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sexta-feira, 6 de maio de 2011

BLINDADO PELA CÂMARA, PEIXOTO SE LIVRA DE CEI

O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) deve ter dormido muito bem na noite de quarta para quinta-feira.

Sua tropa de choque lhe ofereceu outra vitória na sessão de Câmara de quarta-feira, quando impediu que fosse instalada uma CEI para apurar possíveis irregularidades na compra de lousas interativas para as nossas escolas municipais, a R$ 33 mil cada uma.

Ninguém é contra que se invista em educação de qualidade. Quanto mais recursos tecnológicos e mais professores qualificados para usar as novas tecnologias em sala de aula tivermos, melhor para os nossos estudantes.

O que está em questão não é a qualidade da tecnologia que se pretende empregar em sala de aula. Repito: vivemos na era da informática e não podemos privar os alunos da rede pública municipal de manter contato com as novas tecnologias e aprender a usá-las tanto quanto possível.

O que se discute é o preço contratado com a Clasus Brasil Informática, uma empresa de origem portuguesa, vencedora da licitação para fornecer cem lousas interativas para a Prefeitura de Taubaté ao preço total de R$ 3,3 milhões.

Livre da CEI, o prefeito Roberto Peixoto poderá liberar o pagamento dos R$ 891 mil referente às vinte e sete lousas já entregues pela vencedora da licitação. Ele só aguardava o engavetamento do pedido de CEI para fazer a liberação, podem escrever o que estou afirmando.

A proposta dos vereadores Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB) e Pollyana Gama (PPS) foi acompanhada pelo vereador Orestes Vanone (PSDB), e só. Os demais “pipocaram”, para usar uma linguagem futebolística.

Digão e Pollyana contavam com o apoio do vereador Mário Ortiz (DEM) e da vereadora Graça (PSB). Restou-lhes a decepção. Um almoço pode fazer milagre. A sobremesa deve ter sido muito boa.

Sobre os vereadores Chico Saad (PMDB), Carlos Peixoto (PMDB), Luizinho da Farmácia (PR), Alexandre Villela (PMDB) e Henrique Nunes (PV) há pouco a acrescentar. Eles são parte da tropa de choque do prefeito Roberto Peixoto. Maria Tereza Paolicchi (PMN) e Rodson Lima (PL) pertencem ao “baixo clero”.

Digão e Pollyana propunham a investigação parlamentar para apurar em que condições foi feita a licitação, quem preparou o edital e outras coisas que não estão bem esclarecidas como o empenho e a suspensão do pagamento das lousas recebidas, além de que a compra foi feita sem planejamento.

A mesma Clasus está sob investigação em Araraquara, onde há suspeita de que os editais são preparados por ela mesma, pois a vereadora Márcia Lia (PT) descobriu que o edital da concorrência de lá havia sido copiado e colado de outro elaborado para a nossa vizinha Pindamonhangaba.

Os vereadores que votaram a favor do prefeito Roberto Peixoto devem um pedido de desculpa aos seus eleitores.

Dos quatorze vereadores da nossa Câmara Municipal, somente três votaram pela abertura da CEI: Pollyana Gama (PPS ), Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB) e Orestes Vanone (PSDB).

Não se esqueçam que dentro de dezessete meses vamos eleger um prefeito e provavelmente dezenove vereadores. Avaliem os candidatos.