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quarta-feira, 6 de julho de 2011

QUEM É QUEM NA SUCESSÃO MUNICIPAL DE PINDA, TREMEMBÉ E TAUBATÉ?

Os prefeitos de Pinda, Tremembé e Taubaté cumprem seu segundo mandado e entregarão aos seus sucessores os cargos que ora ocupam. João Ribeiro (PPS) e José Antonio (PV), após oito anos de mandato, deixam a cena política chamuscados. Roberto Peixoto (PMDB) sai indelevelmente marcado pelo pior governo da história quase quatrocentona de Taubaté.

PRISÃO
Peixoto deixa um legado de possíveis atos de improbidade administrativa cometidas em seu governo. Por conta destas investigações, passou quatro dias engaiolado na carceragem da Polícia Federal em São Paulo.

APOSTILAS
Os indícios de corrupção na Prefeitura de Taubaté remontam ao início do primeiro governo de Peixoto, em 2005, com a compra suspeita de apostilas de uma editora quando o governo federal as oferecia de graça.

BOLSAS
Depois foram as bolsas de estudo em 2008. A CEI instaurada apurou inúmeras irregularidades, mas a base aliada de Peixoto, comandada pelo vereador Henrique Nunes (PV), o blindou para evitar uma possível cassação.

ACERT
O caso mais emblemático é o da ACERT, empresa forjada no interior do Palácio do Bom Conselho para gerenciar a compra, estocagem e dispensação de remédios. Além de Peixoto, estão implicados sua mulher, Luciana Peixoto, o médico Pedro Henrique Silveira, o contador Carlos Anderson e outros.

PRAZO
O caso ACERT, após investigações feitas pela Câmara de Vereadores, foi entregue ao Ministério Público. O promotor José Carlos Sampaio as aprofundou. Hoje, uma Comissão Processante analisa o caso ACERT e deve propor a cassação de Peixoto até 17 de agosto deste ano.

LOUSAS
Como se não bastasse as denúncias de corrupção antigas em apuração, mais uma entrou para o rol de Peixoto. A compra e 100 lousas interativas, ao custo de R$3,3 milhões, gerou outra CEI, ainda em andamento. O ex-diretor  de compras da Prefeitura, Elói Barbosa, ainda deve explicações. As primeiras foram inconvincentes.

CHAMUSCADO
Em Pindamonhangaba, o prefeito João Ribeiro não fará seu sucessor, dizem os mais experimentados políticos da cidade. O caso Verdurama, ainda sob investigação pelo Ministério Público da cidade, está longe de chegar ao fim. João Ribeiro está chamuscado.

LIGAÇÕES
As ligações do prefeito pindamonhangabense com Paulo Ribeiro, lobista da Verdurama e cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), geraram muitas suspeitas, tanto do Ministério Público quanto da imprensa. João Ribeiro está recolhido e deverá ser chamado brevemente para depor na Justiça.

GRAVATÃO
A morte prematura de Zé Antonio, diretor-proprietário do Jornal da Cidade, deixa um vazio na vida política da cidade. “Gravatão”, como era chamado pelos amigos, foi o grande articulador e agitador nos bastidores políticos da cidade.

DISPUTA
Quem acompanha de perto da política de Pindamonhangaba sabe que a disputa pela sucessão de João Ribeiro ficará entre o médico Isael Domingues, e o ex-prefeito Vito Ardito (PSDB), que vai concorrer ao cargo pela quinta vez.

NÚMEROS
Vitão foi prefeito três vezes (1989/1992, 1997/2000, 2001/2004). Foi derrotado por João Ribeiro (PPS) em 2008 e deve ser o candidato tucano m 2012. Tem um eleitorado que se repete em suas candidaturas a deputado. Começa a corrida sucessória com pelo menos 20 mil votos.

RENOVAÇÃO
A vida do ex-prefeito pindense, no entanto, não será fácil. O médico e vereador Isael Domingues (PMDB) deve trocar de legenda brevemente para disputar a Prefeitura de Pindamonhangaba. Isael é a bola da vez e conta com o apoio do diretório estadual do PMDB.

VICE
No velório de Zé Antonio, conversei com o vereador José Carlos Gomes – Cal (PTB) se ele poderia ser guindado a vice-prefeito e Isael Domingues. Experiente, Cal desconversou, mas não disse não.

REJEIÇÃO
Embora seja bem relacionado com Paulo Skaf, recentemente filiado ao PMDB, Paulo Sérgio Torino (PSB) não deverá formar chapa com Isael Domingues. Sua rejeição é muito grande na cidade. Além disso, seu apoio ao PSDB nas eleições municipais de 2004 foi explícito.

DIVISÃO
Torino foi candidato a prefeito de Pindamonhangaba pelo PFL em 2004. Entrou na disputa para dividir os votos com João Ribeiro (PPS) em favor de Sandra Tutihashi, candidata tucana apoiada por Vito Ardito.

IMPUGNAÇÃO
Entrevistado por João Paulo Ouverney para o Jornal da Cidade em 2010, disse que terminou aquela eleição em segundo lugar. Esqueceu-se de dizer que a tucana teve sua candidatura impugnada e seus votos zerados. Assim, até eu.

VAQUELI
Marcelo Vaqueli esteve recentemente com o secretário de Turismo de São Paulo e presidente estadual do PSB, Márcio França, para tratar do turismo em Tremembé, estância religiosa importante no Vale do Paraíba.

CANDIDATÍSSIMO
Vaqueli é candidatíssimo a prefeito de Tremembé pelo PSB. É um nome novo, empresário bem sucedido e com raízes na cidade. Deve enfrentar nas urnas Paulo Roberto Paollichi, que está morando em Tremembé e deve ser o candidato do PMDB.

IDENTIDADE
O patrocinador da possível candidatura de Paollichi é o ex-deputado Ary Kara José, que assumiu recentemente a coordenadoria do PMDB no Vale do Paraíba. O problema de Paollichi será sua identidade com Tremembé, que ele não tem nenhuma.

TAUBATÉ
A vida política de Paollichi está em Taubaté, onde foi vereador e candidato a prefeito nos anos 1970. É impossível para o taubateano comum dissociar o nome de Paollichi da Associação, o Clube Jovem que ele dirigiu por mais de trinta anos.