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domingo, 13 de fevereiro de 2011

IMPÉRIO AMERICANO, REGIME TOTALITÁRIO E VONTADE POPULAR



Nos últimos trinta e poucos dias, dois ditadores perderam seus tronos no norte da África: Zine Al-Abin Ben Ali dia 14 de janeiro na Tunísia e Hosny Mubarak dia 18 de fevereiro, no Egito.

Dois regimes corruptos e sanguinários, mantidos a peso de bilhões de dólares pelos Estados Unidos, não existem mais. Caíram porque o povo foi às ruas exigir a queda dos governos corruptos. O império americano está desmoronando, pelo menos no Oriente.

Os Estados Unidos sempre apoiaram regimes corruptos e sanguinários no Oriente, desde que esses se mantivessem de joelhos diante do “deus” dos americanos, que permite matar e fomentar guerras internas em ouros países para substituir um regime totalitário por outro.

Deram armas e bilhões de dólares a Saddan Hussein enquanto extraíam o petróleo iraquiano no país árabe a preço de banana. Enquanto o ditador servia aos interesses do Tio Sam, recebia apoio.

Quando Saddan não serviu mais, foi enforcado, e o Iraque está se autodestruindo desde 2003, após a invasão e a ocupação americana, que agora vira as costas ao povo iraquiano, cujas tribos se digladiam pela conquista do poder e se matam mutuamente.

Os muçulmanos não são os fanáticos religiosos que a imprensa ocidental pinta desde sempre para atender as necessidades petrolíferas americanas e a hegemonia política, econômica e militar do Tio Sam.

A máquina de propaganda americana, formada pelas agências de notícia UPI, Reuters, AP, France Presse e outras, fizeram o mundo ocidental associar um muçulmano a um homem-bomba. As revoltas dos egípcios e tunisianos contra seus ditadores mostram outra coisa.

O que os americanos mais temem, agora, é o crescimento da China, que caminha a passos largos para assumir a hegemonia econômica mundial de uma vez por todas, e os povos árabes, que vão se mobilizar para extirpar os poderes totalitários da região, para alcançar, enfim, a paz tão desejada.

A paz no Oriente não existirá enquanto os americanos permitirem que Israel, com a força de seus canhões e um exército muito bem treinado, domine o mundo árabe e ocupe as terras que desejar.

A máquina de propaganda, contudo, não influi o povo. A vontade popular está acima da vontade de meia dúzia de supostos líderes. Isso ficou muito claro na eleição presidencial brasileira.

O brasileiro, que experimentou um novo Brasil de 2003 a esta data, não quis o retrocesso. Por isso rejeitou, nas urnas, o candidato apoiado pela Rede Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Veja e parcela significativa dos clérigos, elegendo Dilma Rousseff para a presidência da Repúblca.

Para não me alongar, quero lembrar o amigo(a) leitor(a) que 2012 é ano de eleição municipal. Provamos na eleição para presidente que podemos manter ou mudar um governo.

Quem acompanha de perto o governo do prefeito Roberto Peixoto sabe que o Palácio do Bom Conselho tem corrupção até nos galhos das belas árvores que enfeitam o pátio da sede da Prefeitura.

Portanto, é hora de procurar saber quem são os prováveis candidatos a prefeito, o que eles fizeram ou estão fazendo pela cidade. Se a Câmara Municipal não teve coragem de fazer as mudanças necessárias. Com seu voto, você pode ajudar  na faxina do Palácio do Bom Conselho.

Tenham em mente que a força está com o povo. Lembrem-se dos exemplos recentes do Egito e da Tunísia. Eles enfrentaram a força dos exércitos, mas afastaram os tiranos do poder.