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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NOSSAS MULHERES, NOSSAS GLADIADORAS

O discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembléia Geral da ONU foi histórico por “n” motivos: em nenhum momento ela se curvou aos países ricos, reivindicou a participação dos países emergentes na solução dos graves problemas econômicos mundiais e reafirmou o reconhecimento do Brasil à Palestina como nação independente, com as fronteiras que a demarcavam em 1967, antes da Guerra dos Seis Dias promovida por Israel.

Dito isto, convido todos a meditarem sobre as nossas gladiadoras, as mulheres taubateanas envolvidas com a política local e que farão a diferença nas eleições do ano que vem, quando elegeremos o sucessor do prefeito canastrão (se ele não for defenestrado de seu trono até o fim deste ano) e renovaremos a Câmara Municipal, que passará a ter 19 vereadores.

A mulher taubateana fará a diferença nas próximas eleições.

Bendita a cidade que tem tantas mulheres comprometidas com o bem e estão dispostas a enfrentar o desafio de assumir uma Prefeitura desmantelada pela quadrilha de malfeitores nela instalada há tanto tempo ou uma cadeira na Câmara Municipal, que tem pelo menos oito vereadores comprometidos com as negociatas, como os vendilhões do templo.

Exalto, sem pejo, a forma serena e firme como a vereadora Pollyana Gama (PPS) conduziu os trabalhos da Comissão Processante na apuração das denúncias contra o prefeito Roberto Peixoto. Pollyana não se intimidou com os ataques que recebeu. Não se curvou à tagarelice do prefeito canastrão nem ao seu séquito de advogados bem remunerados, aos quais deu voz de prisão por desobediência.

Exalto, com admiração, a coragem da médica Rita de Cássia Bittar (ainda sem partido), que denunciou o caos em que se transformou a saúde pública em Taubaté graças ao desmazelo do prefeito canastrão e de seu assecla Pedro Henrique Silveira, com dezenas de mortes por falta de medicamento, provavelmente.

Exalto, por merecimento, a vereadora Maria da Graça (PSB), que soube conduzir a malfadada sessão de 12 para 13 de agosto de 2011, na qual o prefeito canastrão foi absolvido. Graça presidiu com firmeza a reunião e votou pela cassação de Peixoto. Ganhou a admiração popular por isso.

Exalto, por justiça, a postura da vice-prefeita Vera Saba (PT), que teve a dignidade de se opor à quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Bom Conselho, ao contrário de seu partido, que se apequenou diante da gravidade dos fatos que (ainda) ocorrem em Taubaté. Vera Saba foi guerreira. Deu entrevistas às emissoras de rádio e aos jornais e jamais se furtou em denunciar e criticar as mazelas comandadas pelo prefeito canastrão.

Exalto, embevecido, a coragem de mulheres como Regina Soldi, Bia Macedo, Vera Dátola Iqueda, Hélcia Freire, Fabrícia Machado, Karin Schmidt, Beatriz Luiz, Ya San Levy e tantas outras que, anonimamente, denunciam e combatem a corrupção impregnada no Palácio do Bom Conselho e na Câmara Municipal, onde contaminou todos os vereadores que votaram pela absolvição do prefeito canastrão.

Estas mulheres se destacam pelo denodo com que enfrentam esta corja. Participam de passeatas, expõem suas idéias nas redes sociais, acompanham os trabalhos dos vereadores e sabem perfeitamente quais estão comprometidos com o povo.

Bem informadas, elas estão intelectualmente preparadas para assumir o comando político nesta terra de coronéis, nesta urbe vilipendiada por um governo incompetente, onde grassa a corrupção e a demagogia barata.

As eleições municipais de 2012 estão batendo à nossa porta. A deputada federal Luisa Erundina (PSB) foi a primeira mulher eleita prefeita de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo e fez um bom governo.

Dilma Rousseff enfrenta a corrupção e corta na própria carne quando é preciso. É mulher de palavra. Prometeu, em Aparecida, onde participou de missa solene em comemoração ao Dia da Padroeira do Brasil, durante a campanha presidencial, que apuraria todas as denúncias de corrupção e quem tivesse culpa seria punido. Está cumprindo o prometido.

Para quem se interessar, dia 22 de fevereiro deste ano (há sete meses, portanto) produzi um artigo sobre "Os novos gladiadores" na política taubateana. Era o reconhecimento do surgimento de novos atores no teatro político local. Os fatos ocorridos em Taubaté nos últimos meses separaram o joio do trigo e me deram razão. Mais mulheres se juntaram aos novos gladiadores. As nossas mulheres são as nossas gladiadoras.