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terça-feira, 15 de março de 2011

ORTIZ E ALCKMIN NÃO LEVAM MONTORO A SÉRIO

José Bernardo Ortiz: administração sob suspeita
Como todo taubateano medianamente informado sabe, José Bernardo Ortiz foi nomeado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para presidir a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), que tem um saco de dinheiro para gastar com as escolas estaduais, algo em torno de R$ 2 bilhões.

Gerir essa dinheirama é o sonho de todo político, digamos, não tão bem intencionado, principalmente se ele concentra as compras em dois ou três grandes fornecedores, em detrimento dos pequenos fornecedores existentes nos 645 municípios paulistas.

O governador Geraldo Alckmin não está levando a sério os ensinamentos de seu mestre, o ex-governador Franco Montoro, que ensinava, por exemplo, que as escolas deveriam comprar comida para a merenda escolar nos próprios municípios, como forma de estimular a produção local.

Se Alckmin, que eu testemunhei aplaudindo o então governador paulista, embevecido, mais de uma vez, no Palácio dos Bandeirantes, não leva as lições de Montoro a sério, por que Ortiz levaria? E tome concentração. Diversificar para que?

Somente a Kalunga e a Gimba, duas gigantes na distribuição de suprimentos escolares e de material de escritório concentram as compras de mais de duas mil escolas só na região metropolitana de São Paulo. Você acha pouco?

Um apontador de mesa vendido pela Kalunga por R$ 38 à sua clintela, é vendido para a FDE por R$ 53, apesar da quantidade comprada. Aliás, as escolas são obrigadas a comprar de uma lista previamente elaborada pela FDE, que escolheu apenas cinco fornecedores nos onze pólos que concentram as compras em São Paulo.

Nesse mato tem coelho, diria minha avó.

Clique aqui e leia a matéria completa publicada no sítio da revista Rede Brasil Atual. São revelações estarrecedoras. A matéria não cita o nome do ex-prefeito de Taubaté, mas é bastante comprometedora.