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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

RIBEIRÃO PRETO, 3ª MAIOR CIDADE DO INTERIOR TEM MULHER PREFEITA. PODE?

Quando o machismo chauvinista é posto de lado, pode. Os homens de Ribeirão Preto não são menos machos porque elegeram uma prefeita no primeiro turno das eleições de 2008 com 52% dos votos válidos. Eles confiam na capacidade de a mulher dirigir com sabedoria um ente público.

O eleitor de Ribeirão Preto, uma cidade com 612 mil habitantes, que perde em população apenas para Campinas e São José dos Campos como a mais populosa do interior, elegeu a ex-radialista Dárcy Vera (DEM) para a Prefeitura da cidade depois de elegê-la a deputada estadual mais votada do Brasil em 2006.

Dárcy Vera, 45 anos, é a primeira prefeita de Ribeirão Preto, a terceira
cidade mais populosa do Estado de São Paulo. Por que Taubaté tem medo?
Com apenas 45 anos de idade, Dárcy Vera nasceu na minúscula Indiaporã, na microrregião de Fernandópolis, nas proximidades da divisa com Mato Grosso do Sul. Fez sua carreira profissional e política em Ribeirão Preto.

Em Taubaté, os homens relutam. O machismo fala mais alto. Ainda há, entre nós, muito do ranço provinciano do século XIX, oriundo das oligarquias rurais, dos coronéis, sob as bênçãos da igreja, que sempre apoiou aqueles que julgam Taubaté um feudo a ser dirigido pelas famílias tradicionais.

Avançamos poucos metros, política e economicamente, nos últimos duzentos anos. Taubaté é refém do tradicionalismo, seja na área cultural ou política. Nossos governantes, especialmente o velho lobo da política taubateana, são os responsáveis pelo atraso que vivemos até hoje porque governaram com o fígado e nunca com espírito público.

Em pleno século XXI, discussões sobre a renovação dos costumes políticos na cidade são rechaçadas pelos grupos que se acostumaram a receber migalhas dos poderosos de plantão e continuam a bajulá-los ad eternum.

Taubaté tem mulheres valorosas, em condições de ser a estrela nas próximas eleições municipais e não meros penduricalhos de candidatos machistas que oferecem a elas um “honroso” lugar de coadjuvante, para alavancar suas candidaturas a prefeito desta urbe quase quatrocentona.

Os chauvinistas taubateanos ficam horrorizados quando pensam na possibilidade de Taubaté ser governada por uma mulher. Que bom seria se isto acontecesse.

Tenho certeza que os fantasmas que habitam o Palácio do Bom Conselho ficariam felizes com o fim do mofo que infesta seu assoalho carcomido pelo tempo e poriam os sabujos para correr.

Uma pena que Lula esteja temporariamente afastado da vida política. Se ele soubesse o que se passa em Taubaté, faria o PT mudar de ideia sobre as eleições municipais de 2012.  Nome o partido tem. É só deixar o machismo de lado e olhar para o futuro. O mundo é das mulheres!