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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

KARNAS DESMONTA FRÁGIL ARGUMENTAÇÃO DE HENRIQUE NUNES, QUE NÃO SE JUSTIFICA

O brilhante jornalista e escritor Carlos Karnas analisa para este blog o artigo publicado na edição de hoje (14/09) do jornal O Vale e ontem (13/09) no blog do jornal Contato. A fragilidade da argumentação apresentada pelo vereador, devidamente desmontada por Karnas, foi tema de nossa postagem anterior (publicada abaixo desta). Eis o texto de Karnas:
Voz sufocada para nada dizer

As vozes que há mais de mês livraram o incompetente, truculento, enganador, imoral, formador de quadrilha e corrupto prefeito de Taubaté da cassação, agora -- e só agora -- começam a se justificar publicamente. É o caso do vereador Henrique Nunes (PV), em seu artigo publicado hoje no jornal O Vale.

A leitura do artigo surpreende. O vereador que defende o prefeito de Taubaté mostra-se lamentável, inconsequente, fraco, medroso e incapaz de exercer cargo legislativo. Ele mesmo se sufoca. Considera ação de pessoas "mal-intencionadas", as dezenas e consistentes manifestações populares contra a administração municipal, contra Roberto Peixoto (PMDB) e contra os vereadores apaniguados do reinado do prefeito incapaz. Queixa-se que a imprensa não ouve os que defendem a administração corrupta, a mais desastrosa da história de Taubaté.

O vereador Henrique Nunes confessa não ter sido Peixoto o seu candidato nas duas últimas eleições, mas que oscilou entre a "situação e oposição" para dar-lhe sustentação política. Também afirma que não dá estocada a quem "já está ensanguentado".

Questiona a entrada do PT na chefia do executivo taubateano, considerando-a "reviravolta pouco interessante"; foge de entrar no mérito da Comissão Processante da Câmara, quanto às acusações e defesa; diz ter sido o seu voto político e pela não cassação; acusa o eleitor por ter elegido Peixoto; e, por fim, afirma por escrito que não é mais candidato a vereador por ter "a sensação de dever cumprido".

O vereador Henrique Nunes, na sua justificativa, se desqualifica pessoalmente e mostra-se incapaz de assumir postura política competente e séria, honrada e digna. Fraco e medroso, prefere jogar toda a culpa no eleitor que elegeu o atual prefeito e para ficar na pueril zona de conforto que lhe convém.

O vereador Henrique Nunes é mentiroso. Mente ao afirmar que é atacado e não foi ouvido para as suas justificativas no processo de cassação de Peixoto. Ele só pode ser criticado, sim. Ele teve, sim, oportunidade de manifestar-se publicamente e fugiu, não o fez na ocasião.

Optou por ficar cego, mudo, submisso e espertamente ingênuo diante de irregularidades provadas e comprovadas contra o prefeito. Ele entende que a prisão de Peixoto foi arbitrária, como se nada existisse para tudo o que aconteceu e acontece. Mostrou-se medroso e inconsequente por não sustentar as suas justificativas – que não existem. O político é uma fantasia.

O vereador Henrique Nunes, representante do povo taubateano, prefere -- e claramente -- ser contra o povo e a cidade, mas totalmente a favor das irregularidades, incompetência, malversações e corrupção que se estabeleceram na administração pública de Taubaté. Diz não ter nascido político, mas pratica a política venal, acompadrada que não honra a história e os nomes dignos que forjaram o nome da cidade.

As justificativas que apresenta, só agora, parecem marcadas de falsidade de tão inconsequentes que são sem fundamentações exemplares e minimamente compreensíveis.

Há falta de personalidade. Compromete -- atenção -- o ex-prefeito Bernardo Ortiz e o deputado Padre Afonso Lobato, apoiadores de Peixoto. O vereador quer se valer da oportunidade para manter a escandalosa e ridícula figura do prefeito, sustentar a atual administração municipal, alegando faltar pouco tempo para as próximas eleições.

Ou seja, o vereador Henrique Nunes perdeu a oportunidade de ficar calado. Não justificou ou convenceu nada. Já que falou, por meio de artigo seu, revelou-se frágil e não estar habilitado para o cargo que exerce. E se não candidatar a cargo eletivo novamente, faz bem, poupa o eleitor de não cair na tentação de votar em quem não deve. Até porque, no seu artigo, Henrique Nunes não acrescenta nada e não diz abertamente a que veio. O mal que ele causou a Taubaté está feito e é irreparável, por enquanto. Ele sabe disso.