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quarta-feira, 18 de maio de 2011

RINHA ENTRE GIGLI E MONTECLARO TEVE LANCES DE NOVELA MEXICANA

Fernando Gigli, ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Taubaté, e Monteclaro César, diretor do Departamento de Desenvolvimento Urbanístico, se envolveram em briga radiofônica com lances de novela mexicana.

Monteclaro teria afirmado que Gigli tinha envolvimento amoroso com uma mulher que testemunhou no processo, ainda em tramitação, contra o prefeito Roberto Peixoto (PMDB).

Gigli rebateu, disse que vai à Justiça contra Monteclaro César e que “tudo isso já foi acusado lá atrás, em 2009”.

Novamente Gigli afirma que seu depoimento ao Ministério Público em 2009 foi uma autodefesa contra as acusações de que estaria sendo vítima.

O repórter Tiago Martins, da Difusora, perguntou a Gigli sobre seu suposto envolvimento amoroso com a testemunha arrolada no processo contra Peixoto a qual, acusa Monteclaro César, teria levado dinheiro (de propina) para o prefeito (Roberto Peixoto) em uma churrascaria.

Ora, a declaração de Monteclaro é uma confissão inequívoca de que houve corrupção na Prefeitura, pelo menos no caso da merenda escolar.

O enredo novelesco não termina aí. Gigli disse a Tiago Martins, em sua defesa, que teria avisado Monteclaro que a esposa deste “estava hospitalizada quinta-feira (12/05) e ele (Monteclaro) não estava acompanhando a esposa”.

Gigli afirmou que fez parte do esquema (de corrupção na Prefeitura) e que está arrependido.

É ou não é enredo de novela mexicana?

PRAZOS LEGAIS
Vereadora Pollyana Gama notifica Peixoto de processo
A vereadora Pollyana Gama, presidente da Comissão Processante que apura possíveis irregularidades na compra remédios, recebeu terça-feira (17/05) o advogado Thiago de Borgia Mendes Pereira, o qual apresentou procuração para receber a citação do prefeito, em nome deste. Portanto, desde as 11h59 de terça-feira, Peixoto está oficialmente notificado.

AMPLOS PODERES
A procuração dá amplos poderes ao advogado para representar Roberto Peixoto em todos os atos do processo, bem como receber notificações da Comissão Processante da CEI da ACERT.

RELAÇÃO PROCESSUAL
Está formada, portanto, a relação processual entre a Comissão Processante e o prefeito Roberto Peixoto. A partir desta quarta-feira (18/05) começa a contar o prazo de dez dias para Peixoto apresentar defesa prévia, apresentar documentos e arrolar testemunhas de defesa, até o máximo de dez.

WIKILEAKS TAUBATEANO
Fernando Gigli está disposto a revelar os documentos que afirma ter e que devem comprometer sobremaneira o prefeito Roberto Peixoto. O taubateano comum espera, com certeza, que tais revelações se concretizem.

REVELAÇÃO EXPLOSIVA
Tudo começou quando revelamos neste blog, em março deste ano, o depoimento (incompleto) de Gigli ao Ministério Público, no qual ele acusa explicitamente o prefeito Roberto Peixoto, a primeira-dama Luciana Peixoto, a chefe de Gabinete Sônia Betim e outros integrantes do primeiro escalão do governo municipal de prática de corrupção.

NADA A ACRESCENTAR
Em abril deste ano, Gigli deu sua primeira entrevista a uma emissora de rádio após a divulgação de seu depoimento. À Rádio Cacique, Fernando Gigli pouco acrescentou ao que constava em seu depoimento ao Ministério Público.

DENÚNCIA FOI AUTODEFESA
Gigli tentou desqualificar a postagem neste blog, mas foi inconvincente. Disse, contudo, que seu depoimento foi uma autodefesa. Que rebateu as acusações acusando Roberto Peixoto de corrupção.

TIROTEIO CABOCLO
Quando voltava de São Paulo, onde foi prestar depoimento, Gigli disse que sofreu um atentado na via Dutra e que o carro se seu irmão teria sido baleado. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia de Taubaté.

PREFEITO BLINDADO
Há duas semanas, a tropa de choque do prefeito Roberto Peixoto impediu que fosse instalada uma CEI para apurar possíveis irregularidades na compra de lousas interativas, as quais estariam superfaturadas. Cada uma delas foi adquirida pela Prefeitura por R$ 33 mil. Peixoto ainda estava blindado.

APOIO PERDIDO
Um dos principais integrantes da base aliada do prefeito Roberto Peixoto, o vereador Henrique Nunes (PV), praticamente retirou seu apoio ao alcaide que tem dificuldade para administrar “não é de hoje”, disse a uma emissora de rádio. Para o vereador, a comissão processante instalada recentemente pela Câmara é uma resposta ao clamor popular. “A voz do povo é a voz de Deus”, disse.

APOIO PROMETIDO
O vereador Henrique Nunes disse à vice-prefeita Vera Saba (PT) que a apoiará caso ela assuma a Prefeitura de Taubaté em substituição a Roberto Peixoto, que tem um processo contra si tramitando na Câmara Municipal e que poderá redundar em sua cassação.

JUIZ TAMBÉM CAI
Nos anos setenta, o então prefeito de Pindamonhangaba, João Boco Nogueira, conseguiu remover da cidade um juiz Nelson Nery, acusado de irregularidades na prestação jurisdicional.

No último dia 12/05, o advogado capixaba Alberto de Oliveira Piovesan protocolou no Senado Federal pedido e “impeachment” do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Segundo o Jornal Nacional, “os fatos narrados são gravíssimos e demonstram o quanto o Poder Judiciário está contaminado por práticas questionáveis”.

NEPOTISMO ÀS AVESSAS
A sociedade está de olho em tudo que acontece de errado no país. Casos de juízes que mantêm parentes trabalhando em seus fóruns ou em organismos públicos estão sendo investigados pela sociedade, que não admite este nepotismo às avessas, pois eles contaminam uma eventual decisão judicial, em prejuízo do povo, o único patrão dos servidores públicos.