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sábado, 7 de maio de 2011

O ADVOGADO DO DIABO

Estou distante cerca de novecentos quilômetros da minha amada Taubaté. Vim ao Espírito Santo ver meu neto, que completou um aninho no feriadão da Semana Santa.

As nova tecnologias me permitem acompanhar, mesmo à distância, os fatos taubateanos no sítio d’O Vale pela internet. Na edição eletrônica de sexta-feira (06/05) do jornal de São José dos Campos, li sobre o descontentamento dos professores, que passarão sem reajuste salarial.

Os professores foram iludidos em sua boa fé quando Jacir Cunha, assessor político do prefeito Roberto Peixoto (PMDB), prometeu que marcaria uma reunião com as presenças de Peixoto, do secretário de Administração, do secretário da Educação e de uma comissão de professores para discutir a questão do reajuste salarial.

A promessa aos professores foi feita na Praça Dom Epaminondas e testemunhada por este blogueiro. O professor Fábio Perez, a quem a promessa foi dirigida, acolheu a sugestão com esperança de que ela rendesse os frutos esperados pela categoria.

O prefeito Roberto Peixoto ganhou o tempo que precisava para enrolar os professores. Hora extra ele não pode pagar, com certeza, mas reajuste ele poderia oferecer, se o caixa da Prefeitura não estivesse quebrado.

Na edição de sexta-feira, O Vale informava que haveria nova manifestação e passeata contra a (in)administração de Roberto Peixoto, desta vez organizada pela rede social "Taubaté de Peixoto". Na edição deste sábado (07/05), a informação foi confirmada.

São quase duas da tarde e cá estou, redigindo este texto. Não pude acompanhar nem fotografar a passeata, mas espero que ela tenha tido sucesso.

Por fim, uma última informação n’O Vale me chamou a atenção. O prefeito Roberto Peixoto teria contratado um advogado para processar os jornalistas que escrevem contra a sua (in)administração. É um direito que lhe assiste.

Se não houvesse quebra de sigilo bancário do prefeito e de sua esposa, Luciana Peixoto; se não houvesse o depoimento de Fernando Gigli ao Gaeco, denunciando como se processou a corrupção via empresa de fornecimento de merenda escolar; se não houvesse a demissão de Luciana Peixoto e do primeiro genro, ambos secretários municipais, por determinação judicial, por conta de um nepotismo descarado; se não houvesse investigação no MP correndo em segredo de Justiça, se não houvesse compra de lousas interativas por absurdos R$ 33 mil cada, se não houvesse compra de ovos a R$ 78 a dúzia, se não houvesse o ridículo a que os taubateanos foram expostos em programa de rede nacional de televisão, se não houvesse a quase paralisação dos motoristas municipais que fazem horas extras mas não recebem dinheiro e as deixam em um banco de horas; se não houvesse uma tropa de choque na Câmara Municipal para blindar o prefeito de Taubaté pela degringolada geral na administração municipal, pelo menos o dinheiro com o ‘advogado do diabo” a ser contratado para processar jornalistas seria economizado, pois certamente não haveria tantas críticas à atual administração. A culpa não é dos jornalistas e muito menos da população.

Pelo jeito, terei que recorrer aos préstimos do grande advogado taubateano Breno Gontijo para me defender.

Só espero que o advogado a ser contratado por Peixoto não seja pago com dinheiro público.

Assim já é demais!