas, para falar, entre outras coisas, das últimas demissões ocorridas na Prefeitura.

O programa é apresentado por Chico Oiring na TV Cidade, que você pode sintonizar pelos canais 3 (NET) e 99 (analógico).

O programa é ao vivo. Perguntas podem ser encaminhadas pelos telefones 3624-8656 ou 98146-0977 (com watshap)

BLOG DO CATALDI



SEXTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO DE 2014

O DIA NA HISTÓRIA

Sexta-feira, 21 de novembro. Faltam 40 dias para o fim do ano. 93 para o fim do horário brasileiro de verão. Dia Nacional da Homeopatia e da Televisão. Data da emancipação política de Nazareth Paulista (1676); da inauguração da Ford em São Bernardo do Campo (1958) e do lançamento do Livro Brasil Nunca Mais, com lista de 444 torturadores da ditadura (1985). Inauguração do Shopping Pátio Pinda – o primeiro de Pindamonhangaba. (2013).

Sábado, 22 de novembro. Dia da música e do músico. Data da revolta da Chibata. O “Almirante Negro”, João Cândido rebelava a armada contra castigos físicos na Marinha do Brasil (1910). Assassinato de John Kennedy em Dallas, Texas (1963) e do líder da Aliança Libertadora Nacional, Carlos Marighella (1969). Ascensão ao Trono do Rei de Espanha, Juan Carlos de Bourbon.

Domingo 23 de novembro. Dia Nacional de Ação de Graças. Renúncia do Marechal Deodoro elevando ao poder Floriano Peixoto (1891). Criação da Força Expedicionária Brasileira (1943). Morte de Adoniran Barbosa (1982).

PRÓ VALE

CRITICAS A DELAÇÃO PREMIADA – Duramente atacada, principalmente por criminalistas, a delação premiada está permitindo avanços importantes nas investigações sobre desvios na Petrobrás. O juiz federal Sergio Fernando Moro, tido como linha dura, concede o benefício para réus que colaboram com a justiça, e alcança conceito positivo perante a opinião pública. Críticos afirmam que a delação é tentativa clara de extorquir confissões através do terror, prisões cerceando o direito de defesa. Mas, para o juiz Moro, quem critica a delação, demonstra ser favorável à regra mafiosa do silêncio, também chamada ‘omertà’.

O VALE NO PETROLÃO - A REVAP não escapou do mar de corrupção. Mais fundo que o próprio pré-sal. Delatores dizem que há dinheiro de lá escorrendo para os ralos do maior escândalo de corrupção de todos os tempos... Quando Dilma afirma que o país vai “passar tudo a limpo”. Parece estar lendo o discurso do Collor. Aliás, Fernando Collor é ninfeta diante de tão experientes petistas...

PROBLEMA NOS AFETA - Fica em Pinda o maior fornecedor de tubos para a Petrobrás. Inclusive, e, aliás, praticamente cliente mais importante de nossa Confab... De há muito a Petrobrás não faz uma encomenda. Você imagina o que pode acontecer? E quantas empresas daqui não teriam a base de suas carteiras nessa fornecedora da Petrobrás?

DINHEIRO PELO RALO – Desperdício de quem brinca com dinheiro público!!! Apesar da mudança do Deptran de Pinda para o Crispim, nós munícipes continuamos pagando, com nosso imposto, o aluguel do prédio em que funcionava o ‘multeiro dos marronzinhos’ na Rua Fortunato Moreira. Isso é que é exemplo de má administração! O DEPTRAN devia ser multado. Por essa e outras trapalhadas. Sobretudo pela tinta guache com que pinta a sinalização de chão...

VARAS DE TRÂNSITO - Demorou, mas, parece que agora os motoristas terão de andar na linha. Projeto do deputado João Caldas, do Solidariedade de Alagoas, dá sentido ao Código de Trânsito Brasileiro, recém aprimorado para cobrar mais caro pelas infrações. Prevê a criação de juizados, promotorias e delegacias especializadas para punir de imediato os infratores... A proposta também prevê a inclusão da disciplina ‘Educação para o Trânsito’ no currículo do ensino fundamental. A matéria, aprovada na Comissão de Educação segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara Federal. Finalmente decidiram conduzir a questão com mais seriedade.

SAÚDE A SÉRIO – A prefeitura de Campos do Jordão adotou procedimento exemplar ao assumir a Saúde Municipal. Médicos e funcionários passam a ser contratados diretamente pelo poder público. O Prefeito Fred Guidoni notificou a Associação Civil Cidadania Brasil quanto ao rompimento do contrato de parceria e assumiu a gestão do Pronto Socorro, dos Postos de Saúde dos Bairros e do Centro de Especialidades. É preciso coragem para fazer isso. Romper com esses convênios de enganação. Parabéns. Que sirva de exemplo...

IMORALIDADE ? – Consta que procuradores estaduais e municipais estão mobilizados para trabalhar apenas 3 dias na semana. Estão indo em mutirões lobistas aos gabinetes de políticos para aprovar a jornada de apenas 18 horas. Êta molezinha boa! Será que não basta receberem honorários de sucumbência pelas ações que postulam contra os cidadãos, dificultando acordos?... Ainda querem mais moleza? ... Tomara que esse vírus não contamine vereadores daqui do Vale...

AINDA A QUESTÃO DA ÁGUA – Em tempo de cobertor curto, cada um puxa para o seu lado... Geraldo Alckmin devia buscar alternativas efetivas, não paliativas. A única saída para sempre é retirar sal e armazenar água do mar, como já se faz com qualidade no arquipélago de Fernando de Noronha. O Paraíba do Sul está morrendo, minha gente!

CONSOLIDADA – Importante político pindense dá como certo o nome do Vereador Marco Aurélio para presidir a Câmara Municipal de Pindamonhangaba. A Coluna vem antecipando a tendência. Pode haver unanimidade. Marco Aurélio é um conciliador nato. Ideal para costurar diálogo mais construtivo entre o Legislativo e o Executivo.

DÉBITO AUTOMÁTICO EM CHEQUE – Criado para facilitar o ‘débito automático’ tem provocado dor de cabeça em muitos clientes.  Há situações em que o consumidor é surpreendido com cobranças indevidas. Muitos acabam precisando recorrer aos PROCONS e Juizados. Já teve gente queixando de cortes no fornecimento de energia, porque o banco falhou no repasse do dinheiro retirado do correntista. Em situações assim o cliente tem direito de receber o dobro do valor cobrado, mais o dano moral. Muita gente está pedindo aos bancos o cancelamento do débito automático para não ter dor de cabeça.

REBAIXAMENTO – O Vereador professor Osvaldo acha que todo mundo deve insistir com o prefeito Lerário a deixar de lero-lero sobre o rebaixamento da linha do trem, já aprovado pelo governo federal. Ninguém quer saber de túneis...

José Carlos Cataldi é jornalista, radialista e advogado. Foi fundador da CBN e consultor jurídico da Rádio Justiça do Supremo Tribunal Federal. É detentor da Ordem do Mérito Judiciário – grau de comendador; Atuou nas Empresas Globo, Radiobrás (Presidência da República); TV Rio/Record; Redes Manchete e Brasil de Televisão; foi 4 vezes Conselheiro Federal e Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB. e-mail: josecarloscataldi@hotmail.coBlog:http://pensandovoce.blogspot.com.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

VIVA ZUMBI! O JORNAL

O professor Silvio Prado acaba de publicar um jornal, que deverá ser bimestral. A ideia central não é a de homenagear o líder dos escravos que se rebelaram contra seus senhores e formaram uma comunidade (Quilombo dos Palmares). Zumbi deve ser homenageado sempre.

O jornal pretende mostrar o negro na sociedade brasileira, sua cultura, sua religiosidade, sua intelectualidade. Convido os amigos internautas a lerem o conteúdo do jornal e refletirem à respeito. É um grito de orgulho pela negritude e sua capacidade criativa.