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domingo, 24 de outubro de 2010

QUASE CHOREI

Sou um homem crédulo, emotivo, daquele que vai às lágrimas e se emociona com histórias de vida de pessoas simples que se superaram e encontram a felicidade em pequenas coisas. Assim como me emociono, também me irrito com as injustiças cometidas contra qualquer pessoa ou grupo social.
Sendo assim...

QUASE CHOREI quando vi, pela televisão, o Serra ser agredido durante uma caminhada no Rio de Janeiro. Alguém, que ele insiste que foi mandado pelo PT, o açoitou com uma inocente bolinha de papel, segundo o SBT.
FIQUEI TRANQUILO quando soube que Serra foi rapidamente atendido por uma junta médica, logo após o acidente. Ele fez tomografia,fez exame de sangue e um neurologista garantiu que o susto com a bolinha de papel foi só um susto.
MILHARES de pacientes que procuram os hospitais e postos médicos mantidos pelo Estado não recebem o mesmo tratamento. Para fazer uma tomografia é preciso meses de espera, isto quando o paciente não morre esperando pela tomografia que o Serra teve em apenas alguns minutos.

QUASE CHOREI quando a Mônica Serra, mulher de José Serra, disse que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, tinha um projeto para ‘”matar criancinhas”, sobre um hipotético projeto de lei sobre permissão de aborto no Brasil. Não há esse projeto, garante Dilma.
FIQUEI IRRITADO quando soube que uma ex-aluna de Mônica Serra, residente em Campinas, postou, na internet, um depoimento dizendo que a mulher de José Serra havia feito aborto no passado. Então quem mata criancinha é a mulher do Serra? Por que a Igreja não toca no assunto?
MILHARES de mulheres morrem todos os anos no Brasil por praticarem o aborto em clínicas clandestinas ou por provocarem aborto enfiando agulhas e outros objetos contundentes no próprio útero. É uma questão de saúde pública e deve, sim, ser debatida, mas sem a visão retrógrada da Igreja, católica ou evangélica.

QUASE CHOREI quando foi revelada a violação do sigilo fiscal da filha de José Serra, Verônica Serra. O próprio candidato do PSDB fez parecer que a quebra foi feita por integrantes do PT. A imprensa deu todo o apoio a Serra.
FIQUEI ALIVIADO quando soube que a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra foi feita a pedido de um jornalista mineiro, em nome do também tucano Aécio Neves, senador eleito em 3 de outubro. Serra e Aécio brigavam pela indicação do PSDB para ser candidato a presidente. A imprensa, Rede Globo à frente, quer fazer parecer que a culpa pelo vazamento das informações é do PT.
MILHARES de brasileiros tem ou tiveram seus sigilos fiscais violados na Receita Federal. É só dar um pulinho na 25 de março, em São Paulo, para comprar por módicos 25 ou 30 reais, um CD com milhares de CPF. Serra sabia de tudo, mas esperou a campanha para culpar o PT. Quando à mídia, ela se contentou com uma explicação esdrúxula de Aécio Neves e estamos conversados.

QUASE CHOREI quando vi a Dilma dizer para o Serra, no debate da Band, que seu assessor informal, Paulo Preto, havia fugido com R$ 4 milhões da campanha tucana, um desfalque e tanto.
FIQUEI INDIGNADO ao saber que Paulo Preto foi o responsável por obras viárias de grande porte como o Rodoanel. Era a raposa que cuidava do galinheiro, isto é, era o homem do dinheiro, responsável pela contratação e pagamento das empreiteiras. Fiquei mais indignado ao saber que Paulo Preto é de Taubaté, berço de tantos brasileiros dignos como Monteiro Lobato, Mazzaropi, Hebe Camargo, Cid Moreira, Tony e Cely Campello, Renato Teixeira...
MILHARES de brasileiros estão no xilindró por receptação de objetos furtados e roubados. Paulo Preto, segundo Celso Russomano e a revista IstoÉ dessa semana, só não foi preso em flagrante por receptação de jóia roubada por interferência direta de Serra. A polícia de São Paulo foi usada para encobrir sujeiras de assessores e Serra.

GANHA UM DOCE quem adivinhar de quem é meu voto.