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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

TERRORISTAS AFIRMAM QUE SABESP DEIXARÁ TAUBATÉ SEM ÁGUA: BALELA

Vereador canastrão, vereador sortudo, pitbull e capo contratado pelo prefeito canastrão ameaçam: Sabesp vai deixar Taubaté sem água se não for renovado o contrato de concessão para a estatal permanecer à frente do serviço de distribuição de água nesta urbe quatrocentona.

O terrorismo começou há uns dois ou três meses quando o vereador canastrão e o pitbull do prefeito canastrão foram às emissoras de rádio propagandear que, para Taubaté não ficar sem água, era necessária a aprovação urgente da renovação de contrato com a Sabesp. Por que a urgência cara-pálida? Alguém crê que a Sabesp vai fechar a torneira por conta da ameaça de dois boquirrotos? 

A semana passada, o capo importado pelo prefeito canastrão para responder pelo (des)governo de Taubaté foi à Câmara Municipal para discutir com os vereadores a renovação do contrato com a estatal paulista.

O arquiteto Monteclaro César se transformou no pitbull do prefeito canastrão ao depor na Comissão Processante sobre algo que desconhece (remédios) também participou da reunião. Será que foi para rosnar ameaçadoramente? Ou a caixa d’água da Sabesp fará parte patrimônio turístico municipal?

O vereador sortudo Luizinho da Farmácia quis pressionar a vereadora Pollyana Gama ao afirmar que ela votaria contra a renovação do contrato com a Sabesp simplesmente por ser contra.

“Não julgue meu voto pela sua maneira de votar porque meu voto é fundamentado”, respondeu a vereadora, que elabora com seus auxiliares um suculento estudo sobre a renovação do contrato em bases reais e pedido de auditoria.

O vereador Chico Saad afirmou que Taubaté não deve nada e que a Sabesp está dando R$ 60 milhões para Taubaté. Se não houver renovação de contrato diz não saber o que vai acontecer. Um roteiro medíocre urdido por uma administração medíocre.

Fosse acionista da Sabesp, pediria a imediata demissão da presidente da estatal, Dilma Pena. Ela não tem o direito de sair por aí “dando” dinheiro de acionistas para obter concessões de serviço público.

No fundo, os asseclas do prefeito canastrão querem fazer a população crer que a renovação do contrato só não acontecerá por culpa de cinco vereadores: Pollyana, Digão, Mário Ortiz, Graça e Vanone. Não dizem que o acordo homologado pela Justiça é lesivo para Taubaté, segundo o Ministério Público.

O castigo está vindo a cavalo. Estes vereadores votaram pela cassação do prefeito canastrão. Foram derrotados pelos sequazes de Peixoto. Devem rejeitar o acordo porque trabalham com seriedade e competência. Não se trata de vingança. O projeto só passa se tiver dez votos favoráveis. O canastrão tem nove.

Pollyana, Digão, Mário Ortiz, Graça e Vanone sabem que está em jogo o futuro de Taubaté. Com esta quina de vereadores, não adianta o prefeito canastrão ameaçar, vociferar e fazer promessas. Vai dançar miudinho.

A ação popular que a ONG Transparência Taubaté move contra a Prefeitura e a Sabesp e as inúmeras irregularidades existentes no acordo celebrado entre ambas em agosto de 2010 aguarda despacho do juiz Paulo Roberto da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Taubaté.

O promotor de Justiça José Carlos Sampaio, do Ministério Público, chamado a se manifestar, concorda que o acordo é lesivo para o patrimônio público municipal. Está nas mãos do juiz.

A Prefeitura fala em R$ 90 milhões de investimentos na cidade. Cadê o plano de obras? Que bairros serão beneficiados? Não existe plano nenhum. Querem por a mão nos R$ 60 milhões para tapar o rombo nas contas públicas. O orçamento municipal vai estourar e o prefeito saber disso.

A Câmara não pode aprovar a renovação do contrato para salvar essa canalha, essa camarilha encastelada no Palácio do Bom Conselho.

Antes de aprovar a renovação do contrato, exijam uma auditoria independente para saber quem deve para quem e quanto deve. Não é possível que a Prefeitura e Sabesp sejam credores mútuos. Alguma coisa de muito estranha está acontecendo e precisa ser esclarecida.

É possível prorrogar o contrato por mais dois anos até que tudo seja auditado, como foi feito em São José dos Campos. Depois de tudo verificado, o contrato pode ser renovado.

Taubaté não quer tirar a Sabesp da cidade. O que Taubaté não quer é premiar o prefeito canastrão com R$ 60 milhões. Ele não tem plano de investimento. Não saberá o que fazer com essa dinheirama. Ou sabe?

Pollyana rechaçou a conversa mole do secretário de Governo Adair Loredo que prometeu cumprir o que fosse acordado: “Agradeço sua boa vontade mas o senhor não é o prefeito”, disse.

Para resumir, a palavra de Peixoto e de seus asseclas vale tanto quanto uma nota de R$ 3.