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terça-feira, 22 de novembro de 2011

“PREFEITO” ADAIR LOREDO NÃO ARREDA PÉ DA CÂMARA EM BUSCA DE APOIO PARA RENOVAR COM SABESP SEM DISCUSSÕES

O secretário de Governo Adair Loredo mudou de endereço. Nos últimos dias, o gabinete de trabalho do advogado de Ferraz de Vasconcelos tem sido a Câmara Municipal. Sua missão: demover pelo menos um vereador da ideia de rejeitar a renovação do contrato com a Sabesp nos termos atuais.

A última tentativa foi segunda-feira (21/11) com o vereador Orestes Vanone (PSDB), que não quis conversa. A vereadora Graça (PSB), que deve retornar de viagem nesta terça-feira, é outro voto contrário à renovação com Sabesp. O vereador Digão (PSDB) também é contra a renovação como ela está sendo conduzida, pois só trará prejuízo para a cidade.

Este grupo conta com o apoio do vereador Mário Ortiz (PSD) para rejeitar o projeto 15/11. Não está fácil conseguir o apoio do ex-prefeito. Mário Ortiz não desce do muro e pouco tem participado das discussões em torno do assunto.

A vereadora Pollyana Gama (PPS), que tem sido incansável na luta para demonstrar que o acordo com a Sabesp é prejudicial ao município, participou de uma entrevista na Difusora com o vereador Luizinho da Farmácia (PR) que demonstrou desconhecimento total do que está sendo acordado com a estatal.

Pollyana defendeu, e justificou, a criação de um Conselho e de um Fundo Municipal de Saneamento Básico para gerir os R$ 60 milhões que a Sabesp deve pagar de royalty para o município pela renovação do contrato.

Como é próprio de quem não sabe do que está falando, Luizinho da Farmácia quis confundir os ouvintes ao afirmar que a Câmara Municipal perderia seu pode de fiscalização sobre a Sabesp. O sortudo vereador, que já ganhou duas vezes na Loteria Federal, sabe que a Câmara não perde poder. Ao contrário.

O prefeito canastrão, em entrevista a Rogério Veloso, tergiversa sobre o assunto e, com cara de paisagem, afirma que não adianta passar o serviço de água para outra empresa, pois teria que começar tudo do zero e a cidade seria prejudicada.

Mentiroso e boquirroto, o prefeito canastrão é um homem vil, que não se envergonha de jogar sobre os ombros da vereadora Pollyana Gama uma possível derrota na aprovação do projeto de lei 15/11.

Pollyana tem insistido na tese de que o contrato com a Sabesp pode ser melhorado e trazer mais vantagens para o município. É isto que incomoda o Palácio do Bom Conselho, disposto a meter a mão na bolada de R$ 60 milhões para gastar como bem lhes prover.

Nesta terça-feira (22/11), a vereadora Pollyana Gama foi à diretoria da Sabesp, em São Paulo, para conversar sobre o momentoso tema. No momento em que escrevemos estas linhas, Pollyana e assessores dos vereadores Digão e Vanone ainda não retornaram da capital.

Na semana passada estas mesmas pessoas participaram de uma reunião com a assessoria jurídica da Sabesp em São José dos Campos.

Foram informados que a renovação do contrato com aquele município levou dois anos e foi minuciosamente estudado pelas assessorias da Prefeitura de São José dos Campos e da Sabesp.

Pindamonhangaba também renovou com a Sabesp após mais de um ano de discussões em torno do novo contrato. Em São Luiz do Paraitinga se deu o mesmo. Por que em Taubaté tem que ser diferente?

Leiam a postagem de hoje no Facebook sobre o contrato com a Sabesp assinado em 1981 e os riscos de uma renovação sem discussão.

“Em 29 de dezembro de 1981 o Prefeito Waldomiro de Carvalho (hoje um grande estadista, se comparado ao atual mandatário do Bom Conselho), assinou contrato com a Sabesp não se preocupando em acordar cláusulas garantidoras de direitos do município. Concedeu à Sabesp isenção de tributos municipais (renúncia de receitas), sem a contrapartida de por exemplo gozar a prefeitura da isenção da tarifa do uso de água e de participação nos lucros auferidos pela concessionária. Com este tenebroso acordo, Waldomiro (O Estadista), deixou como legado uma dívida do município com a Sabesp na ordem de R$ 37.6116362,50. Waldomiro fez escola. Hoje, se o novo contrato com a Sabesp for celebrado nos termos da minuta proposta, com certeza nossos netos pagarão daqui a trinta anos uma dívida ainda maior, fruto da irresponsabilidade de quem não tem compromisso com esta e com as futuras gerações. É muito bem provável que até lá meu prazo de validade no planeta terra já tenha expirado. Mas, infelizmente se isto acontecer, quem viver verá!!!!

Não sou supersticioso, mas estou propenso a acreditar que as cabeças de cavalo enterradas na Avenida Faria Lima querem de volta seu antigo nome, Avenida Cavarucanguera.

Se isto não acontecer rapidamente, nosso azar vai continuar e seremos desgovernados por prefeitos incompetentes, com uma camarilha ao seu redor disposta a dividir o butim que amealham por conta da nossa conhecida leniência com políticos corruptos.