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segunda-feira, 20 de junho de 2011

QUEM TEM MEDO DE VERA SABA?

O pavor dos oligarcas e dos antigos coronéis com a possibilidade de Vera Saba tornar-se prefeita desta urbi é o rompimento com o atraso nas relações entre o poder central, representado pela Prefeitura, e a população ordeira e trabalhadora desta Taubaté quase quatrocentona.

A vice-prefeita Vera Saba, a vereadora Pollyana Gama, a vereadora Graça e o vereador Digão representam a ruptura com os últimos cinquenta anos da vida política de Taubaté.

Dentro de mais alguns anos, quando estivermos contando a história dos dias políticos atuais, não restará a menor sombra de dúvida sobre a incompetência do atual alcaide, Roberto Peixoto.

Peixoto, ao derrotar nas urnas Bernardo Ortiz Junior, filho do ex-prefeito Bernardo Ortiz, que mandou na política taubateana da década de oitenta até o início deste século, não representava nada de novo na vida política taubateana. Só descobrimos agora, após tantas denúncias de corrupção e desmandos.

“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, ensinava Vandré nos festivais musicais dos anos sessenta. É hora, portanto, de o povo fazer agora a tão necessária mudança na vida política da cidade. Não espere acontecer.

Pollyana e Digão estão fazendo sua parte na Comissão Processante. Rodson Lima, antes de deixar a Câmara Municipal, pode gravar seu nome na história política desta cidade votando pela cassação de Peixoto, em nome do povo taubateano. 

PROFESSOR SILVIO PRADO ANALISA
O CIRCO ARMADO POR ROBERTO PEIXOTO 

A matéria que reproduzo a seguir foi publicada pelo jornal Matéria Prima:

Circo, apenas circo

Na terça-feira, depondo perante a Comissão Processante que investiga erros ocorridos em sua gestão, o prefeito Roberto Peixoto, devido a gesticulação excessiva, lembrou o ridículo Jânio Quadros. Só faltaram caspas inundando seu paletó, sanduíches de mortadela e garrafinha de tubaina sendo devorados na tribuna da câmara.
Em outros momentos, o prefeito emprestou e repetiu um gesto típico de padres e pastores evangélicos, precisamente aquele em que religiosos erguem o mais que podem a Bíblia diante de fieis extasiados. Aliás, na Bíblia o prefeito buscou citações para defender seu governo e lascou um Isaias, capitulo 41, versículos 10 e 11 apenas para dizer que ele e seu governo estão sob proteção divina. Mais tarde, encarnando um Silas Malafaia em momento de furor evangélico e cravando os olhos na Comissão Processante, vociferou um “não julgueis para não serdes julgado”, profetizando certamente as acusações que dentro em pouco explodiriam contra a presidente da Comissão, vereadora Poliana Gama, através de seu chefe de gabinete, o corretíssimo Benedito Machado.
Indiferente aos insultos e vaias, Peixoto seguia na sua discurseira e, talvez instruído vocabularmente pela acadêmica Lu Peixoto e querendo prestar homenagem a Odorico Paraguaçu, encaixou a palavra fazimento na sua falação.
Enquanto parecia prestar contas de governo, no plenário explodiam gritos contra ele. Não enrola prefeito. Chega de campanha eleitoral. Mas ele enrolou o quanto pode para preencher o tempo que lhe fora dado para defesa. Repetiu inúmeras vezes um mesmo argumento e usou detalhes nada sutis para empurrar com a barriga. Por quase vinte vezes levou à boca, calmamente, o copo de água que lhe deram para refrescar a garganta. Talvez ele nunca tenha bebido tanta água em sua vida e tenha, depois, ficado outras duas horas esvaziando a bexiga em algum sanitário.
Protegido pelo vergonhoso vidração da câmara, obra inútil de Henrique Nunes, ele não ouviu direito o coro incessante de vozes que o chamavam de ladrão, ladrão, ladrão... Talvez nunca um taubateano, em toda a historia local, tenha num só dia sido chamado tantas vezes de ladrão. Parecia coisa de torcida de futebol, mas não era. Era indignação mesmo.
Pelo que se viu na câmara, Peixoto corre sério risco se for, sozinho, comprar um tomate na feira ou bebericar alguma coisa no bar da esquina. Mesmo que alguém de sua torcida organizada, na terça-feira, dentro da câmara, tivesse trocado sopapos com populares que pedem sua cassação, não há na cidade muita gente que queira defender o prefeito, a não ser que as vantagens desse ato sejam bem compensadoras.
Mas a ira, e também deboche, da maior parte dos presentes não se voltou apenas para o prefeito. Um professor público, critico feroz do Alexandre da Metropolitana, chegou a dizer que o vereador/jornalista, excessivamente tenso, teve momentos de tremedeira durante a falação do prefeito. Chico Saad, lambe botas oficial do mandatário, olhos sempre fixos no patrão e disfarçando muito bem sua tensão, se deliciou quando a argumentação do prefeito atingiu o verdadeiro objetivo, ou seja, transferir a responsabilidade pelas lambanças com a Acert para Benedito Machado, o chefe de gabinete  da vereador Poliana, gerente administrativo da Secretaria da Saúde na época dos contratos que geraram o escândalo.
A vereadora Pollyana, mesmo já aguardando esse ataque, quase perdeu a cor. Induzidos pela manobra do prefeito, até gente que pedia sua cassação cobrou, sempre aos gritos, explicações da presidente da Comissão Processante. Não sobra ninguém nessa merda, disse um manifestante todo vestido de preto.
Tanto quanto bebeu água, Peixoto repetiu o nome de Benedito Machado como se quisesse petrificá-lo na memória dos presentes e depois sair do local sem nenhum resquício de culpa. Se Poliana quase perdeu a cor diante das acusações do prefeito, ela pode poderá ficar fora (será?) da Comissão Processante devido a ligações políticas com Benedito Machado, falsamente colocado pelo prefeito como responsável pela bandalheira ocorrida na saúde municipal. O vereador Rodson Lima, menestrel do Mercadão, já fala em sair da Comissão se Poliana permanecer, forma clara de dizer que sem vereador de confiança do prefeito as investigações não seguirão em frente.
Mesmo com a confusão criada no encerramento e com a negação em responder qualquer pergunta, fala-se que o prefeito saiu vitorioso do embate. Fala-se também que se depender da câmara ele não será cassado. Rodson Lima, seu defensor incansável, afirmou ao radialista Pedro Luiz, na Difusora, que se o povo pressionar, a Câmara vota pela cassação. Mas se não houver, o prefeito continua. Pode um descaramento desse?
A câmara, todos sabem, é a segunda casa do prefeito, onde muitos vereadores comem, bebem, dormem e acordam numa cama repleta de privilégios e vantagens que brotam de acertos políticos feitos com a prefeitura.  Portanto, só mesmo povo na rua, pressão organizada e consistente vão botar um fim decente nessa fase vergonhosa da política local.
Em tempo: Benedito Machado é uma pessoa integra, coisa rara na imunda selva política local. Só para pronunciar seu nome, Peixoto deveria lavar a boca com dúzias de litros de água sanitária.

Silvio Prado

SOLIDARIEDADE 

Jefferson Cabral, presidente do PSB de Taubaté, envia o seguinte depoimento sobre Machado:

“Conheço Machado pessoalmente, e também sua familia, é digno, probo e tomado pelo verdadeiro espírito público.
Gostaria ainda que em Taubaté pudéssemos ter muitos Machados, gostaria ainda de poder coligir conhecimento suficiente , igual este companheiro que sobra em Taubaté, seria ótimo assessor de qualquer político em todo Brasil. Mas prefere se dedicar aqui e aqui fazer toda a diferença.
Agradeço a você Machado pelos ensinamentos que pude subtrair dessa mente honesta e dedicada, e desejo-lhe muita saúde e ainda muito trabalho pela nossa cidade e seu povo muito bom, que são os verdadeiros taubateanos.
Jefferson Cabral