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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CORRUPÇÃO NÃO TEM COR PARTIDÁRIA; É PROBLEMA DE TODOS OS BRASILEIROS

A corrupção no Brasil é endêmica. Existe desde que estas terras foram descobertas pelos portugueses, ampliou-se com a chegada de D. João VI em 1808 e continuou crescendo desde então. A corrupção é um mal que lesa a população, pois desvia dinheiro que era para ser investimentos em saúde, educação e infraestrutura. A corrupção brasileira antecede a Independência e a República e se multiplicou nos últimos 40 ou 50 anos.

CARNEIRO
Há mais de dez anos, conversando com meu amigo Carneiro, falávamos sobre corrupção no Brasil. Concluímos que se houvesse 50% menos roubalheira, sobraria dinheiro de montão para investimentos públicos que melhorassem a vida da população.

SUPERFATURAMENTO
A corrupção é mais saliente no serviço público. Um prego vendido a um centavo no empório da esquina é vendido para o serviço público por dez centavos. Isto é só um exemplo de superfaturamento.

EXEMPLOS
Exemplos de corrupção não faltam. O prefeito canastrão de Taubaté está sendo investigado por corrupção e suposta formação de quadrilha, segundo o Ministério Público. O deputado estadual Roque Barbieri (PTB) denuncia esquema de venda de emendas parlamentares por deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo mediante pagamento de propina.

IMPRENSA
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tratou de colocar seus sequazes para pôr em dúvida a saúde mental de Barbieri, entre outras barbaridades, com a devida vênia da imprensa, que não dá a mesma importância para casos de corrupção que envolve os tucanos. Quando a corrupção envolve petistas, os escândalos são tratados como se fossem inerentes ao partido.

LESA-PÁTRIA
Não há diferença entre corrupção praticada por integrantes do PT, do PSDB, do PTB, do PSB ou qualquer outra legenda. A corrupção é crime de lesa-pátria e tanto corruptos como corruptores devem ir para a cadeia, pois um não existe sem o outro. Tratemos, pois, os corruptos como eles são: corruptos.

LUME           
Na campanha presidencial de 2010, a imprensa escondeu o quanto pôde a denúncia feita pela revista IstoÉ de desvio de verba na campanha do então candidato José Serra (PSDB). O assunto só veio a lume no primeiro debate do segundo turno, quando Dilma citou textualmente o taubateano Paulo Vieira de Souza como responsável pelo suposto desvio da verba. O resto da história todos sabem.

SEMANA
A Rede Globo e a Folha de S. Paulo só deram destaque a Paulo Preto cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2010 quando a campanha de Serra estava irremediavelmente perdida. O esquema é simples: a Folha divulga e a Globo repercute. É assim que funciona até hoje.

TAUBATEANO
O jornalista Rodrigo Bueno publicou em seu blog (Escrevinhador), terça-feira (11/10), a matéria que reproduzo abaixo, sobre o processo que o taubateano Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto) move contra o jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada.

“Não se abandona um líder ferido na estrada”. A frase, pungente, marcou a campanha de 2010 – tanto quanto a bolinha de papel que atingiu a cabeça de Serra, e que o “JN” da Globo tentou transformar num atentado.

O líder – ferido e abandonado – era Paulo Preto. E o destinatário o recado (sempre é bom lembrar) era José Serra. Paulo Preto estava magoado quando proferiu a frase. A revista “Istoé” havia publicado – em agosto de 2010 – reportagem bastante longa, mostrando o perfil de Paulo. “Veja” e “Época” haviam dado reportagens discretas sobre o sujeito, chamado de “homem-bomba tucano”.

Nada disso repercutiu. A velha mídia fingiu que Paulo Preto era um caso menor. E não era. No primeiro debate do segundo turno, Dilma trouxe Paulo Preto à tona. Colou Paulo Preto na testa de Serra. O tucano fingiu-se de morto. Disse que nem conhecia Paulo Preto. Magoado, Paulo proferiu então a frase – certeira feito uma flecha: “não se abandona um líder ferido na estrada”.

Até hoje, não conseguimos saber. Paulo Preto era líder do que? Pelo que se sabe, é um ex-funcionário da estatal paulista Dersa – que construiu obras milionárias, como o Rodoanel. Teria trabalhado também no Palácio do Planalto, na época de FHC. Imaginem se fosse um petista e tivesse trabalhado perto de Lula! Mas Paulo Preto não era propriamente um “líder político”. Que tipo de negócios Paulo Preto liderava para se intitular assim: “um líder ferido na estrada”?

Agora, fica mais claro. Parece que, entre outras atividades, ele se dedica a liderar advogados. Paulo Preto aderiu à onda de processos contra jornalistas – que inunda a Justiça. Paulo Henrique Amorim acaba de revelar que Paulo Preto resolveu processar o titular do Conversa Afiada. Agora, são 40 processos contra PH Amorim. Ali Kamel da Globo – um dos que processam PH Amorim – resolveu abrir processos também contra esse escrevinhador, contra Azenha, Marco Aurélio (blog “Doladodelá”), Nassif – entre outros. Perto de Ali Kamel, Paulo Preto ainda é um amador…

Mas voltemos ao tucano. Um homem ferido e abandonado não teria tempo para se dedicar a processos. Pelo visto, Paulo Preto já foi recolhido pelos companheiros. Talvez ainda esteja ferido. Mas já não parece abandonado à beira da estrada.

Curioso é saber: o que esse homem tem a ver com as investigações da “Operação Castelo de Areia” – suspensa por ordem (!?) da Justiça. Em reportagem do R-7, ano passado, já se dizia que Paulo Preto fora citado na “Castelo de Areia”.

Um passarinho me contou que fatos novos sobre a “Castelo de Areia” podem aparecer em breve. Só que dessa vez Paulo Preto não estará sozinho à beira da estrada.”

CONDENAÇÃO
O ex-deputado Celso Russomanno (PP), ex-candidato a governador de São Paulo no ano passado, foi condenado pela Justiça a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais a Paulo Vieira de Souza. A sentença foi publicada dia 28 de julho último. Ainda cabe recurso.

Mais notícias sobre a condenação de Celso Russomanno pode pode ser lida aqui.