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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BOA NOTÍCIA: HENRIQUE NUNES DIZ QUE NÃO SERÁ CANDIDATO EM 2012

O vereador Henrique Nunes (PV) postou no blog do jornal Contato, terça-feira (13/08), artigo sobre a absolvição do prefeito canastrão, que acabou de completar um mês. Graças ao trabalho de bastidor do vereador verde, cinco parlamentares o acompanharam e decidiram que absolveriam Peixoto, quando todas as evidências apontam para a sua culpabilidade.
Henrique Nunes na sessão que absolveu o prefeito canastrão
O desserviço que Henrique Nunes prestou à cidade de Taubaté jamais será esquecido pela população. O povo jamais esquecerá que foram traídos por Ary Kara José Filho, Chico Saad, Henrique Nunes, Luizinho da Farmácia, Maria Teresa Paolicchi e Rodson Lima. Abaixo, o artigo do vereador Henrique Nunes para justificar o injustificável:

O processo de cassação em Taubaté

Um grupo de pessoas mal intencionadas tem atacado sistematicamente este vereador, com ofensas à honra, ferindo a moral daqueles que a tem, como é o meu caso. O pior é que, alguns órgãos de imprensa têm refletido nas suas páginas tais acusações, sem ouvir o outro lado. Para tanto, muito embora já tenha feito na tribuna da Câmara, passo a justificar meu voto.

Em primeiro lugar, destaco que, em nenhuma das duas eleições do atual prefeito, o tive como meu candidato. Na sua primeira eleição, teve seu nome indicado pelo ex-prefeito Bernardo Ortiz como o apoio do deputado Pe. Afonso mais 14 vereadores da época. Já na reeleição, teve ao seu lado o PT do Lula, bem como a população que o levou ao segundo mandato.

Oscilei entre oposição e situação nestes sete anos de mandato e, no momento da Comissão Processante, dava-lhe “sustentação política” junto a um grupo de vereadores, inclusive com a indicação do atual secretário de Serviços Públicos, ou seja, não primava do “quanto pior, melhor”, pois o prefeito de plantão era o atual que, escolhido pela segunda vez, tem a legitimidade do cargo.

Diante de uma série de acusações e ainda, com o episódio de sua prisão temporária, que se deu segundo o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Jorge Mussi, de maneira arbitrária, abusiva, na sua decisão. Mais fácil seria abandoná-lo politicamente e votar a sua cassação, porém, não é do meu perfil esse tipo de procedimento. Não nasci político, honro meus princípios, não dou a última estocada a quem já está ensangüentado, não piso na garganta de quem está caído.

Há quem interessa a mudança de governo faltando um ano para as eleições? Qual PT assumiria? O PT Paolocci  e do Zé Dirceu ou PT de Taubaté, que apóia o prefeito?

Parece-me que o quadro político sofreria uma reviravolta pouco interessante para Taubaté. Fiz o meu papel como político e como pessoa. Nada tenho contra o voto de cada um de meus pares, cabe a eles se justificarem perante a sociedade.

Não quero entrar no mérito da Comissão Processante quanto às acusações e a alegação da defesa, pois o voto é político num processo de cassação aqui ou em qualquer lugar.

Volto a repetir, não foi com o meu voto que o atual prefeito está lá, aliás, o eleitor foi quem o elegeu cinco vezes – duas vezes vereador, uma vice-prefeito e duas vezes prefeito.

Esta é a minha justificativa. Caso você não aceite, saia candidato nas próximas eleições, se eleja e vote do meu lugar, pois não sou mais candidato a vereador.
Acho que já fiz a minha parte, com três mandatos de vereador, sendo duas vezes presidente da Câmara, além de uma candidatura a prefeito e uma a deputado federal. Tenho a sensação do dever cumprido.

HONRA
O filósofo grego Diógenes de Sínope, o Cínico, procurava com uma lanterna um homem honesto. A história da filosofia não diz se ele teve sucesso em sua busca. No dias atuais, precisaríamos de muitos holofotes potentes para encontrar um homem honrado – não confundir honra com honestidade, pois esta pertence àquela.

RECONHECIMENTO
Uma pessoa honrada é reconhecida pelos amigos, pelos conhecidos e até pelos adversários. Um homem honrado não precisa bater no peito e dizer que tem honra. Basta que ele seja reconhecido como um homem honrado.

DUBIEDADE
As posições ambíguas de Henrique Nunes ao longo do processo de cassação do prefeito Roberto Peixoto foram marcantes desde a aprovação da comissão processante.

NOVA YORQUE
No dia 11 de maio de 2011, quando foi aprovada a instalação da comissão processante pela Câmara Municipal, o vereador Henrique Nunes produziu a frase que inspirou minha postagem de 12 de maio, que passo a reproduzir:

CÂMARA SÓ NÃO CASSA PEIXOTO SE ELE TRANSFORMAR TAUBATÉ EM NOVA YORK NOS PRÓXIMOS DOIS MESES

O título desta postagem não é de minha autoria. Foi inspirado em frases que ouvi de vereadores na tarde de quarta-feira (11/05), ainda no plenário da Câmara Municipal, após a estrondosa derrota que o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) sofreu na votação para a criação de comissão processante para apurar possíveis irregularidades na contratação, pela Prefeitura, da ACERT.

Em 2009, uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) apurou as possíveis irregularidades do contrato com a ACERT. O vereador Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), relator da comissão, apresentou um substancioso relatório, que poderia levar à cassação de Peixoto já naquela oportunidade.

A tropa de choque de Roberto Peixoto entrou em ação e o resultado da CEI foi encaminhado ao Ministério Público. A Câmara não cumpriu e não teve coragem de cassar Peixoto.

A população se revoltou. Sobrou para todos os vereadores, mas quero abrir uma exceção para fazer justiça aos vereadores Pollyana Gama (PPS), Rodrigo Luís Silva (PSDB) e Orestes Vanone (PSDB), pela coragem de enfrentar os aliados do prefeito Roberto Peixoto e votar de acordo com os interesses da população.

Na sessão de quarta-feira (11/05), com o plenário abarrotado, treze vereadores votaram pela instalação da comissão processante:

A vereadora Graça (PSB), que postou comentário neste blog, informa que está afastada da Câmara por motivo de doença mas apóia a cassação de Roberto Peixoto.

O vereador Mário Ortiz (DEM) disse na Rádio Cacique que votaria pela instalação. Cumpriu o prometido.

Pollyana (PPS), Digão e Vanone (PSDB) mantiveram os votos pela instalação da comissão processante que haviam anunciado em outras ocasiões. A vereadora Gorete (PMN) também manteve a promessa de votar a favor da CP.

O vereador Henrique Nunes (PV), que presidiu a sessão, fez o sorteio para indicar os vereadores que comporiam a comissão processante.

O primeiro nome foi o do vereador Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB). Roberto Peixoto deve ter sentido um frio na barriga quando soube da notícia. Em seguida foi sorteado Rodson Lima (PL).

O refresco de Peixoto foi temporário. O último nome sorteado foi o da vereadora Pollyana Gama (PPS), escolhida posteriormente para presidir a CP, com Digão na relatoria e Rodson Lima na secretaria.

A prefeitura conseguiu mobilizar alguns eleitores que portavam cartazes com os dizeres “Peixoto dos pobres”. A participação destes foi involuntária, ao contrário dos demais manifestantes, que se mobilizaram pelas redes sociais e ajudaram a lotar o plenário da Câmara Municipal.