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quinta-feira, 5 de maio de 2011

SECTARISMO É ISSO. PT SAUDAÇÕES!

O PT de Taubaté é sectário. A única corrente do partido é a dos metalúrgicos que, infelizmente para os eleitores, não dá opção de escolha. Ou você adere ou é afastado do partido.

O ideário petista taubateano é ficar o mais próximo possível do poder. Isto significa fechar os olhos para os pecados cometidos pela administração municipal e tapar o nariz para não sentir o mau cheiro da corrupção.

A semana passada, o PMDB reuniu-se para discutir a campanha eleitoral que se aproxima. Sintomaticamente, ela foi realizada na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, cujo presidente, Isaac do Carmo, sonha com o apoio do prefeito Roberto Peixoto nas eleições municipais do ano que vem.

Esquece-se Isaac do Carmo que a aliança com o PT, em 2008, e o engajamento do próprio presidente Lula na campanha peemedebista possibilitou que Peixoto vencesse aquelas eleições numa disputa da mais acirradas na história eleitoral taubateana.

Também está esquecido Isaac do Carmo que Vera Saba, a quem o PT escolheu para compor a chapa com Roberto Peixoto, foi escanteada pelo prefeito reeleito no dia seguinte às eleições. As demonstrações de animosidade com a então recém-eleita vice-prefeita foram sentidas na festa da vitória de Peixoto.

Vera Saba, é bom que se diga, jamais participou da administração de Roberto Peixoto. Não lhe foi dada a oportunidade de mostrar sua força de trabalho e apresentar suas idéias. O PT taubateano jamais a apoiou.

A explicação, se é que há explicação para a falta de unidade partidária, foi o medo que decerto sentiram os petistas/metalúrgicos de assistirem ao crescimento político da petista/bancária.

Dominado pela corrente metalúrgica, o PT ajudou Peixoto a defenestrar a vice-prefeita pela inação do partido. Era preciso deixar o caminho livre para Isaac do Carmo rumar em direção ao Palácio do Bom Conselho sem topar com uma pedra pela estrada.

Peixoto, uma velha raposa da política local, agarrou-se aos metalúrgicos para manter a governabilidade de sua administração e garantir alguma popularidade.

Acossado por uma CEI, o alcaide taubateano precisava de todo apoio possível. Conseguiu o do PT metalúrgico, sequioso por um naco do poder municipal. O poder concedido a eles veio em migalhas, em apoio a pequenos eventos programados pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

Nas eleições presidenciais de 2010, no segundo turno, PMDB e PT uniram-se para apoiar a candidatura de Dilma Rousseff. A vice-prefeita Vera Saba foi isolada das tratativas envolvendo líderes peemedebistas e petistas.

Candidata a deputada estadual, Vera Saba, sem apoio do partido, deixou as eleições com mais de onze mil votos e uma liderança consolidada, não digerida pelos metalúrgicos, que preferem ficar à reboque do PMDB.

A aliança do Sindicato dos Metalúrgicos com a Prefeitura Municipal e, por consequência, o prefeito Roberto Peixoto, ficou escancarada com a reunião do PMDB na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na semana passada, para tratar das eleições municipais.

Vera Saba obteve cerca de oito por cento dos votos dos leitores taubateanos em uma eleição proporcional. Um marco histórico para uma cidade conservadora, que ainda não se livrou do ranço das oligarquias que dominam há séculos a cena política desta cidade quase quatrocentona.