Páginas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

JUSTIÇA NEGA LIMINAR A PREFEITO "CADEIEIRO" E MANTÉM POLLYANA NA CP

Tenho dito e repito: os dias do chefe da quadrilha que domina o Palácio do Bom Conselho estão contados. A juíza substituta da Vara da Fazenda Pública de Taubaté negou agora à noite, por volta das 19 horas, liminar ao mandado de segurança impetrado pelo (ainda) prefeito Roberto Peixoto, que pretendia defenestrar a vereadora Pollyana Gama da presidência da Comissão Processante.

SEGREDO
Tudo bem que o desembargador Peiretti de Godoy, da 13ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou SEGREDO DE JUSTIÇA no agravo de instrumento interposto pelo promotor José Carlos Sampaio, do Ministério Público, favorecendo temporariamente o prefeito “cadeieiro”.

LEITMOTIV
A liminar foi negada porque não havia leitmotiv para tal. A defesa não sabia o que pedir. A única certeza é que tentavam, de novo, atrasar o andamento dos trabalhos da Comissão Processante.

FREUD
Só Freud explica a luta desesperada do boquirroto alcaide taubateano, que está mais perdido que cachorro quando cai de caminhão de mudança. Renuncie, alcaide!

HONORÁRIOS
Quem paga os honorários da filha do alcaide, a advogada Roberta Flores de Alvarenga Peixoto? Desde já fica consignado meu protesto. Tenho comigo que os honorários da donzela estão sendo pagos pelos cofres municipais. Quero meu dinheiro de volta...

AQUI O ANDAMENTO DO PROCESSO, QUE DUROU SOMENTE QUATRO DIAS


SABIDO
Não sei por que o segredo de justiça. Todo mundo sabe o teor das denúncias do Ministério Público contra o (ainda) prefeito Roberto Peixoto, Luciana Peichoto (com CH), Pedro Henrique Silveira, Carlos Anderson, Fernando Gigli e mais uma turminha, com alguns laranjas no meio.

CORDEL
Para comemorar a quarta derrota de Peixoto em tentar afastar Pollyana da Comissão Processante, deixo vocês com dois cordéis magníficos do professor Silvio Prado.

VEREADORZINHO

Infelizmente a câmara
Tem muito vereadorzinho
De pouco cérebro e neurônio
Pensando pequenininho
Só fazendo o que interessa
Ao prefeito Roubertinho.

Esquecidos da cidade
Vivendo dando jeitinho
No escuro dos bastidores
Sempre mexem os pauzinhos
Confirmando o perfil
Que marca o vereadorzinho.

E nessa crise de agora
Alguns estão caladinhos
Feito monge na clausura
Sem sair de seu cantinho
Tentando adivinhar pra onde
O vento leva o Roubertinho.

Se o vento ventar fraco
Deixando o povo quietinho
De imediato eles votam
A sorte do Roubertinho
Permitindo que ele fique
No poder mais um pouquinho.

Mas se o vento ventar forte
E fizer um barulhinho
Constrangidos eles saem
Do calor de seu cantinho
E põem na bandeja a cabeça
Do prefeito Roubertinho.

É assim a nossa câmara
Um lugar pequenininho
Dona de um balcão imenso
Onde cada negócinho
É feito só para acertar
A vida de vereadorzinho.

Silvio Prado, 27/06/11
Zoiogrande45@yahoo.com


Deu pânico na vereança
Na tarde de quinta-feira
Quando foi anunciada
A notícia alvissareira
De que sessão extra haveria
Na noite de sexta-feira.

Após saber do fato
Brotou uma tremedeira
Em vereador peixotista
Que pensava ser brincadeira
Discutir o afastamento
Do chefe da bandalheira.

E a notícia provocou
Muito mais que tremedeira
Pois botou  medo e  arrepio
Na vereança inteira
Com alguns passando a noite
Sob intensa caganeira.

Veja o que o medo faz
Com político tranqueira
Na hora inventando viagem
Pra serra da Mantiqueira
Com desculpa de ajudar
Uma velha amiga parteira.

O mesmo medo que faz
Vereador ter tremedeira
E se trancar no banheiro
Por uma noite inteira
Também secou a garganta
Do mestre da Galopeira.

E com a viola de lado
E o corpo na tremedeira
Ele imaginava a desculpa
Pra não ir na sexta feira
Pois a sessão era à noite
E de noite não tem feira.

O acordo um dia feito
Com o tal da bandalheira
Pesou tanto quanto o medo
Da sessão da sexta-feira
E fez vereador se internar
Pra tratar até de coceira.

Por sorte, nossa justiça
Tão injusta e brasileira
Ao cancelar a sessão
Botou fim na tremedeira
Do bando de vereador
Gente nula e traiçoeira.

Silvio Prado, 02/07/11