Páginas

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MARINA LANÇA A REDE (BANCÁRIA)

W. Takafumi, jornalista

Há uma semana escrevi para esse blog que Marina Silva é o Collor redivivo. Estava certo, infelizmente. A acreana, que cresceu politicamente à sombra do sindicalista dos seringueiros Chico Mendes, teve uma carreira meteórica. Elegeu-se vereadora em 1988, deputada estadual em 1990, senadora em 1994 e reeleita em 2002, sempre pelo PT. Lula derrotara Serra em 2002 e chegara, finalmente, ao poder, escolhendo Marina Silva para ser sua ministra do Meio Ambiente, cargo que lhe deu projeção nacional, de 1º de janeiro de 2003 a 13 de maio de 2008.

Dilma Rousseff era ministra das Minas e Energia e combatia Marina Silva nas reuniões palacianas, que se dedicava a pôr entraves e a atrasar o projeto de construção de usinas hidrelétricas no norte brasileiro (Jirau, Santo Antonio e Belo Monte), necessárias para o desenvolvimento do país. Vendo seu espaço na agenda presidencial de Lula encolher e as hidrelétricas em construção, Marina Silva entregou o cargo. Perdeu o embate com Dilma Rousseff, que apostava, e ainda aposta no desenvolvimento do Brasil.
Marina quer vingança, o fim do pré-sal e o Itaú no comando do Banco Central, tudo porque não conseguiu impedir Dilma de construir usinas hidrelétricas na regional norte do país, força motriz para o desenvolvimento nacional
A ex-seringalista criou um tipo místico. Com um xale às costas, aparência humilde, voz anasalada e uma falsa fragilidade física, Marina Silva tornou-se candidata à presidência da República pelo PV em 2010, obtendo expressivos 19 milhões de votos. Não havia, como não há, em Marina Silva, nenhum desejo de mudar o Brasil para melhor. Ela queria se vingar de Dilma, que roubou-lhe o sonho de ter sua candidatura à presidência embalada por Lula. Marina Silva é um poço vazio de ideias. A ex-senadora não tem nada a oferecer em termos de programas factíveis.

Maria Silva não tem conteúdo. É oca politicamente. Não conseguiu montar sequer seu partido político. Sua Rede Sustentabilidade é um engodo. Muitos de seus asseclas estão espalhados por partidos como o DEM, o PPS, PSB, que a abrigou para ser candidata a vice-presidente na chapa de Eduardo Guimarães. Quis o destino que o ex-governador pernambucano morresse em acidente aéreo, possibilitando à Marina, embalada pela mídia golpista, que quer derrotar o governo trabalhista e vanguardista de Dilma, que começou com Lula no alvorecer deste século, para impor aos brasileiros uma agenda voltada para o atraso, criacionista (tudo é vontade de Deus), como se fazia no século X.

Marina Silva quer acabar com o pré-sal, que deve colocar na economia brasileira mais de 300 bilhões de reais nos próximos dez anos, com ganhos extraordinários para a educação (75% do total) e à saúde (25%). Por consequência, a bagróloga, como a alcunhou Paulo Henrique Amorim, por sua interferência destrutiva na questão da construção das usinas hidrelétricas, vai destruir a indústria naval brasileira com o fim da extração de petróleo pela Petrobras, que já chegou á casa dos 600 mil barris/dia, para entregar tudo de mão beijada à americana Chevron, como cogitava Serra na eleição presidencial de 2010.

Marina Silva vai entregar a economia brasileira nas mãos de privatistas como André Lara Resende. O Banco Central, segundo seu programa de governo, agira independentemente do governo: isto é, ao invés de o Banco Central determinar as taxas de juros Selic, será o Banco Itaú de Neca Setúbal, que deve 18 bilhões de reais à Receita Federal e não paga a conta, assim como a Rede Globo, que também deve 1 bilhão de reais ao fisco e igualmente não paga a conta, eu tomará as decisões econômicas.

Marina Silva tem uma empresa, com CNPJ, como manda a regra comercial, para realizar palestras. Ele faturou mais de 1,6 milhão de reais em poucos anos, mas não revela quem pagou pelas suas palestras, sob a alegada cláusula de confidencialidade. Acontece que Marina Silva não é apenas uma ex-senadora. É pessoa pública e candidata à presidência da República, o mais alto cargo deste país. No começo de seu governo, Dilma demitiu Palocci, então seu chefe de gabinete, porque ele também se recusou a revelar de quais empresas era consultor. Simples assim.

O messianismo de Marina Silva se assemelha em tudo a Collor de Mello, que começou seu governo surrupiando a poupança dos brasileiros e fez um governo desastrado até ser derrubado pelo Congresso Nacional menos de dois anos após tomar posse. Marina Silva promete destruir a nascente indústria naval brasileira, congelar o pré-sal, arrochar salários e, quiçá, acabar com programas sociais como o bolsa-família, sem contar a economia brasileira, que passará a ser controlada pelo Banco Itaú.

Como se dizia em minha meninice. Marina é um santo do pau oco.

A POLÍCIA E A INSEGURANÇA
PÚBLICA DE ALCKMIN

Silvio Prado, professor

Tucano que já botou o traseiro na cadeira de algum governo sabe para o que serve o aparato policial do Estado. Polícia tucana precisa ser tecnologicamente moderna, boa de porrada e muito bem equipada com todos os apetrechos chamados não letais, mas que cegam, aleijam e até matam.

Caso a polícia tucana mate mais do que a previsão e a imprensa não tenha como esconder ou suavizar o fato, sempre se corre o risco de aparecer o secretário da insegurança pública ou o governador dizendo que “só morreu aquele que resistiu” aos afagos de sua tropa de choque.

Quando não dão declarações desastrosas como essa, um deles geralmente convoca a imprensa para dizer que investigações rigorosas estão sendo abertas para apurar os excessos de violência e punir responsáveis, mesmo que nunca apareçam os resultados das investigações anunciadas.

Polícia tucana adora bandido morto e também acha que pobre, principalmente se for preto, é possivelmente bandido que precisa ser corrigido na porrada. Para o pensamento extraoficial tucano, não adianta essa história de direitos humanos, coisa que fica muito bem em países estrangeiros, principalmente se forem do primeiro mundo.

Aqui no Brasil, principalmente no Estado de São Paulo, a ideologia policial tucana coloca os interesses do Estado e do capital acima de qualquer outro interesse. Por isso, todo policial que é policial, com a cabeça completamente militarizada, recebe por extensão a deseducação dada por academias tipo Barro Branco. Depois, junto à população, esse mesmo policial desempenha direitinho o que lhe foi ensinado.

O policial brasileiro, fruto de um país violento, sempre refletiu nas atividades práticas essa violência. Mas, depois, com a ditadura militar e, a seguir, com a ascensão tucana em estados chaves como São Paulo, a polícia brasileira se tornou um braço violentíssimo e perigosamente armado. Contra o povo, é claro.

Portanto, surpresa nenhuma com o caso Pinheirinho, invasão da USP e de tantas outras desocupações e massacres continuados sobre sem tetos, sem terra, ou qualquer manifestação pedindo que a democracia avance pelo menos um milimetrozinho entre nós.

Um só exemplo ajuda a medir bem a extensão da letalidade da polícia tucana paulista: somando as mortes produzidas num só ano pelas forças policiais da totalidade dos estados que compõem a nação norte-americana, elas não chegam, no mesmo espaço de tempo, perto das mortes produzidas pela polícia comandada pelo tucano Geraldo Alckmin.

Concluindo: Lampião, Corisco, Carne Frita e tantos outros cangaceiros que aterrorizaram o Nordeste no inicio do século XX certamente se dariam muito bem integrando qualquer uma de nossas forças policiais, inclusive a de São Paulo. Pelo padrão de violência que produziram, esses chefes do cangaço seriam bem utilizados em tropas de choques, rotas e bopes da vida.

E mais: em razão do desempenho seriam graciosamente condecorados e promovidos. Insinuação maldosa? Não. Basta lembrar que o principal comandante do chamado Massacre do Pinheirinho, ocorrido em 22 de janeiro de 2012, no bairro do Pinheirinho, São José dos Campos, ainda naquele ano foi promovido e homenageado pelo Estado, mesmo que tenha comandado uma operação que desgraçou a vida de quase oito mil pessoas.

Se quiserem outro exemplo absurdo, regressem aos primeiros anos da república brasileira, releiam a tragédia de Canudos e se depare com seus 20 mil exterminados. A polícia de S. Paulo participou desse massacre. Para não esquecê-lo jamais, cravou  orgulhosamente em seu brasão uma estrela para comemorar o fato.

Essa mesma polícia, sob 20 anos de governo tucano, não mudou sua ideologia e até ganhou maior letalidade e disposição para distribuir porradas, onde o capital exigir e o governador mandar. Por isso, se quiserem a continuidade do padrão Alckmin de insegurança pública, vote e reeleja o “home”. O azar é nosso!

A LINHA QUE SEPARA O BEM E O MAL
NO USO DO CARTÃO DE CRÉDITO

José Carlos Cataldi, jornalista e advogado

Risco do cartão de crédito: forma de pagamento que lidera o ranking das principais dívidas dos consumidores.

Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Só em março deste ano, os cartões totalizaram 75 por cento das dívidas. Redução de 1 por cento em relação ao ano passado, mas, mesmo assim, um índice muito alto.

Afinal, o cartão de crédito não precisa ser um vilão. Pode ser aliado das finanças da família. Ferramenta segura de compra, que pode trazer vantagens, se bem utilizada, como milhagens e alguns dias para pagar uma compra. Especialistas orientam a não contratar limite que ultrapasse a 50 por cento do salário ou ganho mensal.

Em primeiro lugar, nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa. Boa forma de utilizar o cartão é saber aproveitar os benefícios que a forma de pagamento pode oferecer. Você deve evitar a opção pelo pagamento da parcela mínima, por conta das altas taxas de juros cobradas, que acabam levando à inadimplência. Caso não consiga pagar a parcela total, procure outra linha de crédito que não ultrapasse 2 e meio por cento ao mês.

Busque cartões que não cobrem anuidade. Hoje, é possível encontrar bandeiras que não cobram nenhuma taxa de manutenção.

Agindo assim, o Cartão pode até organizar sua lista de pagamentos, e você certamente será mais feliz.

Falei e disse!

sábado, 30 de agosto de 2014

A TENTAÇÃO DE PASÁRGADA

Celso Brum, sociólogo*

A primeira vez que quis ir para a Pasárgada foi em 1964. Em 1963, tinha começado meu 1º curso universitário e me havia entrosado com o efervescente movimento político. Admirava João Goulart, estava a favor de suas reformas de base e confiava que Juscelino Kubitschek iria ser eleito em 1965 e iniciar uma nova fase desenvolvimentista do Brasil. Mas, aí veio o golpe de 1º de abril (intitulado 31 de março). No dia 3 de abril, na 1ª página do Diário da Noite (ou da Última Hora (não me lembro bem) estava a foto do líder comunista Gregório Bezerra, com seus fartos cabelos brancos, de cuecas, com as mãos amarradas e com uma corda no pescoço, numa pequena carreta: assim ele teria sido exibido nas ruas de Recife. Não me foi difícil imaginar o que viria depois.

E pensei:  Vou largar tudo e vou-me embora pra Pasárgada.

Pasárgada é aquele lugar maravilhoso, em que a juventude é eterna, o amor é perfeito, tudo é bom, todos são bons. Alguns dão à Pasárgada imemorial o nome de Shangri-La e, de certa forma, é a Castália, de Hermann Hesse. Em Pasárgada, todo o bem se realiza sem ser preciso esperar por ele. É um lugar de paz, alegria e completa sabedoria.

Mas, como dizia, em abril de 1964, quis ir pra Pasárgada. Mas, por teimosia mais do que por esperança, fui ficando. Aí, o grande Ulisses Guimarães passou a liderar um frágil movimento, o Movimento Democrático Brasileiro- MDB, que fez da sua fragilidade a sua força. Fiz parte desse Movimento, com minha inscrição (nº 132) nos primórdios do MDB. A ditadura era poderosa. Enfrentá-la era muito arriscado. O grande Ulysses Guimarães – como o Ulisses da Odisséia - pretendeu encarar esse poder com sua anticandidatura a presidente, depois vieram as Diretas-já, depois a eleição(indireta) de Tancredo Neves. E eu ia renovando minha esperança e postergando minha ida pra Pasárgada.

Em 1989, depois de quase 30 anos sem eleições diretas para presidente da República, vi o grande Ulysses Guimarães ser fragorosamente derrotado por Fernando Collor, um arrivista político, cuja estratégia política era dizer generalidades e platitudes, ao gosto da patuleia eleitoral. Era o “caçador de marajás”, lembram- se?  E foi com generalidades e platitudes que ele conseguiu chegar ao poder. Não com o meu voto. Eu botei fé no velhinho, como pedia a música da sua campanha: “Bote fé no velhinho/ o velhinho é demais/ bote fé no velhinho/ ele sabe o que faz”. Sabia, desde o primeiro momento, em que crise ia dar o governo do adventício Fernando Collor. E, antes que seu governo simplesmente apodrecesse, a inflação atingiria níveis estratosféricos e a economia se desorganizasse, para não ser cassado, ele renunciou.

Em 1989, com a derrota de Ulysses, havia pensado: vou largar tudo e vou-me embora para Pasárgada.

Mas, sempre mais por teimosia do que por esperança, pude assistir o infeliz governo Collor e, depois, surpreender-me com o presidente Itamar Franco que, para espanto dos mais céticos brasileiros, conseguiu a proeza de reequilibrar a economia, com o Plano Real, cujos méritos costumam ser usupados (com a cumplicidade da “grande imprensa”) por Fernando Carlos Lacera Cardoso. A “grande imprensa” não gostava de Itamar Franco, mas, ele fez bem ao Brasil.

O governo de Fernando Carlos Lacerda Cardoso conspirou contra o Plano Real, mas, teve o mérito de criar a Lei de Responsabilidade Fiscal e salvar o país de uma quebradeira bancária, com o Proer. No mais, foi calamitoso e tão calamitoso foi que, apesar da força da direita e da “grande imprensa” (ou seja, do reacionarismo com viés fascista) o operário e sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito.

E aí valeu a pena não ter ido pra Pasárgada. Foi como um milagre, a realização das melhores esperanças. Já falei tantas vezes, neste espaço de reflexões heterodoxas, de quanto foram extraordinários os governos Lula e Dilma, mas é justo e oportuno relembrar que tirar da extrema pobreza mais de 38 milhões de pessoas, levar à classe média mais de 40 milhões, em paz e dentro da lei, é algo único, nessas proporções, na história mundial, em todos os tempos; e manter o desemprego em níveis de quase pleno emprego e manter o controle da inflação, durante a maior crise econômica da história; e levar o Brasil ao patamar de 6ª economia mundial respeitado no mundo todo, tudo isso (E MUITO MAIS) me levou até a esquecer Pasárgada.

Aí, eu sonhei que (apesar do feroz combate da direita e dos seus corifeus postados na “grande imprensa”) com a continuidade (dentro da Lei, é claro, observado a liturgia dos processos eleitorais) do PT, nossa esquerda possível, no governo, quem sabe seria possível fazer chegar ao poder real do Brasil (as instituições ocupadas hoje, em mais de 90% por direitistas) os egressos das classes populares, com consciência histórica, política e social, portanto, esquerdistas militantes e juramentados. Se isso acontecesse, o Brasil seria muito melhor, porque muito mais justo. Mas, para isso acontecer, leva tempo e a continuidade seria essencial.

Nesses últimos dias, de repente, pensei na Pasárgada. E lá dentro de mim, não consigo conter as palavras: Vou largar tudo e vou pra Pasárgada.

É que a direita insidiosa está conseguindo ameaçar de voltar e eu já vejo quase extintas minhas reservas de esperança.

A possibilidade de quebrar a necessária continuidade deste governo me desanima. Como em 1964, pertinho da eleição de Juscelino e da modernização do Estado Brasileiro, agora em 2014, dentro (DENTRO, DENTRO, DENTRO) de um processo de engrandecimento do Brasil e da redenção do povo brasileiro, sou obrigado a ouvir bobagens como autonomia do Banco Central e Estado mínimo, além de outras generalidades e platitudes.

Que autonomia do Banco Central?  Ou o Banco Central está integrado aos objetivos do Governo ou está manietado pelo Mercado e foi o Mercado que produziu a crise da qual o mundo não consegue sair. Esta bobagem vem sendo repetida por Marina Silva.

Que estado mínimo é esse? O Estado mínimo é o Estado da governabilidade, não menos que isso. Qualquer coisa fora disso é demagogia, é bobagem. Porque é preciso governar com o Congresso e não contra o Congresso. É essa bobagem de Estado Mínimo, vem sendo repetida por Marina Silva.

Autonomia do Banco Central e Estado mínimo são bandeiras da direita. Dessa direita que tanto mal fez e faz ao Brasil e que pretende controlar quem se deixa controlar ou conduzir os fatos à uma crise e a um golpe.

Ah, vou largar tudo e vou-me embora para Pasárgada.

Lá vou encontrar com meus heróis de sempre: o Papa João XXIII, D. Helder Câmara, o padre Teilhard de Chardin, Alceu de Amososo Lima, Hermann Hesse, Gabriel Garcia Marquez, John Ford, Ulisses Guimarães, o comandante Che Guevara, entre outros. Vou encontrar também o poeta Manuel Bandeira, a quem pedirei licença, para dizer seus versos:

“Vou –me embora pra pasárgada
Lá sou amigo do rei”.

*Ex- professor de Sociologia e Estudo dos Problemas  Brasileiros, da Unitau

MOCHILAS: TJ REJEITA EMBARGOS DE
ORTIZ JR CONTRA BLOQUEIO DE BENS

Os bens do prefeito cassado Ortiz Junior  (PSDB) continuam bloqueados. A decisão é da 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O voto do relator, desembargador Luís Paulo Aliende Ribeiro, proferido na sessão de julgamento de terça-feira (26/08), foi acompanhado pelos desembargadores Danilo Panizza e Xavier de Aquino. O desembargador Luís Francisco Aguilar Cortez presidiu o julgamento e não votou.

O ex-prefeito Bernardo Ortiz e seu filho Ortiz Junior estão com os bens bloqueados pela justiça desde 2012, por conta do processo 0045527-93.2012.8.26.0053, que julga a possível formação de cartel de empresas para o fornecimento de R$ 40 milhões em mochilas para a FDE, na época presidida pelo ex-prefeito taubateano.

TJ nega recurso de Ortiz Jr e mantém bens do clã bloqueados
Em 2 de dezembro do ano passado, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz interpôs agravo de instrumento para tentar desbloquear R$ 34.920.198,00, retidos pela 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital, gerando o processo 2060075-20.2013.8.26.0000, julgado e negado pela 1ª Câmara de Direito Público do TJ.

Nova tentativa para desbloquear os bens da família Ortiz foi feita. Ortiz Junior, interpôs embargos de declaração contra a decisão anterior. Novamente o TJ negou o recurso e o clã Ortiz continua com os bens bloqueados. O resultado do julgado será publicado pelo Diário de Justiça Eletrônico nº 1722 nesta segunda-feira, 1º de setembro.

Em que pesem os argumentos expendidos pelo embargante (Ortiz Junior – grifo meu), o certo é que a pretensão não pode ser escolhida”, assinala em seu voto o relator Aliende Ribeiro, para quem “não há que se falar, portanto, em omissão, obscuridade ou contradição” na decisão anterior, que negou provimento ao agravo de instrumento impetrado por Bernardo Ortiz.

Para resumir, os bens do clã Ortiz continuam bloqueados.