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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IP NA PF CHEGA A 13 VOLUMES E COMPLICA PEIXOTO COM NOVAS DESCOBERTAS

Aos poucos, a investigação da Polícia Federal, que pediu dilatação do prazo para concluir o inquérito sobre o suposto envolvimento do prefeito Roberto Peixoto na criação da empresa ACERT e a compra superfaturada de remédios em 2008, está ganhando as ruas. Em São Luiz do Paraitinga, um vereador da nossa microrregião disse que esteve na sede da PF em São José dos Campos e que o IP contra o prefeito canastrão soma 13 volumes.

O jornal Bom Dia desta segunda-feira (31/10) traz matéria sobre a investigação que a Polícia Federal vem fazendo sobre a aquisição do sítio Rosa Mística pelo prefeito Roberto Peixoto a partir de inquérito policial instaurado em 2009.

A repórter Michelle Mendes ouviu uma fonte da PF que afirma categoricamente que a documentação apresentada pelo prefeito Roberto Peixoto foi fraudada.

“Na pressa de refazer os documentos para entregar ao Ministério Público e à Polícia Federal, eles (referindo-se ao prefeito Roberto Peixoto) erraram nas datas e falsificaram os verdadeiros documentos que comprovam a aquisição do sítio (Rosa Mística).

A aquisição do sítio foi encaminhada por Fernando Gigli, à época chefe de Gabinete do prefeito Roberto Peixoto. O sítio, agora chamado Rosa Mística, tem área de 13,6 mil metros quadrados, segundo o jornal Bom Dia de hoje e está avaliado em RT$ 250 mil..

Para os apressados asseclas do prefeito canastrão, que saíram às ruas trombeteando que a Polícia Federal pediu adiamento do inquérito porque não havia encontrado provas contra Roberto Peixoto, está dada a resposta.

A Polícia Federal está ouvindo pessoas que Peixoto nem imagina. Quando ele menos esperar, a PF pode voltar a Taubaté. Eu, no lugar do canastrão, pediria licença para me afastar do cargo e solicitaria asilo político no Afeganistão.

Abaixo, a troca de email entre Gigli e o proprietário do sítio, dias antes de o negócio ser fechado. Os documentos são parte da Ação Civil Pública do Ministério Público de Taubaté sobre o nebuloso negócio efetivado por Peixoto tempos depois.