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segunda-feira, 4 de abril de 2011

ARAPONGAS MUNICIPAIS

Araponga flagrada em plena arapongagem na Praça Dom Epaminondas. Foto: Pablo Schettini, jornal CONTATO
O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) fez o favor de enviar “arapongas municipais” para se infiltrar na passeata de professores e população, descontentes com o (des)governo de Taubaté.

O objetivo é intimidar professores e funcionários municipais para impedir que outras manifestações do tipo sejam feitas. Alguns arapongas do prefeito Roberto Peixoto (PMDB) são funcionários municipais. Outros não se sabe a que folha de pagamento pertencem, mas estavam lá, bisbilhotando.

Num evento dessa magnitude, coordenado pela vereadora Pollyana Gama, não poderia faltar a tropa de choque da Prefeitura. Lá estavam a chefe de Gabinete Sônia Betim e o assessor de Gabinete Jacir Cunha.

Duas arapongas foram flagradas no ato de “arapongar” a manifestação. Munidas de papel e caneta, anotavam sofregamente os nomes dos manifestantes para entregar à chefe da arapongagem.

Flagradas, elas atravessaram a Dom Epaminondas correndo em direção à Sônia Betim. “Eles nos pegaram! Eles nos pegaram!” gritavam, mas foram fotografadas por Pablo Schettini, do jornal CONTATO.

Depois, partiram para a ameaçada explícita. “Você vai ver”, disse uma delas a um assessor da vereadora Pollyana Gama, “se minha foto sair no jornal você vai ver!” bradou. Deve ser muito em paga para se sujeitar a isso.

A passeata, que começou na Praça Santa Terezinha e terminou na Praça Dom Epaminondas, reuniu cerca de 300 manifestantes, muitos deles com nariz de palhaço.

Na Praça D. Epaminondas, o protesto de professores e população contra o governo municipal, após a passeata
A população demonstra, em passeata pacífica, seu descontentamento com a administração de Roberto Peixoto:

1)    Péssimo atendimento na área da saúde.
2)    Defasagem salarial do funcionalismo público municipal.
3)    Frota municipal sucateada.
4)    Denúncias de corrupção.
5)    Cidade descuidada, terrenos baldios que se transformaram em lixões.
6)    Inexistência de plano de carreira para os professores.
7)    Três anos sem revisão salarial para o servidor público municipal.