Páginas

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

AGORA ENTENDO A LÓGICA DO PSDB

O verniz de bom moço que Ortiz Junior ostenta na face é de segunda qualidade. Algumas questões simples perguntadas por este blogueiro foram suficientes para tirar o verniz da face do herdeiro da dinastia Ortiz.

A soberba do pré-candidato tucano o impede de responder sem mostrar que por baixo do verniz existe uma carranca, pronta para assustar quem tem medo de carranca. O que não é o meu caso. Como o pai, Junior não admite ser questionado. Prefere tergiversar e desqualificar o perguntador.

Antes de reproduzir a resposta de Ortiz Junior, na qual ele tenta me desqualificar, quero desafiar o tucano a investigar minha vida pregressa no jornalismo, na fábrica, na polícia, na Unitau, na receita federal, nos cartórios, onde ele quiser. Busque uma mancha em minha vida profissional ou pessoal.

1)    Junior poderia perguntar ao governador Geraldo Alckmin, amigo dileto de sua família, quem era o repórter do ValeParaibano que o tornou conhecido no Vale do Paraíba, numa época em que não existia internet nem televisões regionais. A fonte de informação regional era o jornal de São José dos Campos.
2)    Talvez Geraldinho (era assim que o chamávamos) ainda se lembre do convite feito a mim para integrar sua assessoria na Assembleia Legislativa, para a qual fora eleito em 1982 com cerca de 120 mil votos – um fenômeno para a época.
3)    Alckmin não deve mais lembrar que após três meses de trabalho na Alesp pedi para ser exonerado do cargo por considerá-lo incompatível com minha função de repórter do ValeParaibano. Conversamos sobre meu pedido de demissão no Fredone. Fui substituído por Djalma Castro.
4)    Se preferir, pode perguntar sobre mim a José Luiz da Silva, que foi vice-prefeito de José Bernardo Ortiz. Estava começando no jornalismo e Zé Luiz empregou-me na Difusora de Pindamonhangaba, bem como me orientava na profissão que acabava de abraçar.
5)    Quer mais dicas?: O coordenador regional do PSDB, Francisco de Assis Vieira – Chesco, é outro que pode falar a respeito do meu trabalho profissional.
6)    Não está satisfeito? O professor Marcelo Pimentel, seu marqueteiro atual, foi meu colega no Departamento de Comunicação da Universidade de Taubaté, onde atuei dez anos sem ter consignado uma falta ou me licenciado por qualquer motivo.
7)    Aliás, o vereador Rodrigo Luís Silva – Digão, de seu partido, foi meu aluno na Comunicação. Ele me conheceu como professor.
8)    Pergunte ao governador Geraldo Alckmin porque ele me indicou ao prefeito de Cruzeiro, Paulo Scamilla, em 1984, para dirigir a Rádio Mantiqueira, isto após mais de um ano sem trocarmos uma palavra desde que me demiti de sua assessoria. Será que Geraldinho me indicaria se eu fosse mau profissional?
9)    O Joffre Neto é seu amigo que eu sei. Questione-o sobre mim. Ouça o que ele tem a dizer do jornalista que lhe abria espaço graciosamente na Rádio Cacique para criticar o governo do prefeito Mário Ortiz.
10) Júnior me acusa de ser amigo de Ary Kara. Para sua decepção, nunca fui amigo do ex-deputado, com quem sempre mantive e mantenho relações cordiais – ele como homem público eu como jornalista. Aliás, nunca trabalhei em nenhuma campanha de Ary Kara. Pelo contrário.
11) Preste atenção: você diz que minhas ligações com Peixoto até 2010 são do conhecimento público. Quem inventou a candidatura Peixoto foi seu pai, José Bernardo Ortiz, que o elegeu prefeito em 2004.
12) Você foi funcionário de Peixoto. Eu nunca trabalhei na Prefeitura de Taubaté. Você trabalhou pela eleição de Peixoto e eu trabalhei para a eleição de João Ribeiro, em Pindamonhangaba. Também em 2004.
13) Sobre Peixoto, tenho a dizer que o conheci em 1970, quando servimos o Exército em Pindamonhangaba. Nunca trabalhei e nunca votei no alcaide que você ajudou a eleger. Poucas vezes o entrevistei. Numa delas, Peixoto era candidato a vice-prefeito de seu pai, na eleição do ano 2.000
14) Não tente confundir os leitores sobre o meu depoimento no inquérito da Verdurama em Pindamonhangaba. Fui convidado pelo promotor de Justiça Leonardo Rezek que queria saber se eu confirmava as postagens que fiz em 2010 sobre o caso que ele investigava. Confirmei e assinei. Não atiro pelas costas. Não fujo às minhas responsabilidades.
15) Sobre o seu amigo Djalma Silva Santos - Bacana, que depôs como testemunha no mesmo inquérito, ele acaba de ser arrolado pela comissão processante de Pinda para ser ouvido na condição de ex-diretor da Verdurama, empresa que negou ter servido.
16) Trabalhei na campanha de João Ribeiro pela amizade que tenho com João Bosco Nogueira, candidato a vice-prefeito naquela oportunidade. João Ribeiro não me prometeu nenhum cargo nem pagamento pelo trabalho. Também nada cobrei do candidato, nem mesmo uma promessa.
17) Agora, veja o registro de empregados da Unitau em dezembro de 2004. O senhor vai encontrar registro de minha admissão por volta do dia 20 e meu pedido de demissão por volta do dia 30 de dezembro. Acabava de ser convidado para trabalhar em Pindamonhangaba.
18) Quero ressaltar que após a reeleição de João Ribeiro em 2008, todos que detinham cargo de confiança foram reconduzidos aos seus postos em 2009, menos um: este blogueiro.
19) O senhor não apoiou Vera Saba durante o processo de cassação de Peixoto. O senhor tentou cooptá-la para ingressar em um dos partidos que devem apoiá-lo em 2012. A reunião foi no Mercatau, em Quiririm.
20) O senhor deve considerar Alckmin, de quem fui assessor, um péssimo político, pelo juízo que faz a meu respeito por ter trabalhado na administração João Ribeiro.
21) Lembro-lhe que um dos maiores envolvidos na bancarrota do prefeito de Pindamonhangaba e justamente o cunhado do seu amigo Geraldo Alckmin. Paulo Ribeiro é irmão de Lu Alckmin e amigo de Djalma Silva Santos que é seu amigo. E agora José? Perguntaria Carlos Drumond de Andrade.

Resposta ao artigo “Não precisa explicar Junior, eu só queria entender a lógica do PSDB”, publicado no blog do jornalista Irani Lima:

1. Não trabalho e nunca trabalhei no Governo do Estado. Portanto, a informação de que recebo salário de R$ 14 mil não é verdadeira. O Senhor está mentindo descaradamente. Sou advogado, professor e presto consultoria na área de gestão ambiental. Gostaria que informasse a sua fonte de informação para medidas cabíveis.
2. A decisão dos vereadores em votar pela cassação do prefeito Roberto Peixoto foi discutida em conjunto em reunião do Diretório Municipal do PSDB com a presença do coordenador regional Francisco Chesco e do ex-prefeito Bernardo Ortiz, além dos três vereadores que estiveram presentes à sessão e dos membros da Executiva Municipal. O PSDB foi o único partido de Taubaté que não se omitiu para votação pela cassação. Você como jornalista, isento que sempre se diz ser, não pode se furtar à verdade dos fatos. Defendemos inclusive, até mais que o próprio PT, a posse da vice-prefeita Vera Saba. Inclusive nos reunimos com ela para declarar apoio ao seu governo.
3. Em relação a Djalma Santos, tenho a reiterar que a informação, que ele mesmo afirmou em resposta em seu blog, é a de que não trabalhou na Verdurama. Você, Irani Lima, e Djalma Santos, são testemunhas da investigação do MP de Pinda. Seguindo o mesmo raciocínio, você diz no seu depoimento, publicado em seu blog, que trabalhou na campanha do João Ribeiro de graça e que foi nomeado para a prefeitura após a vitória por mera casualidade. O roto falando.
4. O vereador Rodson Lima faz parte de um partido político que discute aliança com o PSDB. A autonomia partidária não nos permite intervir num partido que eventualmente poderá se aliar ao PSDB. Já sobre a situação do suplente de vereador Bilili, nos reuniremos com a executiva municipal e com ele para que possamos ouvi-lo. Já conversei com ele e solicitei as informações necessárias sobre o veiculado na imprensa. Portanto, a questão está sendo acompanhada.
Por fim, não nos meça pela mesma régua dos políticos que o senhor já assessorou e dos quais sugou seu sustento feito um carrapato, vendendo suas ofensas em textos pré-eleitorais por muitos anos. Seus vínculos com o ex-deputado Ary Kara e com o Peixoto até o ano de 2010 eram sobejamente conhecidos. Agora, ao empregar seu filho no gabinete do deputado Padre Afonso, demonstra novamente seu caráter de vendilhão.
Temos princípio e vida política correta.
Bernardo Ortiz Júnior, presidente do PSDB de Taubaté