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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ÀS VÉSPERAS DO NATAL, PEIXOTO QUER PRESENTE DE R$ 60 MILHÕES DA SABESP

Antes da tentativa desesperada do prefeito canastrão e do advogado de Ferraz de Vasconcelos de verem aprovado pela Câmara o acordo com a Sabesp, informo-vos que o filho de Sônia Betim, chefe de Gabinete da Prefeitura, seria funcionário ou sócio da empresa de comunicação Max Offices Propaganda e Marketing Ltda, que abiscoitou pouco mais de R$ 3 milhões por serviços prestados este ano à Prefeitura. Que serviço, cara-pálida?
O gráfico acima foi publicado no Facebook pelo valente Zeca Cobra

Sobre a Sabesp, o prefeito Roberto Peixoto precisa de dez votos favoráveis da Câmara Municipal para que a renovação do contrato com a estatal seja renovado sem que a cidade tenha qualquer benefício.

Se o projeto de lei for aprovado como está, o grande beneficiário será o prefeito canastrão, que não tem nenhum projeto para investir os R$ 60 milhões da contrapartida pela renovação do contrato, que vence no próximo dia 31/12.

O advogado de Ferraz de Vasconcelos, Adair Loredo, que responde pela secretaria de Governo e, na prática, pela Prefeitura, já negocia com a Sabesp como será dividido o butim, digo, o pagamento da bolada de R$ 60 milhões.

Aliás, cabe aqui uma observação: Adair Loredo está fazendo um curso intensivo de prefeito. Para quem caiu de paraquedas na cidade não está nada mau – ele participa de reunião com vereadores, negocia com a Sabesp em nome de Taubaté e fez Luciana Peixoto engoli-lo sem engasgar.

O canastrão deve estar esfregando as mãos de contentamento e imaginando quantos quilômetros de guias poderão ser pintadas, ou quantos quilômetros de ruas poderão receber uma casquinha de asfalto de quinta categoria.

Em sua cabeça oca, que ele mesmo disse a uma psicóloga de Taubaté que é oca, o canastrão deve repassar as lições de demagogia que aprendeu dentro de casa para aplicar na vida pública.

O que fazer com R$ 60 milhões? Pintar externamente os Pamos ou garantir cesta básica o ano inteiro para a população mais carente? Por que não é todo mês que todos recebem cesta básica. É assim na Esplanada Santa Terezinha, deve ser em outros lugares.

DE OLHO NA CÂMARA

Pela segunda vez este ano a Câmara Municipal de Taubaté estará no olho do furacão. A primeira foi no desenrolar dos trabalhos da comissão processante e a madrugada da vergonha, quando oito vereadores votaram pela absolvição do prefeito canastrão, dia 13 de agosto último.

São contra a renovação do contrato com a Sabesp na forma que ele está os vereadores Orestes Vanone (PSDB), Rodrigo Luís Silva – Digão (PSDB), Pollyana Gama (PPS) e Maria das Graças (PSDB).

Será necessário, portanto, mais um voto contra a renovação. O prefeito canastrão precisa de dez votos para a sua aprovação.

A vereadora Pollyana Gama tem sido o bastião da Câmara contra a aprovação da proposta como ela está. Ela reuniu-se com dirigentes da Sabesp em São José dos Campos e em São Paulo e pôde constatar que a empresa apoia sua iniciativa de discutir o projeto em termos mais claros.

A ONG Transparência Taubaté entrou com Ação Popular na Vara da Fazenda Pública mostrando todas as falhas ocorridas ao longo das negociações com a estatal e o surgimento de uma dívida esdrúxula de mais de R$ 30 milhões, sem contar que Roberto Peixoto confessou uma dívida que será paga pelos próximos prefeitos.

O titular da Vara da Fazenda Pública, juiz Paulo Roberto dos Santos, não aceitou a ação popular, julgada posteriormente, via agravo de instrumento, pelo TJ, que não aceitou as razões apresentada pela ONG.

A oposição conta com os votos dos vereadores Mário Ortiz (PSD), Alexandre Villela (PMDB) e Rodson Lima (PP) para rejeitar o projeto. Pelo menos um destes pode surpreender negativamente o prefeito canastrão.

Cada um deles tem um motivo particular para votar contra o projeto.
Será interessantíssimo à população analisar o posicionamento do vereador Jeferson Campo (PV), presidente da Casa.

O deputado estadual Padre Afonso não pode permitir que o vereador de seu partido vote contra Taubaté no caso Sabesp. Nós queremos a empresa aqui, mas queremos também um contrato melhor formalizado, que atenda as necessidades desta urbe quase quatrocentona.

No mais, o prefeito canastrão entrou com Habeas Corpus preventivo no STJ porque sabe que seu destino é a rua Goiás em São Paulo, sede da PF.