Páginas

domingo, 10 de abril de 2011

EXPLOSÃO DE VIOLÊNCIA

Lado direito do ônibus, fazendo retorno para Pindamonhangaba
Talvez eu tenha testemunhado o primeiro ônibus incendiado pela população em Taubaté. Foi no início da madrugada deste domingo (10/04), na estrada que liga Taubaté a Pindamonhangaba, na altura do bairro da Água Quente, pouco depois da zero hora.
Testemunhas informaram que a PM teria matado um rapaz no bairro, pouco antes da meia-noite de sábado (09/04). Outros disseram que o rapaz morto estaria portando uma foice e que teria atacado o policial. A revolta explodiu em poucos minutos.

O ônibus da Pássaro Marron, incendiado, estava na marginal da Rodovia Amador Bueno da Veiga, dando a impressão que o motorista tentava retornar para Pindamonhangaba, pois o veículo estava pronto para fazer o retorno, no único local em que isso é possível, em frente ao bairro da Água Quente.

Uma mulher, que acompanhava o trabalho dos policiais da PM Rodoviária, disse que seu filho estava dentro do ônibus quando ele foi incendiado.
Lado esquerdo do ônibus, entrando na Rodovia Amador Bueno
 da Veiga para retornar a Pindamonhangaba
A explosão de violência  na Água Quente vem bem a calhar com os muitos homicídios que Taubaté enfrentou este ano, sem contar a morte de um homem pela PM, em patrulha no bairro, perto da meia-noite de sábado (09/04).

O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) não é, evidentemente, culpado pela onda de homicídios que assola a cidade desde o início do ano. Isto não lhe dá, contudo, o direito de dizer na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que em sua administração Taubaté “cuida das criancinhas”, que “a cidade é maravilhosa", como se vivêssemos em uma ilha de segurança. Quanta demagogia!

Segurança Pública não é um problema para o município resolver, pois ela pertence ao Estado, mas a Prefeitura pode muito bem colaborar com ações que diminuam a violência urbana da cidade. Mas essa é outra história.