Páginas

terça-feira, 24 de maio de 2016

TREMEMBÉ CONFESSA DÍVIDA
COM SABESP DE QUASE R$ 3 MI

A histórica fonte da Água Santa, que já foi visitada até por D. Pedro II


Quem nunca ouviu o ditado “confessou, tem que rezar?” Pois foi o que os vereadores da Câmara Municipal de Tremembé fizeram.

Em nome do município confessaram uma dívida com a Sabesp de exatos R$ 2,9 milhões.

Diante da confissão, o município vai desembolsar R$ 20 mil mensais para quitar a dívida em 99 parcelas.

99 parcelas significam que a quitação da dívida com a Sabesp se estende até agosto de 2024.

Imagine que seu filho está entrando este ano no ensino fundamental.

Quando ele chegar ao último ano desta fase de estudante, que é de 9 anos, a Prefeitura de Tremembé estará finalizando os pagamentos confessados.

O professor Fábio Casagrande, atento, foi buscar os documentos que comprovam detalhadamente o acordo com a Sabesp para escrever o texto abaixo:

Vaqueli e Vereadores Confessam Dívida Com a Sabesp

Dívida Milionária ultrapassa R$ 2.900.000,00 milhões. O Povo Paga a Conta.

Um pequeno fio de água que, segundo a lenda, brotou aos pés da imagem do Senhor Bom Jesus deu origem à Fonte da Água Santa, inaugurada em 1884.

Vereadores admitem em Confessionário que a Prefeitura não paga a Sabesp. Sacerdote ouve.

A dívida poderá ser paga em 99 parcelas de R$ 20 mil reais. Geração futura será penalizada.

Água Santa do Bom Jesus de Tremembé foi, no passado, conhecida como a Fonte dos Índios, pois nos arredores encontravam-se os índios Guaianase, da etnia Tupi Guarani, e dessa água usufruíam no seu cotidiano.

Até Dom Pedro II, Imperador do Brasil, em outubro de 1886, bebeu da Água Santa.

A Sabespiana admite em Confessionário que perdoou parte dos juros e multas. Sacerdote ouve, indignado.

Atualmente, a Fonte da Água Santa está abandonada, sem água potável, com poucos resquícios do que foi no passado.

EM TREMEMBÉ, NEM ÁGUA SANTA NEM ÁGUA SABESPIANA.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SERVIDOR LUDIBRIADO
PRESSIONA VEREADORES
POR REAJUSTE SALARIAL



É hoje o dia de os servidores municipais mostrarem que não aceitam a proposta de 3,58% de reajuste em seus salários feita pelo prefeito cassado em duas instâncias Ortiz Junior.

O servidor deve saber que Ortiz Junior está inelegível e só poderá ser candidato à reeleição se conseguir uma liminar para disputar o pleito municipal de outubro, o que não é difícil, considerando-se nossa justiça e o fato de ser tucano.

Vamos ao que interessa:

Ortiz Junior propõe 3,58% para recompor o salário dos servidores, considerando apenas a inflação acumulada de janeiro a abril deste ano, que foi de 3,25%. Ganho teórico de 0,33%.

Os números são enganosos, se não prestamos atenção neles.

Compare a inflação do ano anterior e a recomposição salarial do servidor municipal ofertada pelo prefeito cassado José Bernardo Ortiz Monteiro Junior:

2013 – Posse de Ortiz Junior, que desconsiderou a inflação do ano anterior (5,83%) e não deu reajuste ao servidor municipal.

2014 – Ortiz Junior deu 10% de recomposição salarial. Somando-se as inflações de 2012 (5,83%) e de 2013 (5,91%) chega-se ao índice de 11,74%. Portanto, o reajuste foi 1,74% inferior ao acumulado nos dois anos anteriores.

2015 – A inflação de 2014 foi de 6,41% e o reajuste de 6,5%, com ganho para o trabalhador de apenas 0,9% em relação à inflação do ano anterior, ainda assim com prejuízo de 0,84% para o servidor, se consideramos o reajuste anterior.

2016 – A inflação de 2015 foi de 10,67%. O reajuste oferecido é de pífio 3,58%, que não repõe nem de longe as perdas acumuladas apenas nestes três anos e quatro meses de “governo” Ortiz.

Somando-se o índice de inflação acumulada entre 2012 e abril de 2016, chega-se ao índice de 32,07%.

Os reajustes salariais dos servidores municipais entre 2013 (ano da posse de Ortiz) e 2016, considerando-se a proposta deste ano (3,58%), somam exatos 20,08%, ou seja, 11,99% abaixo da inflação acumulada no período.

A Câmara vai aprovar o reajuste prometido pelo prefeito?

quinta-feira, 19 de maio de 2016

“FANTASMA” DO LUIZINHO CUSTOU
R$ 102 MIL EM 20 MESES NA CÂMARA

Funcionário fantasma de Luizinho da Farmácia custou mais de R$ 100 mil em 20 meses de Câmara municipal

Os mais de mil internautas que acessaram a postagem feita no início da tarde desta quarta-feira (19) sobre o “fantasma” no gabinete do vereador Luizinho da Farmácia merecem saber mais à respeito.

Renato Righi de Carvalho, o assessor “fantasma” do vereador Luizinho da Farmácia, que ganha R$ 5.122,87 bruto na Câmara Municipal, já custou aos cofres públicos a importância de R$ 102.457,40.

Os pagadores de impostos da terra de Monteiro Lobato gostariam de saber qual foi a produção fantasmagórica de Renato Righi de Carvalho para merecer a bufunfa, perguntariam os membros da Amatau.

Fiz minhas continhas e concluí que, pela “produção” no trabalho que exerce na Câmara Municipal, onde é mero desconhecido, Renato Righi de Carvalho é um empregado muito caro para os taubateanos sustentarem.

Vejamos:

20 meses de salário = R$ 102.457,40
20 meses de contribuição sobre o salário = R$ 31.708,00
20 meses de recebimento líquido = R$ 70.749,50

Ou seja, em 20 meses de assessoria fantasma, Renato Righi de Carvalho ganhou, à custa do imposto que pagamos, dois carros populares zero quilômetro.

Quem não quer ganhar dois carros “zerinho zerinho” sem precisar assombrar ninguém?

NOTA DA REDAÇÃO: Pesquisei no Face e no Linkedin em vão. Renato Righi de Carvalho não possui páginas nestas redes sociais.

DESCOBRIMOS OUTRO “FANTASMA”
NA CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ



A Casa Dr. Pedro Costa, também conhecida como Câmara Municipal de Taubaté, deve ser o local mais assombrado da cidade.

Primeiro foi o vereador João Vidal (PSB), que tinha um “fantasma” na chefia de seu gabinete, demitido pelo “nobre” edil após a contratação virar notícia neste blog.

O vereador Salvador Soares também tinha um “fantasma” em seu gabinete. O assessor foi demitido após ação judicial impetrada pelo Ministério Público.

Acabamos de descobrir que ainda há “fantasma” na Câmara Municipal.

Renato Righi de Carvalho é o nome dele. Assombra a edilidade desde julho de 2014.

Lotado no gabinete do vereador Luizinho das Farmácia como assessor técnico parlamentar II, ganha a bagatela de R$ 5.122,87 bruto.

Consultei funcionários antigos das CM. Ninguém nunca viu o fantasma”, quw tem salário líquido de R$ 3.547,37.

O assessor "fantasma" ganha R$ 118,24 por dia, já computado o desconto, sem ter o trabalho de se deslocar até á Câmara Municipal.

Assim é mole!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MP DENUNCIA PAULO PRETO.
TAUBATÉ NÃO PERDE PONTO

Ex-diretor do Dersa, o taubateano Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, pode ser réu por fraude em desapropriações

Ao me deparar com a matéria da revista Carta Capital, republicada pelo blog Conversa Afiada, de onde extraí o texto abaixo, imediatamente lembrei-me de uma frase atribuída ao Barão ao Passa Quatro: “Taubaté não perde ponto pra ninguém!.

Na frase está embutida uma fina ironia sobre a corrupção. Sempre há um taubateano por trás de atos criminosos contra o erário público.

Foi assim com Luciana Peixoto, destaque em um dos programas Fantástico, incluída na reportagem da revista eletrônica como uma das primeiras-damas do crime no Brasil.

Luciana Peixoto era primeira-dama de Taubaté.

O taubateano Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, virou estrela nacional no debate entre Dilma e Serra no segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Dilma desconcertou seu oponente quando afirmou que um assessor de Serra, o até então desconhecido Paulo Preto, havia sido responsável pelo desvio de R$ 4 milhões da campanha de Serra.

De nada valeu Serra dizer que não conhecia Paulo Preto.

Dias depois, sentindo-se desprestigiado, Paulo Preto declarou que “não se abandona um líder à beira da estrada”, referindo-se à negativa de Serra no debate com Dilma.

O taubateano volta ao noticiário após a decisão do MP de São Paulo de denunciá-lo como mentor de um “esquema de desvio de recursos público durante as obras do trecho sul do Rodoanel”.

Paulo Preto é apontado como responsável por fraudes nas desapropriações no trecho sul do Rodoanel. Estado pagou cerca de 90 milhões por áreas rurais

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido com Paulo Preto, foi denunciado pelo Ministério Público como mentor de um esquema de desvios de recursos públicos durante as obras do trecho sul do Rodoanel. Como CartaCapital havia divulgado com exclusividade em novembro do ano passado, Paulo Preto teria incluído nomes de funcionários entre os beneficiários de desapropriações e facilitado o pagamento para outras pessoas que nunca moraram na região.

As desapropriações custaram ao menos 90 milhões de reais. A denúncia ainda precisa ser aceita pela Justiça para que ele e os demais investigados se tornem réus. A defesa de Souza afirma que ele é inocente e o PSDB diz que espera a punição dos envolvidos.

Durante as eleições de 2010, um nome até então desconhecido ganhou notoriedade por conta de um debate entre os candidatos Dilma Rousseff e José Serra. Na ocasião, a petista perguntou ao tucano sobre sua relação com Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto.

Dilma queria saber a respeito de um suposto desaparecimento de 4 milhões de reais da campanha de Serra por obra do correligionário.

Serra “tergiversou”, nas palavras de Dilma. Primeiro disse que não conhecia Souza. Depois valeu-se de um contra-ataque pífio: acusou a adversária de racismo por chamá-lo de Paulo Preto no debate.

O próprio Paulo Preto parece ter se incomodado menos com a menção a seu apelido do que com o descaso de Serra. Em entrevista à Folha de S.Paulo, fez uma ameaça velada. “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro.”.

Cinco anos depois, Souza volta aos holofotes por conta de uma investigação do Ministério Público de São Paulo. Seu nome é vinculado pelos promotores a uma farra de desapropriações realizada durante as obras do Trecho Sul do Rodoanel em São Paulo.

A obra viária tem 61,4 quilômetros de extensão e custo total de 5 bilhões de reais. Liga Mauá, no ABC paulista, ao Trecho Oeste do anel viário e corta Anchieta e Imigrantes, rumo ao litoral sul.

Um empreendimento grandioso inaugurado com glória e pompa, mas que não teve os bastidores de sua construção até então revelado. Para se concluírem as obras, cerca de 40 mil habitantes tiveram de ser removidos de suas casas.

Documentos anexados à investigação mostram que os reassentamentos e indenizações custaram cerca de 90 milhões de reais. A Dersa, empresa pública responsável pelo gerenciamento de obras viárias, deu início a um programa de realocação desses moradores em unidades da CDHU. Foram contratados dois consórcios para gerenciar os cadastramentos.

Durante as fiscalizações, ao inspecionar a regularidade de pagamento aos beneficiários, um funcionário da Dersa identificou que Mércia Ferreira Gomes, uma das responsáveis pelo programa, teria incluído ilegalmente nomes de familiares entre os indenizados. Ao descobrir que o servidor identificara as fraudes, Mércia teria dito. “Melhor esquecer tudo. Você não tem ideia do tamanho disso.”.

Em depoimento ao Ministério Público, o funcionário disse ter se tornado vítima de perseguições após descobrir as irregularidades. O assédio o teria levado a pedir demissão.

Uma auditoria da própria Dersa apontou que cerca de 800 mil reais teriam sido pagos irregularmente a pessoas próximas de Mércia. Convocada a depor no MP, a funcionária disse ser o bode expiatório de um esquema muito maior.

Segundo ela, quem tinha muito a esclarecer seria o diretor de engenharia da Dersa: Paulo Preto. Seriam listas e mais listas de indivíduos que nunca moraram nas regiões afetadas, afirmou. Enviavam a seu setor para serem incluídos nos benefícios.

Algumas famílias chegavam a receber a indenização duas ou três vezes. Ao menos 500 cidadãos teriam recebido os pagamentos mais de uma vez. Tudo autorizado por Paulo Preto. Como prova do envolvimento do superior, Mércia afirmou que a babá, a filha dela e outras empregadas do diretor da Dersa foram incluídas na lista.

Em um dos depoimentos, uma babá que trabalhou para uma filha de Paulo Preto contou que a patroa a orientou a se dirigir a um conjunto habitacional onde eram feitos os cadastramentos. Lá, entregou os documentos e foi incluída no programa sem nunca ter morado na área a ser desapropriada. Acabou presenteada com um imóvel da CDHU, que cerca de um ano depois vendeu por 80 mil reais.