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domingo, 10 de julho de 2011

SEMPRE DESCONFIEI QUE HOUVESSE FANTASMA NO BOM CONSELHO, SÓ NÃO SABIA QUE ELES GANHAVAM R$ 5 MIL POR MÊS E FAZIAM A ALEGRIA DOS INQUILINOS

Escrevi algumas vezes neste blog que até os fantasmas, habitués dos porões do Palácio do Bom Conselho, sabiam das maracutaias envolvendo seus inquilinos. As afirmações eram feitas no sentido figurado. Agora, o termo não será mais empregado neste blog no sentido figurado, por motivos óbvios.

A foto, postada em "Taubaté de Peixoto", é uma homenagem aos participantes do Dia da Pizza: protesto bem-humorado

TRANSPARÊNCIA
O ex-vereador Joffre Neto, diretor da ONG Transparência Taubaté, afirma no Facebook que passou a informação para o jornal O Vale, que pediu exclusividade para publicar a história. Até aí, tudo bem.

DECEPÇÃO
O jornal não citou a fonte primária da informação, isto é, a ONG Transparência Taubaté, e deu a informação na edição deste domingo (10/07) como se fosse sua a descoberta. Joffre ficou magoado com o jornal, com razão.

ARREPENDIDO
Joffre por certo se arrependeu com a tal exclusividade. Afirmou que a partir de agora as informações serão repassadas e todos os veículos de comunicação, nos quais me incluo, e que vai entrar com representação no Ministério Público e na Câmara Municipal solicitando investigação sobre o mais recente affair taubateano.

INVESTIGAÇÃO
A vereadora Graça (PSB) disse que o caso é muito grave e deve ser investigado. O pedreiro, coitado, não sabia que tinha um emprego tão bom e foi pedir auxílio no INSS quando tudo veio à tona. Alguém tem que explicar quem ficava com a grana do pedreiro.

INDAGAÇÃO
No Palácio do Bom Conselho há “fantasmas” fantasmas e “funcionários fantasmas”, aqueles que estão na folha de pagamento da Prefeitura e não prestam serviço ao município, como o pedreiro Waldinei Oliveira Araújo, que reside em São José dos Campos e sustenta sua família com uma renda de aproximadamente R$ 1 mil por mês.

MARACUTAIA
A Prefeitura, claro, negou a maracutaia. Como o INSS foi envolvido na trama urdida nos corredores palacianos, a Polícia Federal vai instalar uma base em Taubaté. Não há outra saída. Será que os inquilinos do Palácio do Bom Conselho vão passar a virada do ano no xilindró, de onde não deveriam ter saído tão cedo?

“JESTÃO”
Tomo conhecimento pelo Facebook que a primeira-dama Luciana Peichoto (com CH) é a “jestora” do Bolsa Família em Taubaté. Pelo menos era, até ser demitida do cargo de secretária de Desenvolvimento Social por ordem judicial. Como a Prefeitura está sem comando desde que ela foi defenestrada. Não sei quem manda em quem na administração do prefeito canastrão.

SUPERFATURAMENTO
Nós, da imprensa, é que falamos em superfaturamento na compra de medicamentos pela ACERT. A empresa que fez a auditoria não falou em superfaturamento. Voltarei ao assunto na próxima postagem porque tem muita gente falando bobagem.

INFORMAÇÃO
Por ora, fiquem com o recado que o amigo internauta Marco Antonio me envia pelo Facebook, sobre entendimento do Superior Tribunal de Justiça à respeito de compras superfaturadas. Leiam com atenção.



10 de julho de 2011 09:59
IRANI, PUBLIQUE O QUE ACABEI DE ACHAR, PELO AMOR DE DEUS:

JUSTIÇA FEDERAL DIZ E JULGA QUE NAO HÁ NECESSIDADE DE PERICIA PARA ATESTAR SUPERFATURAMENTO DE REMEDIO.

COMISSÂO PROCESSANTE, PELO AMOR DE DEUS, ANTES DE TOMAR DECISOES CONSULTEM UM BOM ADVOGADO:

Dados Gerais
Processo: AG 1038 AC 2006.01.00.001038-8
Relator(a): DESEMBARGADOR FEDERAL CÂNDIDO RIBEIRO
Julgamento: 29/01/2007
Órgão Julgador: TERCEIRA TURMA
Publicação: 16/02/2007 DJ p.46
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PERÍCIA CONTÁBIL. COMPROVAÇÃO. SUPERFATURAMENTO. DESNECESSIDADE.

I - A compra de medicamentos por valor acima do praticado no mercado pode ser atestada por meio da apresentação de documentos, sendo desnecessária a prova pericial para tanto.

II - Agravo de instrumento desprovido. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PERÍCIA CONTÁBIL. COMPROVAÇÃO. SUPERFATURAMENTO. DESNECESSIDADE. I - A compra de medicamentos por valor acima do praticado no mercado pode ser atestada por meio da apresentação de documentos, sendo desnecessária a prova pericial para tanto.

III - Agravo de instrumento desprovido. (AG 2006.01.00.001038-8/AC, Rel. Juiz Federal Lino Osvaldo Serra Sousa Segundo (conv), Terceira Turma,DJ p.46 de 16/02/2007)