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segunda-feira, 4 de abril de 2011

PROMESSA É DÍVIDA

Jacir Cunha, assessor de Gabinete do prefeito Roberto Peixoto (PMDB), integrante da tropa de choque municipal que acompanhou a passeata de protesto de professores e população no sábado (02/04), da Praça Santa Terezinha até a Praça D. Epaminondas, fez uma promessa aos professores que este blogueiro espera que seja cumprida.

Jacir Cunha faz pomessa a professores na  D. Epaminondas
Rodeado de professores que haviam participado da manifestação contra a negativa de reajuste salarial para a categoria, Jacir cunha prometeu que marcaria uma reunião de professores com membros do primeiro escalão da prefeitura para resolver o impasse.

O reajuste salarial ou um malabarismo contábil que o vereador Mário Ortiz (DEM) considera engenhoso, deverá pagar o funcionalismo público municipal em forma de horas extras, menos os professores. Por isso a revolta deles.

Cheio de panca, Jacir Cunha sacou o telefone celular do bolso e anotou o número do celular de um dos professores que estavam na roda, prometendo manter contato e marcar uma reunião para os próximos dias.

O porta-voz do prefeito Roberto Peixoto não disse em que dia será marcado o encontro com os professores, mas falou em Secretaria de Governo e Secretaria de Educação. No mais, Jacir Cunha foi vago.

Pelo sim pelo não, os professores reúnem-se nesta terça-feira (05/04) na Câmara Municipal, às oito da noite, para debater uma possível proposta salarial da prefeitura e o encaminhamento do plano de carreira da categoria, uma promessa não cumprida até agora pelo prefeito Roberto Peixoto.

Pela manifestação dos professores, a segunda em quinze dias, dá para perceber que a categoria não está nem um pouco satisfeita pela forma como vem sendo tratada.

A reclamação dos professores não fica restrita ao salário que recebem. As condições das escolas e a falta de material para trabalhar são outras preocupações.

Só para o amigo internauta ter uma idéia, tem professor/diretor de escola que recorre à Câmara Municipal para tirar xerox de prova a ser aplicada em sala de aula, sem contar a falta de ventilador nas salas de aula.

Como se vê, os problemas não se restringem a salários, apenas. Ele é muito mais amplo do que podemos imaginar.