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sábado, 24 de setembro de 2011

PROJETO POLÍTICO DE VERA É IMPESSOAL: VICE-PREFEITA DEVE PARMANECER NO PT

A vice-prefeita Vera Saba recusou convite feito pelo deputado Padre Afonso Lobato para ingressar no PV, partido que lhe daria apoio para ter uma candidatura robusta a deputada em 2014 e a coordenação regional do PV-Mulher.

Vera agradeceu o convite do líder do PV no Vale do Paraíba e informou o deputado que continua conversando com lideranças do PT, seu partido, visando às eleições do ano que vem.

Até 7 de outubro, forçosamente, Vera tem que decidir seu destino político. A chance de Vera Saba permanecer no PT é grande porque a cúpula estadual do partido reconheceu, finalmente, que a vice-prefeita de Taubaté é importante para o futuro do partido na cidade.

Por que Vera Saba recusou o PV?

Vera recusa PV para não conviver com Henrique Nunes e Jeferson Campos
A vice-prefeita de Taubaté não disse publicamente, mas creio que a decisão de permanecer no PT se deve à presença no PV dos vereadores Henrique Nunes e Jeferson Campos.

Como se isso não bastasse, Henrique Nunes (PV) foi o grande articulador da absolvição do prefeito canastrão na sessão histórica de 12 para 13 de agosto deste ano.

Com certeza, deve ter sido dele a idéia de o presidente da Câmara Municipal, vereador Jeferson Campos (PV), encomendar o “parecer” de um escritório de advocacia de São Paulo, contrário à sessão convocada pela vereadora Pollyana Gama (PPS), que pediria o afastamento do prefeito Roberto Peixoto para que os trabalhos da Comissão Processante prosseguissem sem embaraços.

Não tenho dúvida que foi de Henrique Nunes a idéia de fazer a Assessoria Jurídica da Câmara Municipal sugerir ao vereador Jeferson Campos, presidente da Casa, que não empossasse a vice-prefeita Vera Saba enquanto o prefeito canastrão e a primeira-dama canastrona passavam um curta temporada no xilindró da Polícia Federal em São Paulo.

Nos dois episódios a participação de Henrique Nunes foi fundamental. Ele contou com a pusilanimidade do vereador Jeferson Campos, que não cumpriu seu dever de presidente de uma Casa Legislativa e se submeteu às ordens emanadas do Palácio do Bom Conselho.

No primeiro caso, ao impedir a realização de sessão extraordinária que deveria afastar Peixoto. No segundo, ao não dar posse legítima à vice-prefeita, Jeferson Campos não cumpriu sua obrigação constitucional. Medrou.

O ardil preparado por Henrique Nunes tem explicação. O projeto e o interesse do vereador são pessoais. Foi ele que reuniu a bancada da vergonha em sua casa às vésperas da sessão de absolvição do prefeito canastrão para os “acertos” finais antes da sessão de 13 de agosto.

Henrique Nunes deu de ombros ao anseio popular, que é o de ver o prefeito Roberto Pereira Peixoto o mais longe possível do Palácio do Bom Conselho.

Luizinho da Farmácia, que ganhou duas pequenas fortunas na Loteria Federal, segundo declarou ao justificar seu voto de absolvição do prefeito canastrão, pertence ao PR, que deve se aliar ao PV nas próximas eleições, ou seja, estaria ao lado de Vera Saba se ela aceitasse o convite de Padre Afonso.

O ar ficaria irrespirável para a vice-prefeita. Ela não poderia conviver politicamente com figuras que a sabotaram durante o desenrolar dos trabalhos da Comissão Processante e lhe fizeram propostas que deixariam Maluf corado de vergonha.

Vera Saba trocou a possibilidade de ser prefeita de Taubaté pela ética e comprometimento com a honestidade. Ao se negar a negociar a cadeira do prefeito canastrão, ela deu o grito da moralidade para quem a procurou com propostas indecentes.

Vera Saba está livre para continuar no PT. Livre de pressões e pronta para administrar Taubaté. Para que isto aconteça, dependemos da Polícia Federal, cujo inquérito está praticamente encerrado e têm provas robustas de corrupção praticada pela gang do Palácio do Bom Conselho.

Taubaté, tão vilipendiada nos últimos anos, pode se preparar. Depois da tempestade vem a bonança.