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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

É BACANA TER DINHEIRO: DJALMA SANTOS PEDE PARA SER OUVIDO PELA CP DE PINDA EM SÃO PAULO. POR QUE O PRIVILÉGIO?

O empresário Djalma Silva Santos, conhecido em Pinda pela alcunha de “Bacana”, deveria ter sido ouvido pela Comissão Processante instalada na Câmara Municipal para apurar possíveis irregularidades no contrato mantido pela Prefeitura da cidade com a empresa de fornecimento de merenda escolar Verdurama.

Alegando que não foi notificado com a antecedência necessária para prestar depoimento na Câmara Municipal, o empresário pediu adiamento da sua oitiva. Foi atendido em seu pleito e ainda não há data marcada para Djalma Santos ser ouvido pela CP. Agora, o empresário está pedindo para ser ouvido em São Paulo. A mudança solicitada não foi confirmada pela Câmara Municipal.

Djalma Santo postou no Facebook resposta às “inverdades” que publicamos e que tinha em seu poder cópias dos cheques (no valor total de R$ 10 mil) que teria passado ao Deputado Padre Afonso para ajudá-lo a pagar a produção do programa de TV do Partido Verde no primeiro semestre deste ano.

No Jornal de Serviço da Rádio Cacique de Taubaté desta quinta-feira (27/10), o empresário Djalma Santos, por telefone, confirmou o que escreveu a respeito de seu encontro, que teria sido casual, com Ortiz Junior, no Restaurante Frango Assado, em Taubaté.

O empresário, que afirma ter sido chamado como testemunha somente em dois processos: um em Taubaté e outro em Pinda. O de Pinda é conhecido, pois foi matéria do jornal O Vale de 24 de fevereiro deste ano. O depoimento em Taubaté, se existe de fato, é desconhecido por mim.

Como o caso da EB Alimentação Escolar está sob investigação pela Polícia Federal, é possível que o nome de Djalma Silva Santos acabe aparecendo. Abaixo, a matéria do jornal O Vale:

“February 24, 2011 - 03:49

Depoimento cita novo secretário

Arthur Ferreira dos Santos recebia R$ 20 mil por mês de um diretor da empresa SP Alimentação, acusada de fazer parte do cartel da merenda

PINDAMONHANGABA

Novo depoimento obtido pelo Ministério Público de Pindamonhangaba revela que o secretário de Governo Arthur Ferreira dos Santos recebeu pagamentos mensais de R$ 20 mil da SP Alimentação, empresa que integraria um suposto cartel da merenda no Estado.
O inquérito aberto pela Promotoria investiga supostas irregularidades no contrato firmado entre o governo de João Ribeiro (PPS) e a Verdurama, responsável pelo fornecimento da merenda escolar do município nos últimos cinco anos.
A terceirização é investigada sob suspeita de fraude na licitação e superfaturamento. A Verdurama integraria o mesmo cartel da SP Alimentação.
A suposta ligação de Arthur com a SP foi relatada anteontem ao MP de Pinda por um ex-diretor da empresa, Djalma da Silva Santos, em quatro horas de depoimento.
O empresário não concedeu entrevista. Segundo seu advogado, Onivaldo Freitas Junior, Djalma relatou que pagava R$ 20 mil por mês a Arthur por "serviços prestados" à SP Alimentação. O advogado não explicou que tipo de serviços eram esses, mas disse que Djalma levou documentos para sustentar seu depoimento.
As declarações do ex-diretor conflitam com a versão do secretário de Governo. Arthur não nega ter recebido o dinheiro de Djalma, mas diz que os valores eram usados para cobrir as despesas de uma emissora de rádio que administrava para o empresário. Todos os pagamentos teriam ocorrido em 2007, antes de Arthur entrar no governo do prefeito João Ribeiro (PPS).
O MP investiga se esses repasses têm relação com um suposto esquema de pagamento de propinas.
Outro lado.
Por meio de sua assessoria, Arthur --que reassumiu o cargo ontem após licença médica de 15 dias-- reafirmou que o dinheiro de Djalma foi usado na rádio.
A prefeitura de Pinda e a Verdurama negam irregularidades na licitação.
A fornecedora de merenda também negou qualquer vínculo com a SP Alimentação, que, por sua vez, não se pronunciou sobre as investigações.