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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

POR QUE TAUBATÉ NÃO EVOLUI E ELEGE UMA MULHER PREFEITA DESTA URBE?

Taubaté, em que pese os ventos do modernismo que sopram este município, vive sob os escombros de nomes tradicionais na política local que insistem em se manter no poder como se vivêssemos num feudo. É hora de modernizar, é hora de dar um basta ao nanismo político desta terra quatrocentona.

Ao contrário da vizinha São José dos Campos, que era diminuta até meados dos anos 1970, Taubaté parou no tempo, presa ao tradicionalismo, ao coronelismo, à oligarquia rural e à igreja, que desde sempre defende os poderosos.

Ao se livrar de antigos coronéis e dos oligarcas, São José dos Campos foi bafejada pela sorte ao eleger prefeitos comprometidos com a cidade e despreocupados em saber se sua família elegeu oito ou nove prefeitos ao longo da história.

Taubaté foi e continua sendo refém de seu tradicionalismo. Somos o feudo do século XXI. Para os tradicionais senhores feudais taubateanos e seus herdeiros não faltam vassalos.

A história esta aí para comprovar. Tivemos uma nesga de desenvolvimento com a chegada da Volkswagen a Taubaté, quase oitenta anos após o surto de desenvolvimento industrial do final do século XIX.

As oligarquias dominam a vida política de Taubaté e não deixam a cidade se modernizar para não perder o poder. Não interessa o surgimento de lideranças políticas que não representem este tradicionalismo.

Recentemente duas mulheres, que não pertencem à elite taubateana, se desgarraram desta sociedade política tradicional e amorfa: as vereadoras Pollyana Gama (PPS) e Graça (PSB).

Presidente estadual do PPS, Davi Zaia vê com bons olhos
candidatura de Pollyana Gama à Prefeitura de Taubaté
Pollyana Gama mostrou competência ao presidir a Comissão Processante que levou o prefeito Roberto Peixoto ao banco dos réus na Câmara Municipal. Graça mostrou força nas eleições de 2010, quando obteve 24.112 sufrágios – 21.390 dos quais em Taubaté.

O olhar de quem deseja dirigir esta urbe quatrocentona fixou-se nas duas. Pollyana e Graça foram consultadas por três pré-candidatos a prefeito para serem candidatas a vice-prefeita.

Na minha modesta opinião, Pollyana e Graça não são meras coadjuvantes da política local. Hoje elas são protagonistas.

Os políticos tradicionais as querem como candidatas a vice-prefeita porque sabem do potencial eleitoral de ambas. O cacife eleitoral dos candidatos à sucessão do prefeito canastrão aumentará com qualquer delas na chapa.

Pollyana e Graça pertencem a partidos que compõem a base do governo de São Paulo, que pertence ao PSDB. A primeira está no PPS e segunda no PSB.

Pesquisas recentes indicam crescimento popular da vereadora Pollyana Gama como uma possível candidata a prefeita. Empatada tecnicamente com Mário Ortiz (PSB), a vereadora supera Ortiz Júnior (PSDB).

Graça com o presidente estadual do PSB, Márcio França, que a convidou
 para compor o diretório estadual do partido
A votação obtida pela vereadora Graça nas eleições do ano passado a autorizam a sonhar mais alto – 14,56% dos taubateanos votaram na vereadora em sua campanha a deputada federal, ou seja, 21.390 sufrágios.

Não é à toa que Pollyana foi reeleita por unanimidade  presidente do diretório municipal do PPS e Graça integra o diretório estadual do PSB desde o final de outubro.

O assunto poderia ser discutido pelas vereadoras. Por que ser vice-prefeita se uma delas pode ser prefeita de Taubaté?

O assunto ainda não faz parte da política taubateana, mas o governador Geraldo Alckmin está atento ao potencial eleitoral das duas.

Pesquisa encomendada pelo governo de São Paulo mostra Pollyana em terceiro lugar, dividindo a preferência do eleitorado com Mário Ortiz, confirmando resultado de pesquisa encomendada pelo próprio PPS.

Tanto que o governador Geraldo Alckmin teria sugerido a Davi Zaia, presidente estadual do PPS e secretário do Trabalho de São Paulo, uma chapa Ortiz Júnior-Pollyana, o que é impensável para quem conhece os bastidores da política taubateana.

Por que Graça e Pollyana não conversam com os presidente estaduais de seus partidos, respectivamente, Márcio França (PSB) e Davi Zaia (PPS), sobre esta nova configuração política para Taubaté.

Passou da hora de Taubaté se modernizar! Chega de sermos governados por coronéis jurássicos, déspotas esclarecidos ou quadrilheiros.

Vamos entregar o Palácio do Bom Conselho para uma mulher nas próximas eleições, isto se o  seu atual inquilino não for obrigado, pela Justiça, a ceder o lugar para Vera Saba. Neste caso, a história será outra.