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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

INTERNAUTA DUVIDA DA IMPRENSA DE PINDA

Um amigo internauta de Pindamonhangaba não gostou  da notinha por mim publicada nesta coluna, considerando desnecessária a informação colocada pelo jornal O Estado de S. Paulo de que a vice-prefeita Myriam Alckmin (PPS), é sobrinha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) pois, à época em que o contrato com a Verdurama foi assinado, ela era vereadora e não vice-prefeita.

APOIO
O internauta me lembra que Myriam Alckmin, quando vereadora, era uma das apoiadoras do prefeito João Ribeiro. Em outras palavras, o internauta diz que Myriam se beneficiou do dinheiro não contabilizado recebido para a campanha e reeleição do prefeito João Ribeiro.

IMPRENSA
O email duvida da credibilidade da imprensa de Pindamonhangaba e diz considerar nojento o esquema de esconder as sujeiras e não deixar o povo saber de nada. Por fim, afirma que o irmão do prefeito (Manoel Ribeiro) percorre as ancas de jornais da cidade para comprar as edições dos jornais que noticiam a verdade. Concordo!


DESTAQUE
Graças à Prefeitura de Pindamonhangaba, e ao seu prefeito, João Ribeiro, a imprensa (jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo) deu folga para a presidenta Dilma Rousseff governar e administrar a ciumeira entre parlamentares do PT e do PMDB por cargos no segundo escalão do governo. A grande pauta dos principais jornais brasileiros é o envolvimento do cunhado do governador Geraldo Alckmin, Paulo Ribeiro, com licitações fraudulentas na Princesa do Norte.

ALERTA IGNORADO
Na matéria de página inteira publicada na edição de terça-feira, 11/01/2011, a Folha de S. Paulo relata os fatos que ocorrem em Pinda desde 2005 e reproduz uma afirmação do ex-vice-prefeito João Bosco Nogueira (PMDB), que alertava João Ribeiro (PPS) para o perigo que representavam Paulo Ribeiro (que não é parente do prefeito João Ribeiro) e Silvio Serrano para a lisura dos contratos assinados com fornecedores da Prefeitura. “João, esse pessoal vai te colocar na cadeia.” João Ribeiro não ouviu.

LIMPEZA PÚBLICA
Um dos casos mais emblemáticos da administração João Ribeiro remonta ao seu primeiro mandato, no período 2005/2008. Alertado pelo seu vice-prefeito João Bosco Nogueira (PMDB), que uma empresa estava sendo obrigada a pagar propina para continuar trabalhando na cidade

CHORO E PROMESSA
João Ribeiro chorou, marcou encontro com o empresário, sugeriu a suspensão do pagamento e disse que o funcionário acusado de corrupção seria demitido assim que voltasse das férias. Silvio Serrano só foi demitido em novembro do ano passado, cerca de seis anos depois dos fatos acima narrados, assim mesmo porque o cerco do Ministério Público sobre o caso Verduram apertou e João Ribeiro ficou sem saída.

CRONOLOGIA
Quem não acompanha de perto a apuração que o Ministério Público faz Pindamonhangaba, sobre licitações fraudulentas, fica com a sensação que o ex-vice-prefeito João Bosco Nogueira fez as acusações contra Paulo Ribeiro somente agora porque o cunhado deste, Geraldo Alckmin, foi eleito governador de São Paulo.

OUTUBRO DE 2006
As denúncias de João Bosco Nogueira contra Paulo Ribeiro foram feitas, primeiro, numa CEI (Comissão Especial de Inquérito) instalada pela Câmara municipal em 2006. Elas foram reiteradas ao Ministério Público por João Bosco Nogueira, quando convocado a depor. De todas as denúncias feitas por João Bosco, o Ministério Público escolheu a linha da Verdurama para trabalhar. O resto todo mundo sabe.

DESENVOLTURA
O que o povo pindamonhangabense não sabe é que Silvio Serrano agia com grande desenvoltura, tomando decisões sem consultar o prefeito João Ribeiro. Aliás, tem um fato curioso. Em 2005, em seu primeiro ano de governo, o prefeito assinou decreto dividindo  com os demais secretários a assinatura de documentos que até então só o prefeito podia assinar. A raposa prefere tomar conta do galinheiro ou da boiada?