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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

IGREJA BARRA LEITURA DOMINICAL DO VEREADOR LUIZINHO DA FARMÁCIA

Ainda continua refletindo a decisão de seis vereadores de absolver o prefeito Roberto Peixoto no processo de cassação que a Câmara Municipal de Taubaté moveu contra ele. O vereador Luizinho da Farmácia sentiu na pele o desprezo popular pela sua postura contra todas as evidências a respeito dos casos de corrupção envolvendo o prefeito canastrão.

Fiéis barram leitura de Luizinho na Igreja de Santa Terezinha
Luizinho foi singelo ao justificar seu voto pela absolvição de Peixoto. Disse que ganhou duas vezes Loteria Federal. Arrancou risos de boa parte da platéia que lotava a Câmara Municipal na madrugada de 12 para 13 de agosto deste ano. Se Luizinho esqueceu seu voto pelam impunidade de Peixoto, o povo não esqueceu.

O vereador pode espernear, dizer que vai à missa pela sua religião e não pela política. Se fosse verdade, por que Luizinho participa da missa dominical das oito horas da manhã, uma das mais freqüentadas pelos católicos que vão à Igreja da Santa Terezinha? Por que tanto desejo em fazer a leitura? Só pela sua fé ou porque a leitura é ouvida centenas de fiéis que ficam à sua frente?

Pelo sim pelo nãoos fiéis repudiaram o voto do vereador Luizinho da Farmácia, pela absolvição do prefeito canastrão. Se houve retaliação ao vereador, eles deixaram claro que sabem reconhecer o valor do voto parlamentar. Os cristãos que frequentam a Santa Terezinha apenas demonstraram insatisfação com o voto venal de Luizinho da Farmácia.

Luizinho disse que há três anos realiza uma das duas leituras na Liturgia da Palavra, os Salmos Responsorial, sempre aos domingos, uma prática comum no comum no catolicismo.

Aos poucos, os vereadores que favoreceram o prefeito canastrão ocupam a tribuna da Câmara para se dizer vítima de injúrias, de ataques pessoais e de acusações levianas.

Se o vereador Henrique Nunes (PV), o primeiro e se manifestar e a culpar a imprensa por sua desdita, foi seguido pelo vereador Luizinho da Farmácia e por Maria Teresa Paolicchi, que está sob investigação pelo Ministério Público por ter em sua ONG funcionários pagos pela Prefeitura, onde deveriam prestar serviço.

Maria Teresa Paolicchi: investigada pelo MP por improbidade
A vereadora não está sendo criticada gratuitamente. Ele deu motivo para as críticas que tem recebido. Não merece o respeito nem o perdão da população. Maria Teresa usou sua força política em benefício próprio pois, segundo o MP, parte dos salários dos funcionários de sua ONG, pagos com o dinheiro do povo, são revertidos para a entidade que dirige, num flagrante desrespeito à ética e à moral. Maria Teresa Paolicchi, assim como Henrique Nunes e Luizinho da Farmácia, se desmoralizou perante os olhos dos eleitores.

Se os três avaliaram que a população esqueceria seus votos traidores uma semana depois da absolvição de Peixoto, se enganaram redondamente. Que o diga o vereador Luizinho da Farmácia e os fiéis de Santa Terezinha.