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terça-feira, 16 de agosto de 2011

NABA DA PF VOA BAIXO EM TAUBATÉ: TALVEZ ESTEJA PROCURANDO O BOM CONSELHO

A Polícia Federal esteve nesta terça-feira (16/08) no lixão da Prefeitura (sem trocadilho, por favor), onde estariam enterrados os remédios vencidos e que foram objeto de investigação por parte da CEI presidida pelo vereador Mário Ortiz (DEM). Passaram mais de oito horas revirando o lixo em busca de provas que possam incriminar o prefeito canastrão.

SIGILO
A investigação da PF é sigilosa. Após a busca no lixão, os agentes deixaram o local sem dar entrevista. A busca deve continuar amanhã (17/08). O prefeito canastrão não poderá fazer reuniões no local. Ele está interditado até que as buscas terminem.

DESMENTIDO
O secretário de Saúde do município, Pedro Henrique Silveira, disse à CEI, em 2009, que os remédios com validade vencida foram incinerados por uma empresa, no que foi desmentido. A ITT, que seria a empresa responsável pela incineração, em nota enviada aos vereadores desmentiu a versão dada por Pedro Henrique.

MOTORISTA
Talvez a turma do Bom Conselho não saiba, mas a PF já tomou depoimento do motorista que teria levado os remédios para serem enterrados no lixão. Se prepare canastrão. Brevemente você vai passar mais uma temporada no xilindró e não vai ser apenas por cinco dias.

PREOCUPAÇÃO
Tem vereador que não vai dormir direito nos próximos dias. Brincaram de bandidos com a população e não cassaram o canastrão, agora vão brincar de bandidos com a Polícia Federal. É o que vocês merecem: cadeia.

DECANTAÇÃO
Passada a ressaca pela não cassação do prefeito canastrão, graças à omissão de seis vereadores (Ary Filho, Chico Saad, Henrique Nunes, Luizinho da Farmácia, Maria Teresa Paolicchi e Rodson Lima), a Polícia Federal deve fechar o cerco sobre a Câmara Municipal. Estes não terão tranquilidade para dormir. A decantação está apenas começando.

VILLELA
Um amigo, muitíssimo bem informado sobre os bastidores políticos de Taubaté me assegurou que o vereador Alexandre Villela (PMDB) não jogou para a torcida quando votou a favor da cassação de Peixoto. Quando o vereador disse a este blog que votaria pela cassação, no velório do jornalista José Antonio de Oliveira, estava falando sério e que naquela época (final de junho), havia dez vereadores dispostos a cassar o prefeito canastrão.

PROJETO
Alexandre Villela, segundo esta mesma fonte, não sairia de vice-prefeito com Padre Afonso (PV) ou Ortiz Júnior (PSDB). Ele deve permanecer no PMDB e lançar-se candidato à reeleição em 2012. Adiaria para 2014 seu projeto de candidatar-se a deputado estadual ou federal.

DÚVIDA
A dúvida que me persegue é saber quais vereadores eram pela cassação de Peixoto e depois mudaram de idéia. Façam suas apostas. Pelo que me contaram, até Henrique Nunes esteve disposto a defenestrar Peixoto da Prefeitura. Será?

DESTINO
A vice-prefeita Vera Saba decide nesta quinta-feira (18/08), após reunião com a cúpula do PT paulista, sua situação no partido. A tendência é que Vera Saba deixe, com dor no coração, o PT. Seu destino pode ser o PSB, embora o PPS não esteja descartado.

PROBLEMA
Vai ser um problemão para Vera Saba o PSB que, em São Paulo, é aliado do PSDB e em Taubaté deverá ter a vereadora Graça como candidata a vice-prefeita na chapa do PSDB.

REFORÇO
PPS oferece legenda para a médica Rita de Cássia Bittar disputar as eleições
O PPS poderá ter como reforço a médica Rita de Cássia Bittar que, além de competente, é funcionária municipal exemplar e dedicada à causa social. Um nome forte que surge para candidatar-se à Câmara Municipal.

DENÚNCIA
A doutora Rita de Cássia é a mesma que teve coragem de enfrentar o prefeito canastrão e denunciar o aumento de óbitos que ocorreram em Taubaté entre o final de 2008 e o primeiro semestre de 2009 por falta de medicamentos nos postos de saúde.

CONSCIÊNCIA
O vereador Mário Ortiz (DEM) escreveu a mensagem que reproduzo abaixo, sobre o resultado da não cassação do prefeito Roberto Peixoto (PMDB)

Minha consciência, meu compromisso

Taubaté acompanhou em suspense a votação do Processo de Cassação do mandato do atual Prefeito , ocorrido na última sexta-feira, 12 de agosto de 2011. Essa data entra para a história política da cidade.

Enfrentando acusações gravíssimas, a lógica seria a da cassação do mandato, como efeito profilático necessário. Não se tratava simplesmente de uma contenda política, como muitos tentaram desqualificar os trabalhos da Comissão Processante e os dados levantados pela CEI que produziu as provas. A CEI da ACERT, cujos resultados foram aprovados por unanimidade na casa de leis no ano de 2010, produziu incontestáveis apurações. Elas foram vitais para a ação do Ministério Publico que aprofundou ainda mais as investigações.

Faço parte atual legislatura de vereadores que, infelizmente, proporcionou o resultado favorável ao Prefeito, ignorando as fartas provas presentes no processo. Mantive-me firme a meus princípios, votei pela cassação. Eu e mais sete companheiros. Vencemos por oito votos a seis, mas não conseguimos a maioria absoluta dos dez votos necessários para se fazer justiça. Seis companheiros preferiram a não cassação. E esses seis votos, dentre catorze possíveis, determinaram o resultado final.

Respeito todos os votos dos companheiros. O livre arbítrio na hora do voto é inerente ao cargo. Mas lamento profundamente o desfecho ocorrido na última sessão extraordinária da Câmara Municipal. Este é o meu posicionamento sincero! Não querer enxergar e se abster de varrer de vez o comportamento deformado de uma administração que não se furta a jogar o nome de Taubaté na lama e seguidamente, não condiz com a tradição da cidade. É este o meu aberto entendimento.

Tenho consciência que, mesmo votando favoravelmente a cassação, estarei sujeito ao julgamento histórico de ter participado de um colegiado que se omitiu a corrupção e não tomou providências de coibir, no mínimo, a omissão do Executivo quando fatos graves, na administração municipal, ocorreram e foram comprovados.

O que me conforta é poder estar em paz com a minha consciência. Fiz o que de mim esperavam os quase seis mil eleitores que me levaram a um mandato de vereador. Não me omiti em nenhum momento e me expus ao limite, ao contrário de algumas lideranças políticas que apoiavam discretamente a cassação do mandato do Prefeito, mas que no fundo esperavam pela sua absolvição e permanência de modo a facilitar caminhos e discursos nas eleições municipais do ano que vem.

Nenhum desses líderes estava lá presente, articulando, pressionando. Preferiram a comodidade do discurso e certamente tentarão capitalizar o fracasso da cassação como se também derrotados eles fossem. Nem mesmo novos líderes, que já se apresentam visando 2012, estiveram na articulação pela limpeza de Taubaté. Lamentável!

A luta continua e nela permaneço. Continuarei honrando o meu mandato, trabalhando com seriedade e equilíbrio, buscando obter resultados para a população e sabendo que, uma vez encerrado este processo de cassação, Taubaté precisa ir para frente e, portanto precisa ser governável.  Daqui para frente, penso que duas linhas de conduta precisarão ser adotadas: fiscalização forte e bom senso nas atitudes, de modo a não travar de vez a nossa já sofrida e humilhada administração pública e prejudicar ainda mais a cada um de nós que aqui vivemos.

Vereador Mário Ortiz