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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PREFEITO CANASTRÃO PAGA R$ 1 MILHÃO A EMPRESA "FANTASMA", DENUNCIA DIGÃO

O prefeito Roberto Peixoto (PMDB) mandou pagar à Home Care, entre 18 de outubro de 2010 e 8 de abril de 2011, exatos R$ 1.033.459,35. Ressalte-se que o contrato com a empresa fora rescindido em 15 de dezembro de 2008. Cerca de um ano e quatro meses antes do primeiro pagamento.

O esbulho contra a indefesa população taubateana, vítima dos assaltos aos cofres públicos praticados pela quadrilha instalada no Palácio do Bom Conselho, segundo o Ministério Público, parece não ter fim.

Peixoto se explica ao sair da cadeia. Será que ele vai voltar?
Em 2008, graças ao incompetente secretário de Saúde Pedro Henrique Silveira e ao relapso prefeito Roberto Peixoto, Taubaté não tinha medicamentos para distribuir à população.

Em ano eleitoral não podia faltar remédio.

Em fevereiro de 2008, o contrato com a Home Care, que era a fornecedora de remédios para a Prefeitura de Taubaté, foi prorrogado por cerca de R$ 2,7 milhões.

O dinheiro acabou em junho de 2008, quatro meses antes das eleições municipais.

Aqui começa a malandragem. No “fio do bigode”, como dizia meu pai, o prefeito canastrão acertou com a Home Care a continuidade do fornecimento de medicamento até o valor de cerca de R$ 3 milhões.

Era o tempo que o canastrão precisava para manter a cidade abastecida até o dia da eleição.

Dezenas de motoboys foram contratados para entregar remédios nas casas das pobres vítimas eleitorais, pessoas simples, que desconheciam o que estava por trás daquela “caixa de bondade”.

Passada a eleição, o contrato com a Home Care foi rescindido e criada a ACERT, cujos pais são o prefeito canastrão, a primeira-dama (ex-detenta) e o contador da Máfia Carlos Anderson, igualmente ex-detento

A história da criação da ACERT é do conhecimento geral e foi objeto de investigação do Ministério Público que, brilhantemente, elaborou substancioso relatório das atividades da quadrilha.

O assunto não comoveu o juiz da Vara da Fazenda Pública de Taubaté, obrigando o Ministério Público a interpor agravo de instrumento no Tribunal de Justiça, que ainda não foi julgado.

Voltemos ao presente: na sessão ordinária de quarta-feira (23/11), a Câmara Municipal aprovou requerimento do vereador Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), cobrando explicações do prefeito canastrão sobre os pagamentos feitos à Home Care após o encerramento do contrato com a empresa.

O requerimento será encaminhado ao Ministério Público estadual, à Procuradoria da República e outros órgãos públicos de fiscalização.

A banda podre da Câmara não teve como rejeitar o requerimento de Digão. Ele levou cópia do vídeo em que o incompetente secretário da Saúde Pedro Henrique Silveira afirmava, em depoimento na Comissão Processante da ACERT, que Prefeitura nada devia à Home Care.

Quero ver o prefeito canastrão explicar porque mandou pagar uma empresa fantasma, com a qual a Prefeitura não tem contrato há quase três anos.

Será que Carlos Anderson fez a contabilidade mágica para o canastrão mandar pagar e nada aparecer nos relatórios oficiais da Prefeitura?

Aguardo respostas...

Abaixo, o requerimento do vereador Digão.