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terça-feira, 10 de maio de 2011

ROBERTO, PELA DIGNIDADE DA FAMÍLIA PEIXOTO, RENUNCIE JÁ!

Caro Robertinho,

assim o chamávamos no quartel do 2º Batalhão de Engenharia e Combate em Pindamonhangaba. Estávamos a serviço do Exército e seus amigos o tratavam assim. Era uma forma carinhosa de tratar um colega “boa praça”, como se dizia em 1970.

O golpe militar de 64 não havia chegado ao sétimo ano de vida e você foi logo guindado a motorista do quartel. Nós, pobres mortais, além de não sabermos dirigir uma “vespinha”, não tínhamos ninguém influente na família que pudesse nos livrar de carregar nos ombros pontões e vigotas nas margens do Paraíba, debaixo de sol escaldante.

O nome da família Peixoto já fazia eco em Pindamonhangaba naquela época. Por isso você foi para a CCS (Companhia de Comando e Serviço). Seu tio, Milton de Alvarenga Peixoto era conhecido dos militares graduados da Princesa do Norte. Seu pai, Moacir Peixoto, também era político conhecido fora dos limites taubateanos.

Depois do serviço militar poucas vezes o vi. Nunca fomos amigos, é verdade, mas sempre que nos encontrávamos trocávamos um dedinho de prosa. Nunca conversamos sobre política.

Você foi estudar engenharia (dizem que você não era um aluno brilhante) e eu fui para a fábrica, bater cartão às 5h12 para pegar no batente.

O mundo deu inúmeras voltas. Você já era engenheiro formado e eu pião de fábrica. Depois você se elegeu vereador e eu acabei me tornando jornalista, por um desses caprichos da vida.

Hoje estamos em trincheiras opostas. Você é prefeito de Taubaté pela segunda vez e a cidade, você sabe muito bem, está degringolada. Somos notícia nacional e motivo de chacota graças à sua incompetência.

Você, caro Robertinho, é pusilânime. Você deixou a nossa Taubaté à deriva. Seu ex-amigo Fernando Gigli o delatou ao Ministério Público. Disse que fez isto para se defender das acusações que você teria feito a ele de “sumir” com dinheiro que hoje, sabe-se, era de propina.

O que Fernando Gigli disse na reportagem do Fantástico de domingo (08/05), só confirma o depoimento de seu “ex-amigo” divulgado com exclusividade neste blog e que tanta polêmica causou. Gigli sabe das coisas.

Se você não sabe, Roberto, a Câmara aprovou ontem, segunda-feira (09/05), em sessão extraordinária, a abertura de três CEI: uma sobre indícios de compras superfaturadas de Alexandre Carolino, outra sobre propina que teria sido paga pela fornecedora de merenda escolar para a prefeitura e, finalmente, a das lousas de R$ 33 mil cada.

Para completar, Robertinho, o vereador Rodrigo Luís Silva (PMDB) apresenta na sessão de Câmara de amanhã (11/05) um requerimento solicitando a formação de uma comissão processante para cassar seu mandato, uma vez que o Tribunal de Contas rejeitou o prolongamento do contrato que você fez com a Acert pelas irrgularidades presentes.

Roberto, não conte mais com sua tropa de choque. Os vereadores que o blindaram até agora, não o farão mais. A pressão popular vai ser tão grande que o clamor do povo se fará ouvir a quilômetros de distância da Avenida Prof. Walter Thaumaturgo, que você demagogicamente rebatizou de Avenida da Alegria do Povo Taubateano.

Este blogueiro curva-se aos vereadores Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), Pollyana Gama (PPS), Orestes Vanone (PSDB) e Maria Gorete (PMN), que acaba de juntar-se ao grupo que pede sua cassação.

Caro Roberto, se você pretende, de fato, alegrar o povo taubateano e zelar pelo bom nome da família Peixoto, o caminho é um só:

RENUNCIE JÁ!