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domingo, 30 de outubro de 2011

PIG DISFARÇA, MAS COMEMORA CÂNCER EM LULA E PREVÊ FIM DE SUA LIDERANÇA

A jornalista Lúcia Hippólito, da Rádio CBN, fez comentário maldoso e cheio de recalque sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula como se tivéssemos chegado ao fim do ciclo de desenvolvimento econômico implantado pelo ex-operário que chegou a presidente da República.

A comentarista foi apenas a primeira das centenas de jornalistas que prestam vassalagem aos seus suseranos da imprensa golpista e da direita entreguista a comentar o estado de saúde do ex-presidente e, com muito esforço, disfarçar sua satisfação com a grave doença que acometeu Lula.

A partir desta segunda-feira (31/10) os colunistas vão se fartar com seus comentários tão idiotas quanto maldosos sobre a doença de Lula. Não tenho bola de cristal, mas conhecemos os apologistas da direita retrógrada. O comentário de Lúcia Hippólito, que reproduzimos aqui, é apenas o começo do jogo de adivinhações que vem por ai.

Quem somos nós para dizer que Lula contraiu câncer porque bebe e fuma? Agora é chegada a hora de o PIG se vingar do ex-presidente, condená-lo por ser fumante e gostar de beber, como se eles próprios não fossem fumantes ou gostassem de tomar seu uisquezinho no final do expediente.

Alguns jornalistas brasileiros espiões do governo americano, dois deles devidamente denunciados pelo Wikileaks (Willian Waak da Rede Globo e Fernando Rodrigues da Folha de S. Paulo) devem estar preparando seus relatórios para a embaixada dos Estados Unidos prevendo o caos que será o Brasil sem Lula. Os golpistas estão de plantão.

Antes da leitura obrigatória do texto de Luis Nassif, que reproduzo abaixo, fiquem com o vídeo do You Tube que flagra Lúcia Hippolito, visivelmente embriagada, criticando, em janeiro de 2010, o presidente Lula por conta da Comissão da Verdade.

Abaixo, reproduzo o texto ponderado do jornalista Luís Nassif, sobre a doença de Lula. É para ler e refletir

Enviado por luisnassif, dom, 30/10/2011 - 11:37
Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.
Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens - das guerras, por exemplo - há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.
A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político. Sem voz, Lula seria como um Sansão sem cabelos. Sem Lula, não haveria Fernando Haddad. Sem contar os diagnósticos médico-políticos-morais, de que Lula foi castigado por sua vida desregrada. Zerado o jogo político, concluiu triunfante.
Num de seus discursos mais conhecidos, Lula bradava para a multidão: "Se cortarem um braço meu, vocês serão meu braço; se calarem a minha voz, vocês serão minha voz...".
Qualquer tragédia com Lula o alçaria à condição de semideus, como foi com Vargas. O suicídio de Vargas pavimentou por dez anos as eleições de seus seguidores. É só imaginar o que seriam os comícios com a reprodução dos discursos de Lula. Haveria comoção geral.
A falta de Lula seria visível em outra ponta: é ele quem segura a peteca da radicalização. Quem seguraria suas hostes, em caso da sua falta? Seu grande feito político foi promover um pacto que envolveu os mais diversos setores do país, dos movimentos sociais e sindicais aos grandes grupos empresariais. E em nenhum momento ter cedido a esbirros autoritários, a represálias contra seus adversários - a não ser no campo do voto -, mesmo sofrendo ataques implacáveis.
Ouvindo os analistas radicais, lembrando-se da campanha passada, como seria o país caso Serra tivesse sido eleito? É um bom exercício. Não sobraria inteiro um adversário. Na fase Lula, há dois poderes se contrapondo: o do Estado e o da mídia e um presidente que nunca exorbitou de suas funções. No caso de Serra, haveria a junção desses dois poderes, em mãos absolutamente raivosas, vingativas.
Ao fechar todos os canais de participação, Serra sentaria em cima de uma panela de pressão. Sem canais de expressão, muitos dos adversários ganhariam as ruas. Sem a mediação de Lula, não haveria como não resultar em confrontos. Seria uma longa noite de São Bartolomeu. 
Essa teria sido a grande tragédia nacional, que provavelmente comprometeria 27 anos de luta pela consolidação democrática.