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quinta-feira, 30 de junho de 2011

CANTILENA PALACIANA TEM PÚBLICO ALVO: OS VEREADORES DIGÃO E POLLYANA GAMA

O advogado Erich Castilhos tem repetido à exaustão que Pollyana e Digão estão impedidos de participar da Comissão Processante que apura infração político-administrativa que teria sido cometida pelo (ex?) prefeito Roberto Peixoto. Por que, nobre causídico? Dê só uma justificativa para a sua afirmação.

REPETECO 
Nesta quinta-feira (30/06) a vez foi do secretário de Turismo de Taubaté, Monteclaro César. Na Difusora, o arquiteto e professor da Unitau, após veemente defesa de seu chefe, repetiu as palavras do advogado Castilhos. “Pollyana e Digão estão impedidos de participar da Comissão Processante.” 

SORTE/AZAR 
Sorte da população que tem Digão e Pollyana na Comissão Processante. Ambos foram indicados por sorteio público, como manda o Decreto-lei 201/67. Azar do (ex?) prefeito Roberto Peixoto, pelos mesmos motivos. 

RESPOSTA 
A vereadora Pollyana Gama não se intimidou. Educadamente, disse que entendia a posição de Monteclaro em defender Peixoto e que ele era suspeito para fazer a defesa por ser detentor de cargo em comissão do (ex?) prefeito taubateano. 

PRUDÊNCIA 
A Assessoria jurídica da Câmara Municipal deve entregar agora à tarde parecer sobre o possível afastamento de Peixoto de suas funções. A prudência manda esperar a divulgação do documento antes de soltar fogos. Ainda não são 16h30. 

PERGUNTA 
Perguntar não ofende. Então, vamos perguntar. Onde dona Luciana Peichoto (com CH) conseguiu arranjar R$ 120 mil para pagar o apartamento da Rua Hans Stadem, em Ubatuba, para presentear seu marido, o (ex?) prefeito Roberto Peixoto. 

COMOVENTE 
É comovente o esforço da (ainda) primeira-dama. Teria ela ganho na loteria e ninguém ficou sabendo? Será que ela recebeu alguma herança e não deixou a notícia vazar para a cidade ou para o alcaide canastrão? 

MISTÉRIO 
É um mistério a ser desvendado pela polícia. Afinal, a decisão pela aquisição do bem imóvel teria ocorrido no dia 4 de abril de 2005, ou seja, apenas quatro meses depois de Peixoto tomar posse como prefeito em seu primeiro mandato. Se a (ainda) primeira-dama não tirou a sorte grande nem abiscoitou uma herança, de onde saíram as 120 pilas? 

RECORD 
Zaly Leite, ex-mulher de confiança de Luciana Peichoto (com CH), deu a informação à TV Record com riqueza de detalhes, como a escolha do apartamento pela (ainda) primeira-dama, que pretendia “presentear” o (ex?) prefeito Roberto Peixoto que aniversariava naqueles dias, como de fato o presenteou. Porém, o apê na orla do Atlântico permaneceu um bom tempo nas mãos de "laranja". 

VALORIZAÇÃO
Quanto valeria hoje, seis anos depois, os R$ 120 mil pagos pelo imóvel em Ubatuba. Por favor, peguem suas calculadoras e façam a conversão. Sou péssimo nisto. 

PORCENTAGEM 
Como o inquérito em andamento na Polícia Federal e a ação civil pública da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Taubaté falam em 10% de propina que seriam pagas ao casal, é bem possível que os R$ 120 mil tenham origem neste “negócio”. 

INVESTIGAÇÃO 
A Polícia Federal recolheu vários documentos na Prefeitura, segundo o secretário de Governo Adair Loredo, o que teria atrasado a remessa de documentos solicitados pela Comissão Processante. 

ATA 
O advogado Erich Castilhos disse na Difusora que solicitou cópia da ata da sessão de Câmara e que ela não havia sido entregue pela vereadora Pollyana Gama, como se a Comissão Processante quisesse tolher a defesa de Peixoto. 

ATRASO 
Pollyana admite que o atraso na entrega dos documentos por parte da Prefeitura pode atrapalhar o andamento dos trabalhos da Comissão Processante, mas não impedirá que o (ex?) prefeito seja julgado até o dia 17 de agosto, prazo final para a Comissão Processante encerrar seus trabalhos.