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quinta-feira, 7 de abril de 2011

DIA DO JORNALISTA

Não poderia deixar a data (7 de abril) passar sem fazer uma reflexão sobre o que o que é ser jornalista, pois há diferentes tipos de jornalistas, não só por suas especializações, mas, principalmente, pela formação de seu caráter.

O caráter do jornalista se forma no dia-a-dia do exercício profissional. A formação moral do jornalista é mais importante que sua (in)capacidade de expor uma idéia, seja por meio da redação de um texto, seja por meio do improviso de uma transmissão radiofônica.

Aqui em Taubaté, houve época em que jornalista não pagava cinema. Bastava uma “carteirada” e as portas do Cine Palas se abriam para o “ilustre” jornalista. Muita gente se passou por jornalista para não pagar cinema.

Essa prática, contudo, não deve ser vista como desvio de caráter do jornalista. Era tão enraizada nos costumes da época, anos 1950, 1960, que transformou-se numa acontecimento natural.

São momentos diferentes. A ética é dinâmica e muda de acordo com os valores da sociedade. O que era considerado normal ontem, hoje não é mais.

Hoje, quando as novas tecnologias abrem um campo imenso de comunicação, não apenas para jornalistas, mas para qualquer cidadão disposto a enfrentar a lida diária de transformar fatos em notícia, a ética deve prevalecer.

Assim como você critica, também pode ser criticado. Está aqui a beleza da comunicação que se mantém com a sociedade via internet, por meio dos blogs.

O jornalista precisa ter em mente que está prestando um serviço à comunidade, mesmo que assuma ser apoiador ou não de “A” ou “B”. Em qualquer dos casos, ele precisa ser ético e se sujeitar às críticas.

Não há dono a verdade. A verdade depende do ponto de vista, da análise individual e do juízo de valor que temos ou fazemos sobre qualquer fato.

Cabe ao jornalista interpretar os anseios da população e expor seu pensamento de forma clara, de acordo com o seu caráter.

Sei que é difícil. A competição por um lugar ao sol ou por salários melhores não pode impelir o jornalista a difundir idéias que afrontam a maioria. Como qualquer cidadão, o jornalista tem um lado. Ele pode ser situação ou oposição, mas tem que assumir sua posição.

Este é o conflito que temos que dirimir.