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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CALHORDICE IMPERA NO BOM CONSELHO, COM DESCULPAS ESFARRAPADAS, GESTOS CÔMICOS E ACUSAÇÕES LEVIANAS

O “depoimento” da testemunha Cristiane Aparecida de Oliveira, dia 27 de julho de 2011, à Comissão Processante, foi apenas a confirmação do depoimento anterior, dado à CEI da ACERT em 5 de novembro de 2009.

CONFIRMAÇÃO
A depoente confirmou que ACERT foi aberta pelo escritório Carlos Contábil, que já havia servido ao (ainda) prefeito Roberto Peixoto na prestação de contas da campanha eleitoral de 2008, curiosamente poucos meses antes da abertura da empresa.

DURAÇÃO
Categórica, Cristiane confirmou que as compras emergenciais duraram cera de nove meses, de dezembro de 2008 e setembro de 2009. O calhorda-mor, ao prestar depoimento à Comissão Processante, enganou durante algum tempo quem assistiu à sessão.

PROBO
Peixoto escolheu um dos poucos homens deste país com probidade para assumir qualquer cargo público com a honradez que dele se exige. Seus asseclas na Câmara Municipal adoraram o discurso boquirroto do prefeito canastrão e decretaram sua inocência.

PIANINHO
Mal sabiam eles que dias mais tarde o capo seria engaiolado pela Polícia Federal. Começava a ser desmentida a falácia do aprendiz de chefe de gang. No xilindró ele ficou “pianinho” (calado, na gíria policial). Veja aqui o vídeo do dia da prisão de Peixoto e sinta o clima de alívio da população.

INFERNO
A vida do prefeito canastrão se tornou um inferno. Se não bastasse a agonia de saber que pode ser cassado sexta-feira (12/08), Peixoto enfrenta outro processo no Tribunal Regional Eleitoral, este na esfera criminal. Veja abaixo:

Ação Penal nº 1680-42.2010.6.26.0000
Procedência: TAUBATÉ-SP (141ª ZONA ELEITORAL - TAUBATÉ)
Documento de Origem: INQUÈRITO POLICIAL
Relator: FLÁVIO YARSHELL
Autora(s): JUSTIÇA PÚBLICA ELEITORAL
Averiguado: ROBERTO PEREIRA PEIXOTO
Advogado: ALFREDO JOSÉ GONÇALVES RODRIGUES
Averiguado: BENEDITO RODRIGUES FRANÇA
Averiguado: FELIPE FLORES DE ALVARENGA PEIXOTO
Averiguado: DIEGO RODRIGUES SIRQUEIRA VOGADO

CRIMINAL
Advogado Alfredo Rodrigues
Por ser um processo criminal, o (ainda) prefeito Roberto Peixoto contratou um dos mais caros advogados criminalistas de São Paulo. Trata-se de Alfredo José Gonçalves Rodrigues, aquele mesmo que ocupou a tribuna da Câmara no dia do depoimento de Peixoto à Comissão Processante para criar tumulto e confundir a própria Comissão Processante. Não conseguiu, mas causou tumulto.

EXPERIENTE
Alfredo José Gonçalves Rodrigues teria advogado, entre outros, para o deputado federal Paulo Maluf, que há anos vive às turras com o Ministério Público que o acusa de peculato, desvio de dinheiro para paraísos fiscais e inúmeros outros crimes, que não tem nada e eleitoral.

PRESTAÇÃO
Antes de ser transformada em “empresa” capacitada para a compra, estocagem e dispensação de medicamentos para a Prefeitura de Taubaté, a ACERT havia feito a prestação de contas do prefeito canastrão para a Justiça Eleitoral. Abaixo, os cheques assinados pelo próprio Roberto Peixoto para pagar o serviço.

DEPOMENTO
Aqui, o depoimento completo de Cristiane Aparecida França à CEI da ACERT em novembro de 2009 e confirmado pela depoente no último dia 27 de julho, em sessão da Comissão Processante.

A senhora pode dizer o seu nome completo?
Cristiane: Cristiane Aparecida França
Vereador Mário Ortiz: Qual é a sua relação com a empresa ACERT?
Cristiane: Sou funcionária da ACERT desde dezembro de 2008.
Vereador Mário Ortiz: Quais são as suas funções na ACERT?
Cristiane: Sou responsável pela parte do Departamento Pessoal. Faço folha de pagamento, registro,...
Vereador Mário Ortiz: A senhora cuida também da contabilidade? Faz os lançamentos contábeis da ACERT?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: Qual foi a documentação que a ACERT apresentou à Prefeitura para conseguir o contrato da gestão de medicamentos?
Cristiane: Não tenho conhecimento disto. Quem fez a elaboração da documentação para entrar na licitação, foram os sócios.
Vereador Mário Ortiz: A senhora entrou na ACERT em dezembro. Antes ou depois da vigência do contrato.
Cristiane: Eu acredito que depois.
Vereador Mário Ortiz: A senhora antes de trabalhar na ACERT, trabalhou aonde?
Cristiane: No escritório localizado aqui na Avenida do Povo – Carlos Contábil.
Vereador Mário Ortiz: Qual a relação deste escritório com a ACERT?
Cristiane: Até onde eu sei, o escritório fez a abertura da empresa, a formalização da ACERT e a ACERT prestou um serviço sobre a prestação de contas da eleição, 2008.
Vereador Mário Ortiz: A prestação de contas foi de qual candidato ou de quais candidatos? A senhora participou desta prestação?
Cristiane: Não sei te informar. Não participei.
Vereador Mário Ortiz: A senhora teve algum tipo de contribuição para a campanha do prefeito Roberto Peixoto?
Cristiane: Sim. Eu fiz uma doação.
Vereador Mário Ortiz: A senhora não participou da prestação da campanha dele (Roberto Peixoto)?
Cristiane: Não participei da prestação. Eu dividia a sala com a pessoa que fazia a prestação de contas – Gustavo. Eu não participei da prestação.
Vereador Mário Ortiz: O início da prestação de serviços pela ACERT para a Prefeitura se deu quando? No caso específico do gerenciamento da distribuição de medicamentos?
Cristiane: Desde dezembro de 2008.
Vereador Mário Ortiz: Qual foi o instrumento que gerou o direito da ACERT prestar esse serviço? Foi licitação? Qual o tipo de licitação? Como que é essa documentação?
Cristiane: Foi uma emergencial.
Vereador Mário Ortiz: Por quanto tempo essa emergencial perdurou?
Cristiane: Aproximadamente 9 meses. A prestação de serviços foi por nove meses, mas data de contrato eu não sei te informar.
Vereador Mário Ortiz: O primeiro contrato vigeu de quando a quando?
Cristiane: Não sei.
Vereador Mário Ortiz: Quantos contratos houve entre a Prefeitura e a ACERT?
Cristiane: Acredito que dois. De gerenciamento e da farmácia popular.
Vereador Mário Ortiz: O gerenciamento, foi feito um primeiro contrato. Um prazo de três meses é isso?
Cristiane: Não sei te informar datas e prazos.
Vereador Mário Ortiz: Depois, esse contrato foi prorrogado. Houve uma nova emergencial? Quantas vezes foi prorrogado?
Cristiane: Foi prorrogado. Não sei dizer mais nada. Não sei.
Vereador Mário Ortiz A senhora faz a contabilização de todas as receitas e despesas da empresa?
Cristiane Sim.
Vereador Mário Ortiz: Qual é o título que a senhora utiliza quando faz o lançamento contábil? A senhora remete o histórico do lançamento a que? No que diz respeito as receitas da ACERT neste contrato junto à Prefeitura?
Cristiane: Receitas por prestação de serviços.
Vereador Mário Ortiz: A senhora não remete ao documento que deu origem a isso?
Cristiane:Não.
Vereador Mário Ortiz: A contabilidade não controla o documento que deu origem às receitas?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: Como já foi dito, você começou a trabalhar na ACERT em dezembro. A contratação dos funcionários foram feitas após a sua entrada ou antes?
Cristiane: Depois que eu entrei. A maioria sim. A grande maioria foi depois que eu entrei.
Vereadora Graça: A folha de pagamento, quem fazia, quem assinava?
Cristiane: Eu fazia. Eu não assinava.
Vereadora Graça: Você fazia toda a parte contábil. Você que pegava todas as notas fiscais, todos os documentos chegavam a suas mãos. Quem é que assinava?
Cristiane: A Sandra conferia e assinava.
Vereadora Graça: A folha de pagamento de todos os funcionários passava primeiro pela sua mão?
Cristiane: Primeiro pela minha mão. Depois para a Sandra.
Vereadora Graça: Desde quando você não se encontra com a Sandra? Qual foi a última vez?
Cristiane: Mais que uma semana. Umas duas semanas mais ou menos.
Vereadora Graça: Você encontrou com ela aonde?
Cristiane: No escritório. Ela (Sandra) foi lá pra gente conversar sobre a ACERT, sobre funcionários.
Vereadora Graça: Ela já tinha passado pelo médico? Comentou alguma coisa com você?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: E com a Edmara? Você tem encontrado com ela?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: Há quanto tempo? Aproximadamente?
Cristiane: Mais de trinta dias.
Vereadora Graça: Você fica exatamente onde?
Cristiane: No escritório. No Star Shopping.
Vereadora Graça: Temos informações, inclusive um assessor (meu) foi tentar encontrar o escritório, mas estava fechado. Poderia me dizer como funciona o escritório?
Cristiane: Horário de funcionamento é das 8h às 5h. Ultimamente não tem ficado pessoas lá, devido a complicações, pelo atraso de pagamentos, a gente tem recebido ameaças de funcionários. Os sócios estão correndo atrás de dinheiro e eu não fico lá, sozinha, por medo.
Vereadora Graça: Desde quando tem se mantido o escritório, com você trabalhando, mas com as portas fechadas?
Cristiane: Eu não fico lá. Quando as pessoas me ligam, eu vou e tento resolver e depois eu vou embora. Eu não fico lá.
Vereadora Graça: Então, está fechado?
Cristiane: Sim. Está fechado.
Vereadora Graça: Alguns funcionários solicitaram nossa ajuda sobre a questão da carteira de trabalho. Muitos funcionários não receberam a Carteira de Trabalho. Como as funcionárias podem encontrar você para pegar a Carteira de Trabalho de volta, pois elas precisam de seus documentos?
Cristiane: Todas as carteiras e toda a documentação para os funcionários darem entrada no Fundo de Garantia e no Seguro Desemprego já foram entregues.
Vereadora Graça: Quando? Qual a data?
Cristiane: Todos já receberam.
Vereadora Graça: Todos receberam indenização também? E os direitos deles?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: Todos os funcionários estão registrados na ACERT? Esses funcionários – 108, todos foram registrados na ACERT ou foram registrados em outra empresa que presta serviço na ACERT?
Cristiane: Todos são registrados na ACERT.
Vereadora Graça: Existe uma outra empresa que faz assessoria, faz algum trabalho com a ACERT?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: A senhora tem mantido contato com o senhor Carlos Anderson?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: Qual foi a última vez?
Cristiane: Mais de trinta dias, também. Foi um contato de vê-lo. Não foi de conversa. Faz muito tempo. Faz muito tempo que eu não converso com ele.
Vereadora Graça: Obrigada.
Vereador Mário Ortiz: A senhora Edmara, qual era a função dela na ACERT?
Cristiane: A Edmara foi sócia. Não é mais.
Vereador Mário Ortiz: Qual é o vínculo atual dela com a ACERT?
Cristiane: Nenhum.
Vereador Mário Ortiz: Ela tem algum recebimento por parte da ACERT? Ela recebe algum pagamento? Tem algum vínculo com a ACERT?
Cristiane: Não.
Vereador Mário Ortiz: A senhora faz a contabilidade da empresa, portanto a senhora emite todos os balancetes, balanços, documentação contábil?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: Qual é o valor que a empresa paga para a sócia Sandra?
Cristiane: Não sei te informar. A Sandra não é sócia mais.
Vereador Mário Ortiz: Enquanto sócia? Quanto ela retirava mensalmente?
Cristiane: Não sei. Não lembro de valores.
Vereador Mário Ortiz: Ela tinha algum recebimento?
Cristiane: Tinha.
Vereador Mário Ortiz: Eu solicito à depoente que nos envie a relação de pagamentos feita à sócia Sandra. Todos os pagamentos feitos a ela.
Qual é o montante que a Prefeitura deve para a ACERT?
Cristiane: Aproximadamente um milhão.
Vereador Mário Ortiz: Esse um milhão refere-se aos serviços prestados em quais meses?
Cristiane: De julho a setembro.
Vereador Mário Ortiz: A senhora pode fazer remessa a essa Comissão do Contrato que deu origem a esse pagamento não recebido
Cristiane: Posso.
Vereador Mário Ortiz: Tipo do contrato que foi feito, modalidade da licitação, enfim toda a documentação que deu origem a esse faturamento feito pela ACERT para a Prefeitura. Também vamos fazer a solicitação dessa documentação à própria Prefeitura. Fica já registrado, para que a Secretaria desta Comissão requisite essa documentação da Prefeitura.
Vereadora Graça: Gostaria de saber onde você fica atualmente?
Cristiane: Quando os funcionários me ligam eu vou até o escritório e atendo. Eu fico em casa.
Vereadora Graça: Registrando. Gostaria que você enviasse a folha de pagamento da ACERT.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Você entrou em dezembro na ACERT. Antes você trabalhava no Carlos Contábil, certo? Quando foi seu desligamento no Carlos Contábil?
Cristiane: Certo. Dezembro. Novembro de 2008 (desligamento)
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Em dezembro você já entrou na ACERT? Quem convidou você para participar da ACERT?
Cristiane: O Gustavo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Nesta época o Gustavo já era sócio da empresa?
Cristiane: Não. Ele fez uma indicação pro Marcelo, me colocou em contato com ele. Eu comecei a trabalhar.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Você já deve ter sido orientada pelos seus advogados. Aqui é uma Comissão de Inquérito, é uma coisa séria, você sabe que está sendo gravada, sabe que vai para o Ministério Público, você tem consciência disto. Na CEI da HOME CARE você colocou que a Patrícia, esposa do Carlos Anderson trabalhou na ACERT. De quando a quando ela foi funcionária da ACERT?
Cristiane: De janeiro a setembro. Registrada pela ACERT
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ela (Patrícia) fazia o que na empresa?
Cristiane: Fazia serviços externos. Contatos com fornecedores. Pagar conta no banco. Pesquisar preço.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Sabe o valor que ela recebia?
Cristiane: R$ 1.600,00.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ela (Patrícia) tinha alguma gratificação? Sabe dizer quanto?
Cristiane: Sim. Acho que mais R$ 1.600,00.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão
Então o valor dela mensal era de R$ 3.200,00?
Cristiane: Sim.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Sabe me dizer a média salarial da empresa de quanto era?
Cristiane: R$ 673,00.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Não sei se você pode me dizer, qual era o seu salário?
Cristiane: R$ 1.200,00.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Você não tinha nenhuma gratificação?
Cristiane: Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quem eram as pessoas que tinham gratificação?
Cristiane: Funcionários do PS tinham gratificação- 20% do salário.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão
Quem tinha um pouco a mais era a Patrícia?
Cristiane: Era.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: A sua função na ACERT qual era?
Cristiane: Gerente do Departamento Pessoal.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: A Sandra, como já foi dito nos depoimentos anteriores, ela entrou em razão dos serviços contábeis que ela fazia. Só ela (a Sandra) fazia a parte de contabilidade? Você também fazia?
Cristiane: No começo só ela fazia.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Qual o período?
Cristiane: Do começo da empresa até dezembro, ela era responsável pela parte contábil.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Você sabe me dizer quem é o dono da ACERT?
Cristiane: O Gustavo e o Marcelo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Você sabe se o Carlos Anderson tinha parceria? Se ele é dono também? Contribuinte da empresa? Sócio investidor?
Cristiane: Não. Não. Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O Carlos Anderson não tem nenhum vinculo com a empresa? Da ACERT?
Cristiane: Não. Não tem.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O que levou você a doar na campanha do Roberto Peixoto?
Cristiane: Acreditar na campanha. Estar dividindo a sala com uma pessoa que estava fazendo a prestação de contas me deixou por dentro da política.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Qual o valor que você doou?
Cristiane: R$ 1.000,00.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Existiu alguma promessa? Alguém chegar e falar: olha se eu ganhar a eleição...
Cristiane: Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quem era responsável pelo depósito? Pelo almoxarifado?
Cristiane: Era a Juliana Valentim de Oliveira.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quantas pessoas trabalhavam no almoxarifado?
Cristiane: Mais ou menos umas dez pessoas.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão
Tinha alguém da Prefeitura que trabalhava lá? Quem?
Cristiane: Tinha. Que eu conheci foi o Sandro. Ultimamente mudou. Eu não sei dizer o nome dessa última pessoa.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Nome inteiro do Sandro?
Cristiane: Não sei.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quem fazia o controle de distribuição do medicamento? O que chegava nos PAMO´s? Relatório?
Cristiane: Era a Juliana.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: No almoxarifado tinha rede de internet, rede própria, telefone?
Cristiane: Não. Não tinha. Telefone, sim, mas era da Prefeitura.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Sabe me dizer qual era o telefone?
Cristiane: Não sei.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quem fazia o pagamento dos funcionários?
Cristiane: O pagamento era feito “on line”. Alguns poucos funcionários que não abriram conta no banco recebiam comigo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Qual o número de pessoas que faziam este tipo de recebimento (com você)?
Cristiane: Mais ou menos umas dez pessoas.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: E as outras noventa e oito pessoas?
Cristiane: Era “on line”.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: A senhora conhece o filho da Sonia Betim?
Cristiane: Não conheço, mas converso com ele por telefone.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ele é funcionário da empresa ACERT? O que ele faz para a ACERT?
Cristiane: Não é funcionário. Ele é um prestador de serviço. Ele me auxilia em dúvidas trabalhistas.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ele recebe para isto? Sabe qual o valor?
Cristiane: Sim. Não sei quais valores.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Só por telefone? Assessoria? Ele tem alguma empresa de prestador de serviços? Escritório?
Cristiane: Não. Que eu saiba não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Como vocês chegaram a convidá-lo para fazer assessoria?
Cristiane: Não sei. Acho que foi o Gustavo que fez o contato. O Marcelo... não sei...
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Qual foi o último contato que você teve com o Carlos Anderson?
Cristiane: Eu o vi há uns trinta dias, mas contato faz muito tempo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Nos últimos vinte, trinta dias você não esteve com ele? Em lugar nenhum?
Cristiane: Não.
Vereador Mário Ortiz: Qual o vínculo que tem o filho da Chefe de Gabinete (do Prefeito) com a ACERT?
Cristiane: Ele é um prestador de serviços. Ele me auxilia em dúvidas trabalhistas.
Vereador Mário Ortiz: Ele é registrado como funcionário da empresa
Cristiane
Não. Não é registrado.
Vereador Mário Ortiz: Qual o valor que ele recebe mensalmente?
Cristiane: Não me lembro de valor.
Vereador Mário Ortiz: Consta dos balancetes da ACERT os pagamentos para ele?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: Não consta da folha de pagamento por que é funcionário autônomo?
Cristiane: Isso.
Vereador Mário Ortiz: Gostaria de requisitar os pagamentos feitos a ele. (filho da Chefe de Gabinete). Como pessoa física ou como pessoa jurídica ele presta serviço.
Cristiane: Como pessoa física.
Vereador Mário Ortiz: A esposa do gerente de compras da Prefeitura é funcionária da empresa?
Cristiane: Foi funcionária.
Vereador Mário Ortiz: Até quando?
Cristiane: Até 2 de setembro. Se eu não me engano.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Gostaria de passar algumas imagens. Peço a TV Câmara. Problemas? Você teve contato com o Marcelo ou com o Gustavo? Há quanto tempo mais ou menos?
Cristiane: Sim. O Marcelo vi hoje. O Gustavo na quinta-feira, acho que foi a última vez que estive com ele.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O Carlos Anderson não estava junto com vocês?
Cristiane: Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Há umas duas semanas vocês estavam indo para algum lugar? Juntas? Conhece essa imagem? (vídeo)
Cristiane: Acho que foi o dia que fomos pra São Paulo. A Sandra estava junto.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quando foi? O Carlos Anderson não estava com vocês?
Cristiane: Há umas duas semanas. Não. Não estava.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quem estava indo pra São Paulo? Sabe me dizer? (continua o vídeo)
Cristiane: Estava eu, o Gustavo, a Sandra, e acho que o Marcelo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Vou colocar mais uma imagem. Veja se você consegue identificar o local?
Cristiane: Conheço. É o escritório do Advogado – Dr. Marcelo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O advogado de vocês não é o mesmo do Carlos Anderson? E de maneira nenhuma vocês estiveram juntos?
Cristiane: Não. Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Esta é a fachada do escritório? (vídeo) (do Dr. Marcelo) Vocês nunca estiveram juntos lá? (Vocês e o Carlos Anderson)
Cristiane: É a fachada. Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Tem certeza disso?
Cristiane: Tenho.
Vereador Chico Saad: Quando fala que o Sandro trabalhava junto, eu quero saber: ele trabalhava junto com o que? Na outra CEI que fizemos, o Sandro fazia parte de auditoria?
Cristiane: Ele fazia a conferência.
Vereador Chico Saad: Quando fala: trabalhando junto, quer dizer que fiscalizava não que ajudava a ACERT?
Cristiane: Sim. Fiscalizava.
Vereador Chico Saad: Precisa ficar claro isso. Por que o filho da D. Sonia era consultado? Ele era indicado?
Cristiane: Eu não sei dizer se foi o Gustavo ou o Marcelo que fez o contato com ele e me passou o número de telefone para tirar qualquer dúvida na parte trabalhista.
Vereador Chico Saad: Ele é advogado?
Cristiane: Acho que não.
Vereador Mário Ortiz: Se ele não era advogado, como ele presta serviço de autônomo?
Cristiane: Ele fez a faculdade mas não tem o registro. Não tem a OAB, mas tem anos de experiência.
Vereadora Graça: Desde quando ele (filho da Sonia Betim) tem esse contrato, presta serviços para a ACERT?
Cristiane: Há mais ou menos dois meses. (últimos)
Vereador Chico Saad: O contrato com a ACERT acabou mês passado.
Vereador Mário Ortiz: Vocês continuam tendo prestação de serviço lá? Parou quando?
Cristiane: Não. Parou dia 23 de setembro. Seria só a Farmácia Popular.
Vereador Mário Ortiz: Foram nove meses de contrato?
Cristiane: Sim.
Vereador Chico Saad
Com a Prefeitura não tem mais nada?
Cristiane: Tem. Tem a Farmácia Popular.
Vereador Chico Saad: Farmácia popular é a federal? Que é um convênio?
Cristiane: Sim.
Vereador Chico Saad: O César (filho da Sonia Betim) continua dando essa assistência?
Cristiane: Sim.
Vereador Chico Saad: Obrigado.
Vereador Mário Ortiz: Hoje, quantos funcionários tem a ACERT?
Cristiane: Em torno de vinte funcionários.
Vereador Mário Ortiz: Tem débitos trabalhistas?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: Sabe o montante?
Cristiane: Não.
Vereador Mário Ortiz: Mas isto não fica registrado na contabilidade da empresa?
Cristiane: Fica, mas eu não me recordo. Não me lembro.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: A Farmácia Santa Catarina teve o contrato com a ACERT?
Cristiane: Não sei te informar. O contrato com a Santa Catarina foi antes de eu entrar. Não sei informações sobre ela.
Vereadora Graça: Desde que você entrou a ACERT prestou serviços para outras empresas além da Prefeitura?
Cristiane: Não.
Vereadora Graça: E hoje, os vinte funcionários estão trabalhando aonde?
Cristiane: Na Farmácia Popular. Tem gestantes que estão afastadas, os que estão trabalhando estão na farmácia popular e eu no escritório.
Vereadora Graça: O escritório não funciona mais?
Cristiane: Ele está fechado momentaneamente.
Vereadora Graça: Todos os funcionários que precisarem entrar em contato com você tem o seu telefone?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: Qual o serviço que a esposa do gerente de compras da Prefeitura executa na ACERT?
Cristiane: Executava. Ela saiu em setembro. Ela era registrada como gerente administrativa e fazia serviços externos. Contatos com fornecedor, pesquisa de preços.
Vereador Mário Ortiz: Ela tinha horário de trabalho na ACERT?
Cristiane: Acho que não. Eu não tinha muito contato com ela. Ela ficava mais na rua.
Vereador Mário Ortiz: A senhora tinha horário de trabalho? Os demais funcionários tinham horário de trabalho?
Cristiane: Sim. Sim.
Vereador Mário Ortiz: Por que ela não tinha.
Cristiane: Eu não sei informar o horário dela. Ela fazia serviço de rua. Mas, creio que ela tinha horário. Todo funcionário tem que ter.
Vereador Mário Ortiz: A senhora faz o apropriação dos pontos dos funcionários. A senhora apontou o ponto dela. Mesmo assim a senhora não sabe dizer o horário dela?
Cristiane: Não. O meu horário é das 8h às 17horas. O dela por ser externo, poderia entrar as 7h e sair as 4h (16h). Compensar horário.
Vereador Chico Saad: Senhor Presidente, no caso de gerente comercial não tem horário fixo. Ele tem uma missão para cumprir.
Vereador Mário Ortiz: Quem falou que ela era “comercial” foi o senhor e não a Cristiane. Não temos essa informação concreta.
Vereador Chico Saad: Antes, ela (a Cristiane) falou que ela (Esposa do Carlos Anderson) fazia serviços externos.
Vereador Mário Ortiz: Fazer serviços externos é uma coisa. Gerente Comercial é outra. Nós temos que saber que tipo de vínculo que ela tem. O senhor há de convir que por mais que a gente queira não levantar julgamentos precipitados, não podemos fazer isto, temos que chegar ao final da apuração, no mínimo é estranho que a esposa do gerente de compras seja funcionária de uma empresa que foi contratada pelo gerente de compras. Ao mesmo tempo que é estranho que o filho da Chefe de Gabinete preste serviços para a empresa. Estamos procurando eliminar as dúvidas para poder emitir um julgamento.
Vereador Chico Saad: Seria interessante perguntar, por que ela foi ser funcionária da ACERT?
Vereador Mário Ortiz: A senhora sabe a formação dela? (esposa do Carlos Anderson)
Cristiane: Não sei.
Vereador Mário Ortiz: Na verdade, acho que ela (Cristiane) não é o melhor canal para perguntar. Teria que perguntar para o proprietário. O que ela (Cristiane) tem de concreto é o que ganha e o que faz. Isto quem cuida do pessoal tem que saber.
Vereador Chico Saad: A Dona Sandra já fazia este tipo de trabalho?
Cristiane: Não sei informar.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Cristiane, você falou que a única que tinha gratificação dentro do escritório era a Patrícia. Depois os funcionários que trabalhavam nos PS tinham 20% em cima do salário.  Qual a razão desta gratificação e o que ela fazia para merecer esta gratificação?
Cristiane: Não sei. O contato dela foi com o Gustavo ou com o Marcelo, não sei. Foi o combinado entre eles. O motivo não sei te informar.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ela tinha 100% sobre o salário dela. Tinha o dobro do salário dela. Quem fez o convite para o César trabalhar lá (ACERT)?
Cristiane: Não sei dizer qual dos dois sócios fizeram o contato.
Vereador Jeferson: Você falou que era funcionária do escritório de contabilidade e foi alçada do escritório para a ACERT, certo?
Cristiane: Não. Não foi isto que aconteceu. Eu pedi demissão em novembro, por motivo de desentendimento com pessoa lá de dentro e em dezembro surgiu o convite para eu trabalhar na ACERT.
Vereador Jeferson: Fora você que trabalhava neste escritório (Carlos Contábil), mais alguém saiu para trabalhar na ACERT?
Cristiane: Não.
Vereador Jeferson: Quem é o proprietário deste escritório?
Cristiane: Carlos Anderson.
Vereador Jeferson: Quem é o proprietário da ACERT?
Cristiane: Gustavo e Marcelo.
Vereador Jeferson: Você colocou que a ACERT fez uma contabilidade de um Prefeito, mas não sabe qual é o prefeito?
Cristiane: O prefeito é o Roberto Peixoto. Não sei mais detalhes. Vereadores, Vereadoras, não sei te informar.
Vereador Jeferson: Você fez uma doação de R$ 1.000,00 para a campanha, por livre e espontânea vontade ou por orientação do proprietário da ACERT?
Cristiane: Por espontânea vontade.
Vereador Jeferson: Naquelas imagens que foram colocadas (vídeo de hoje), você falou que em momento algum encontrou com o Carlos Anderson em São Paulo. Você confirma isto aí? É importante, pois é uma CEI e se faltar com a verdade recai sobre o depoente. Não pode faltar com a verdade. Você afirma categoricamente que não esteve com o Carlos Anderson em São Paulo? e nesta reunião que vocês tiveram com o advogado foi para tratar sobre a ACERT? Sobre a questão da CEI?
Cristiane: Sim. Sim.
Vereador Jeferson: Você falou que no Star Shopping, onde tem o escritório da ACERT ele (escritório) está fechado mediante ameaças, isso? Que tipo de ameaças?
Cristiane: Por medo de ameaças. Eu já recebi ameaças. Trotes. Ofensas. Querem encontrar com a gente para resolver valores...
Vereador Mário Ortiz: Quem fez as ameaças?
Cristiane: Funcionários.
Vereador Mário Ortiz: Funcionários que não receberam?
Cristiane: Isso.
Vereador Jeferson: A dívida da Prefeitura com vocês continua? Um milhão?
Cristiane: Continua.
Vereador Jeferson: Vocês tinham cento e oito funcionários, quantos receberam rescisão?
Cristiane: Pouco menos da metade.
Vereador Jeferson: Os outros não receberam ainda? E a Prefeitura não pagou?
Cristiane: Não.
Vereador Jeferson: Você é da empresa ainda?
Cristiane: Sim.
Vereador Jeferson: Você não está recebendo nada? Trabalha sem receber?
Cristiane: Sim.
Vereador Jeferson: Confiando no dia em que você vai receber o seu salário?
Cristiane: Sim. Mas estamos em contato com os advogados e sei que as medidas necessárias estão sendo tomadas. Estou esperando sair o valor.
Vereador Jeferson: Eu sinto que você está nervosa? Está tensa?
Cristiane: É a situação.
Vereador Jeferson: Eu admiro você falar a verdade. É uma situação complicada. Não gostaria de estar na sua pele. Uma pessoa importante, que faz pagamentos, a Prefeitura está devendo, não está pagando, a firma praticamente não está operando e uma CEI de grande importância nesta Casa. O senhor Gustavo e o Marcelo, estes dois senhores, não trabalhavam no escritório de contabilidade?
Cristiane: O Gustavo prestou serviço de prestação de contas. Ele não era funcionário.
Vereador Jeferson: O Gustavo é dono da ACERT?
Cristiane: Sim. Mas ele começou como funcionário.
Vereador Jeferson: Quem começou como dono?
Cristiane: A ACERT foi fundada pela Sandra e pela Edmara. Depois passou para o Marcelo, depois para o Gustavo, depois retornou para o Marcelo.
Vereador Jeferson: A Sandra e a Edmara abriram mão e passaram para o Marcelo?
Cristiane: A Sandra não é sócia mais.
Vereador Jeferson: Quero agradecer você não estar faltando com a verdade. Fique tranqüila, a CEI não é inquisição. A CEI é para apurar os fatos.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Todos os funcionários estão sem receber? Ou só alguns?
Cristiane: Mais ou menos, 60 pessoas. 50 a 60 pessoas.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: A Patrícia recebeu em dia?
Cristiane: A Patrícia recebeu. Ela saiu no começo de setembro. O que ela tinha para receber já recebeu.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ela foi uma das funcionárias que recebeu tudo? Inclusive a gratificação? Os outros 60 não receberam?
Cristiane: Sim.
Vereador Mário Ortiz: A senhora cuida do Departamento de Pessoal. É comum a empresa ACERT receber indicações de ex-funcionários da Prefeitura para trabalhar lá?
Cristiane: Não.
Vereador Mário Ortiz: Em algum momento uma funcionária teria deixado a Prefeitura, chamada Olivia, foi contratada pela empresa ACERT?
Cristiane: Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão
Você conhece o Melo?
Cristiane: Não cheguei a conhecer, mas sei que ele prestou serviços no almoxarifado.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Ele era funcionário da ACERT? Tempo
Cristiane: Não. Não era funcionário. Era prestador de serviços. Não sei.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Quantos prestadores de serviços tinha a ACERT?
Cristiane: Ultimamente foram três: o César, o Melo e a Sandra. A Sandra saiu como sócia, mas continuou como prestadora de serviços.
Vereadora Graça: Vocês foram ao advogado em São Paulo. Quem indicou este advogado?
Cristiane: Não sei te informar.
Vereador Mário Ortiz: Algum dos proprietários tem algum outro tipo de negócio, outra empresa?
Cristiane: Que eu saiba não.
Vereador Mário Ortiz: Nenhum negócio de entrega de medicamentos, de produtos para emagrecimento?
Cristiane: Não. Não. Que eu tenha conhecimento, não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O Marcelo falou que a ACERT fez um empréstimo bancário para pagar os funcionários e está sem condições de fazer outros empréstimos. Como vai ficar a situação dos funcionários?
Cristiane: Esgotaram todas as fontes. O advogado entrou com uma ação e a gente está aguardando o desbloqueio do pagamento.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: O advogado de vocês não é o mesmo do Carlos Anderson?
Cristiane: Não.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Nunca estiveram juntos? (mais uma vez)
Cristiane: Não.
Vereador Mário Ortiz: Nós vamos encerrar. O que você disse aqui é a expressão da verdade, sob as penas da lei. Você confirma todas as declarações que você deu aqui, especialmente esta de que você nunca foi a São Paulo para tratar de assuntos referentes a ACERT na companhia do gerente de compras da Prefeitura?
Cristiane: Confirmo.
Vereador Rodrigo Luis Silva – Digão: Em São Paulo vocês não estiveram com a Edmara?
Cristiane: Com a Edmara, sim. A Edmara foi. A gente se encontrou lá.
Vereador Mário Ortiz: Hoje a Edmara é funcionária da Prefeitura?
Cristiane: É.
Vereador Mário Ortiz: E o que ela (Edmara) foi fazer lá?
Cristiane: Não sei. Ela foi para esclarecimentos sobre a CEI.
Vereador Mário Ortiz: Ela não é funcionária da Prefeitura? Como ela foi fazer esclarecimento para o advogado que presta serviço para a empresa que presta serviço para a Prefeitura
Cristiane: Ela é. Não sei te informar. Orientações por estar representando a empresa.
Vereador Mário Ortiz: Estamos encerrando os trabalhos por hoje. Obrigado pela sua participação, pela sua colaboração com esta CEI.