Páginas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NÃO PRECISA EXPLICAR JUNIOR, EU SÓ QUERIA ENTENDER A LÓGICA DO PSDB

No dia 18 de novembro publicamos neste blog a reunião do PT de Taubaté para o lançamento da candidatura a prefeito de seu representante, Isaac do Carmo. A introdução é necessária para o amigo(a) internauta entender o que aconteceu desde então.

Participei, como jornalista, do encontro. Postei nove informações que julguei relevantes. Uma delas dizia respeito ao suplente de vereador José Antonio de Angelis – Bilili (PSDB), que estava ocupando o gabinete do vereador Henrique Nunes (PV) e agindo como se vereador fosse.

A informação foi dada a este repórter pelo próprio vereador Henrique Nunes que afirmou, na ocasião (17/11), que não será mais será candidato e que nas próximas eleições apoiará a candidatura de Salvador Soares (PT) a vereador.

“Eu já entreguei tudo para o Bilili, meu gabinete está sendo usado por ele, não sou mais candidato”, disse Henrique Nunes mais ou menos com estas palavras.

A notícia, posteriormente, foi ampliada e melhorada pela competente repórter Simone Gonçalves, do jornal O Vale. Bilili confirmou a utilização do gabinete do (ex?) vereador Henrique Nunes e se gabou de já ter atendido cerca de 2.800 pacientes que precisam de serviços médicos em Taubaté.

Se Bilili contabiliza cada interferência que faz para conseguir uma internação hospitalar, um remédio ou um favor médico à sua clientela como um voto, pode se considerar eleito.

Por outro lado, a atuação do suplente de vereador do PSDB não difere em nada da do vereador Rodson Lima (PP) – ambos buscam suas carteiras de possíveis eleitores em uma das áreas mais carentes da cidade: o atendimento à saúde pública.

Portanto, Bilili (PSDB) não age diferentemente de Rodson Lima (PP). Vale notar que ambos são da base aliada de Ortiz Junior, pré-candidato a prefeito de Taubaté pelos tucanos.

BACANA

Em outubro, publiquei neste blog que Ortiz Junior manteve reunião com Djalma Silva Santos num restaurante à beira da Dutra em Taubaté. Escrevi que o empresário é conhecido em Pindamonhangaba pela alcunha de Bacana.

Bacana afirmou que “nunca fui registrado na empresa Verdurama, fornecedora do mesmo serviço no Município de Pindamonhangaba. No caso de Pindamonhangaba, fui arrolado com TESTEMUNHA da terceirização da merenda”.

Preste atenção Júnior: Bacana acaba de ser arrolado na comissão processante aberta esta semana em Pindamonhangaba para apurar denúncias de desvio no contrato com a Verdurama na condição de ex-diretor da empresa que ele disse nunca ter servido.

Este blog não chutou ao afirmar que Bacana tinha algo a ver com a Verdurama. Aliás, ele mesmo afirmou que foi ouvido como testemunha no caso da merenda escolar em Taubaté. Não sabíamos que Bacana também é testemunha em Taubaté. A informação é do próprio.

RÁDIO

Passei a tarde desta quarta-feira (07/12) ouvindo a Rádio Metropolitana FM – posso fazer isso porque sou aposentado por tempo de contribuição. Não quis assistir TV.

Ouvi um texto interpretado por Ortiz Junior na emissora em questão. Pensei que se tratava de propaganda eleitoral gratuita do PSDB, o que é previsto em lei.

Na verdade, é uma propaganda política descarada de um pré-candidato a prefeito de Taubaté, fora do horário eleitoral gratuito, o que é proibido pela lei eleitoral.

Concordo com o tucano quando diz que a Câmara Municipal perdeu a oportunidade de virar a página da história política de Taubaté, que o prefeito é incompetente, a Prefeitura não tem planejamento, etc etc.

Não concordo quando Ortiz Junior diz que o PSDB lutou pela cassação de Peixoto. Quem lutou foi o vereador Rodrigo Luíz Silva – Digão, foi Orestes Vanone, que honram a classe política taubateana.

Ambos votaram na cassação de Peixoto por convicção, não por imposição do partido, que lavou as mãos e deixou o prefeito sangrar para, quem sabe, tirar algum lucro político mais à frente A generosidade da direção da Metropolitana ao ceder tanto espaço ao tucano me causa estranheza. Tempo de rádio custa caro.

Para encerrar repetirei a clássica afirmação do macaco Sócrates da Escolinha do Professor Raimundo, que fez muito sucesso nos anos 80 na Rede Globo:

“Não precisa explicar, eu só queria entender”.

Se Ortiz Junior tem como local de trabalho a capital paulista, onde ocupa cargo nomeado pelo governador Geraldo Alckmin, como pode permanecer em Taubaté todos os dias fazendo articulações políticas e pedindo votos para sua campanha a prefeito?

Alguém postou um comentário neste blog dizendo que o rapaz teria salário de R$ 14 mil por mês, superior, portanto, ao que ganha o prefeito canastrão.

Outra coisa: como Ortiz Junior arruma tempo para defender seu pai, José Bernardo Ortiz, na Justiça? Ele prepara a defesa nos fins de semana ou não vai a São Paulo para fazê-la? Seu honorário ficaria por conta do polpudo salário que recebe como servidor público?

Veja abaixo o recurso de Bernardo Ortiz (embargo de declaração) remetido para o Superior Tribunal de Justiças (STJ) no final de novembro deste ano. Não é fantasia. Está pulicado no Diário Oficial do Estado de 17/11/11, edição 1077, página 1450.

Nº 0169218-51.2008.8.26.0000/50000 (994.08.169218-1/50000) - Embargos de Declaração - Taubaté - 2. VARA CIVEL - Embargante: Jose Bernardo Ortiz - Embargado: Ministério Publico - Advs: JOSÉ BERNARDO ORTIZ MONTEIRO JUNIOR (OAB: 181794/SP) - Walter Gasch (OAB: 103072/SP) - Remetidos os Autos para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Palácio da Justiça - Sala 110