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sábado, 14 de maio de 2011

O PESO DA RESPONSABILIDADE DE POLLYANA E DIGÃO NO PROCESSO DE CASSAÇÃO DE PEIXOTO


Para nós, cidadãos comuns e simples eleitores, que acompanhamos diariamente o desenrolar dos acontecimentos políticos da nossa Taubaté, cujo nome secular foi indelevelmente manchado na história desta nação, não temos o direito de nos calar e fingir que os problemas atuais não são nossos.

Pollyana lavra termo circunstanciado sobre ausência de Peixoto
A responsabilidade que carregam nos ombros a vereadora Pollyana Gama (PPS) e o vereador Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), respectivamente, presidenta e relator da comissão processante instalada na quarta-feira (11/05) para apurar possíveis irregularidades no contrato mantido pela Prefeitura com a Acert, para compra, administração e dispensação de remédios, tem um peso descomunal para os dois jovens políticos.

Pollyana e Digão precisarão de todas as forças vivas da cidade, de todos os atores da vida pública municipal e de todos os que se dispuserem a lutar pela moralidade na administração pública desta cidade. Taubaté não pode mais aparecer em rede nacional de televisão como uma cidade em cuja administração se faz falcatruas impunemente. Estamos envergonhados.

A comissão processante está cumprindo fielmente o rito processual estabelecido pelo decreto-lei 201/67, isto é, tentou, na quinta (12/05) e na sexta-feira (13/05), comunicar pessoalmente o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) sobre o processo no qual ele figura como réu na Câmara Municipal.

Nas duas ocasiões Peixoto não foi encontrado. Na quinta-feira, o assessor para Assuntos Políticos da Prefeitura, Jacir Cunha, disse que Peixoto estaria “vistoriando obras”. Resta saber onde são estas obras. Pollyana fez constar no verso do ofício que entregaria a Peixoto a ausência deste. Jacir Cunha assinou como testemunha.

Outra tentativa deve ser feita segunda-feira (16/05). Se Peixoto não for encontrado, o que é mais provável, Pollyana e Digão devem redigir outro termo circunstanciado acusando a ausência do prefeito, o que foi feito na sexta-feira (13/05), pela segunda vez. A partir daí, Peixoto poderá ser oficialmente convocado a depor na Câmara Municipal por edital.

Cientes que não podem deixar uma brecha, por menor que seja, para os advogados de Peixoto contra-atacarem, Pollyana e Digão estão trabalhando arduamente para recolher todas as provas necessárias. Não é hora de eles falarem com a imprensa. Não é hora de falarem como estão sendo feitas as investigações.

O taubateano pode ter certeza que ambos estão trabalhando com afinco com as armas disponíveis num processo deste porte e que tudo será levado a conhecimento público na hora certa.

Termo circunstanciado redigido pela vereadora Pollyana Gama, acusando a ausência de Peixoto
Lembrete: a Justiça é cega mas não pode ser surda. O clamor popular não poderá ser ignorado pelo julgador, ensina um ministro do Supremo Tribunal Federal. O que está em jogo não é meramente uma questão política. Estamos falando de moralidade pública, e ela está em falta em Taubaté.