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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CONFIRA

VERÃO
Oficialmente, o verão tem início às 20h38 dessa terça-feira (21). Com o calor as chuvas são mais abundantes. É hora de cuidar para não deixar água empoçada em casa, por menor que seja a poça d’água, pois água limpa é propícia para o aedes aegypti deixar seus ovos. Taubaté pode ter um surto de dengue nesse verão. Se você não sabe, dengue mata e o mosquito transmissor da doença não escolhe que classe social vai atacar. Todos, ricos e pobres estão sujeitos aos seus ataques.

SUCESSÃO
A proximidade das eleições municipais – faltam só 22 meses para, finalmente, elegermos o substituto do prefeito Roberto Peixoto (PMDB). Os principais candidatos à sucessão municipal, pelo menos por enquanto, são o deputado estadual padre Afonso (PV), reeleito com 44.023 votos obtidos em Taubaté, Bernardo Ortiz Junior (PSDB), que saiu das eleições de outubro com 30.634 votos conquistados na cidade.


PROTAGONISTAS
Padre Afonso, Ortiz Junior e Roberto Peixoto (PMDB) protagonizaram uma das mais renhidas disputas da história eleitoral para a Prefeitura de Taubaté. A vitória de Peixoto (PMDB) foi apertada. Padre Afonso ficou em segundo lugar e Ortiz Junior em terceiro. Taubaté não tinha 200 mil eleitores em 2008, portanto, não tinha segundo turno. Agora tem.


CARAS NOVAS
Eleição é salutar para a democracia. Surgem novas lideranças e o ocaso começa a chegar para políticos antigos, desgastados pelo tempo e pela perda de credibilidade junto à população, embora não percam de todo a influência no processo eleitoral. Não se deve desprezar a força política de quem detém um mandado obtido nas urnas.


MULHERES I
As eleições desse ano puseram três mulheres no centro da política taubateana. Elas mostraram, nas urnas, que devem ser protagonistas nas próximas eleições. A vereadora Graça (PSB), que foi candidata a deputada federal nas eleições de outubro desse ano, saiu fortalecida das urnas, com 21.390 votos conquistados em Taubaté, ou seja, 14,56% dos 158.014 votos válidos.


MULHERES II
Também saíram fortalecidas das urnas a vereadora Pollyana Gama (PPS), ex-candidata a deputada federal com 9.444 votos taubateanos, ou 6,43% dos votos válidos. A vice-prefeita Vera Saba (PT), apesar da falta de apoio das principais lideranças de seu partido na cidade, pois as várias facções do PT taubateano não permitem a unidade do partido em torno de um projeto eleitoral único. Mesmo assim, Vera saiu das eleições com 11.909 votos (8,21% dos votos válidos). As três (Graça, Vera e Pollyana) são as novas lideranças políticas de Taubaté. Quem vai contestar?


PROCURA
Protagonistas nas eleições municipais de 2008, padre Afonso (PV) e Ortiz Junior (PSDB) sondaram a vereadora Pollyana (PPS) e a vice-prefeita Vera Saba (PT), para possíveis alianças, tendo em vista as eleições municipais de 2012. Nenhuma delas sinalizou que poderiam aceitar uma aliança, mas não fecharam as portas para novas rodadas de conversas.


ÚLTIMA HORA
Como sempre, os vereadores taubateanos foram convocados à última hora pelo prefeito Roberto Peixoto (PMDB) para votar um projeto de lei instituindo um concurso público para a contratação de e agentes de saúde para atuar nos PSF, sob pena de ter que demitir estes funcionários, contratados sem concurso público.

DEVAGAR
Isto se arrasa há dois anos, quando o Ministério Público exigiu que fosse feito concurso público para a contratação de funcionário, conforme a lei. A Prefeitura negociou com o Ministério Público e conseguiu empurrar com a barriga a solução do problema nos últimos dois anos.


EXEMPLO
Em Pindamonhangaba, após as eleições de 2004, também no final ano, o então prefeito Vito Ardito (PSDB) foi obrigado a demitir todos os funcionários do PSF, que haviam sido contratados por simples nomeação. A assumir o cargo em 2005, sem ninguém no PSF, o prefeito João Ribeiro (PPS) fez acordo com o Ministério Público para manter no PSF os funcionários demitidos até a realização e um concurso público. João Ribeiro cumpriu o acordo. Já em Taubaté...


IINJUSTO
O vereador Mário Ortiz (DEM) foi injusto ao criticar o Ministério Público pela exigência do concurso público e pelas demissões que deverão ser feitas. Para ele, faltou bom senso ao Ministério Público ao fazer tais exigências agora. Ora, mas a Prefeitura não sabe disso há pelo menos dois anos.


DESCULPA
O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) não tem desculpa por não ter realizado o concurso, nem o vereado Mário Ortiz (DEM) por poupar o prefeito e críticas sob o argumento de que os funcionários do PSF devem morar no bairro, pois conhecem a comunidade. Isso é desculpa esfarrapada. O prefeito está errado e o vereador sabe disso. Por que isentá-lo de culpa? Por que ele pretende fazer agora o que é de sua obrigação? Muda o discurso vereador Mário Ortiz.