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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

POBRE, E METIDO...

Após oito anos de governo Lula, o pobre está metido a besta. Está, porque pode ser metido a besta. Agora, pobre tem conta em banco, usa cartão de crédito, viaja de avião, faz cruzeiro marítimo, tira férias na praia levando consigo, a sogra, os cunhados e um montão de bacuris.
A Empresa de Ônibus Pássaro Marron, de Pelerson Penido, de Aparecida, que só cresceu graças ao monopólio que detém no transporte público intermunicipal entre as cidades do Vale do Paraíba, não acompanhou essa evolução e permanece estagnada na primeira metade do século XX, quando já ultrapassamos 10% do século XXI.


A Pássaro Marron, bem como as outras empresas do grupo, não aceita cartão de crédito para pagamento das passagens que vendem. Só dinheiro vivo. É uma empresa que está fora de seu tempo. Não evoluiu. Sobrevive porque não há opção para quem depende de transporte público para se movimentar entre os municípios do Vale do Paraíba e do Litoral Norte.


Para a direção da Pássaro Marron, o pobre é aquele sujeito que anda com o seu rico dinheirinho embrulhado no lenço, ignora o que é cartão de crédito e crê que conta em banco é coisa de rico.


Oito anos de governo Lula foram suficientes para fazer transformações sociais que o golpe militar de 64 não fez e que Collor, Itamar, Sarney e FHC não fizeram, pois estes jamais se preocuparam com os pobres, que eles sempre quiseram apenas como massa de manobra, sem conta em banco, sem cartão de crédito, sem direito a viagens rápidas e confortáveis de avião.


Depois de Lula, não aceitamos mais fazer excursões de um dia para a praia. Não queremos mais comer farofa com frango na areia. Queremos almoçar com a família em restaurantes e pagar com cartão de crédito. E, pelo menos uma vez na vida, fazer um cruzeiro pela costa brasileira, parcelada em dez vezes no cartão de crédito. Sou pobre e metido, oras...