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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SABESP NÃO SAI DE TAUBATÉ APÓS CONTRATO PRECÁRIO, APESAR DO TERRORISMO ENCETADO PELA PREFEITURA

A Prefeitura insiste em fazer terrorismo com a população. O prefeito canastrão e o advogado de Ferraz de Vasconcelos entoam a ladainha de sempre: a rejeição do projeto de renovação com a Sabesp foi um ato político. Claro que foi. A votação foi na Câmara Municipal e os eleitores foram os vereadores.

Tanto Roberto Peixoto quanto Adair Loredo não admitem o óbvio: os R$ 20 milhões que pegariam da Sabesp caso a emenda do vereador Mário Ortiz fosse aprovada seria gasto a esmo, com fins eleitoreiros.

Loredo seria diretamente beneficiado pela pintura de guias e sarjetas, construção de novas lombadas, pinturazinha externa nos Pamos, uma maquiagenzinha na idade e pronto. Sua possível candidatura a prefeito e Taubaté pelo PMDB estaria pavimentada.

O terrorismo consiste em praticamente obrigar a Sabesp afirmar que não fará novos investimentos na cidade enquanto não tiver a garantia de um novo contrato assinado.

Em termos comerciais, a posição da Sabesp é perfeitamente lógica. Ela não vai entregar seu patrimônio para uma nova gestora de água na cidade, se houver, sem receber uma compensação financeira.

Por que, ao invés de acusar os pré-candidatos a prefeito Padre Afonso Lobato (PV) e Ortiz Jr. (PSDB) de terem influenciado suas bancadas para votar contra a renovação, Peixoto e Loredo não explicam o que fariam pela cidade se recebessem a bolada de R$ 60 milhões da Sabesp?

Os vereadores Vanone, Digão e Graça sempre se posicionaram contra a renovação, sob a liderança da vereadora Pollyana Gama, que não apóia Peixoto e não pertence ao grupo ligado a Ortiz Jr.

Como explicam Peixoto e Loredo o voto favorável de Jeferson Campos à renovação com a Sabesp se o vereador disse em reunião do diretório municipal do PV, presidida pelo deputado Padre Afonso, que votaria contra?

Ao afirmar que pedirá R$ 150 milhões pelos investimentos feitos em Taubaté nos últimos trinta anos, a estatal paulista não informa que até hoje a cidade não possui estação.de tratamento de esgoto – usamos a de Tremembé.

Não mordam a isca. São José dos Campos discutiu por mais de dois anos a renovação de contato com a Sabesp. Em Pindamonhangaba a discussão se prolongou por mais de um ano. São Luiz do Paraitinga, Cachoeira Paulista e outras cidades da região não renovaram o contrato de chofre como se pretende em Taubaté.

A Sabesp não deixou nenhuma destas cidades sem água. Taubaté não ficará sem água. Não será por falta d’água que deixaremos de tomar banho. Só devemos economizar no banho por uma exigência da natureza – a água é um bem finito e não devemos abusar de utilização.

Por um último, um recado: a vereadora Pollyana Gama, o vereador Digão, ou ambos, poderiam procurar o taubateano Henrique Chiste Neto, que deve estar de férias em Taubaté para rever parentes e as dezenas de amigos que deixou na cidade antes de instalar-se em Joinville, Santa Catarina.

Chiste é um dos homens que mais entende de serviço de saneamento e de abastecimento de água neste país. Foi o responsável pela implantação do serviço municipal de água de Joinville e seu primeiro presidente.

A municipalização do serviço de água de Joinville só levou benefícios para a cidade, além de baratear seu custo para o consumidor.

Chiste me disse uma vez, por email, que era preciso vontade política para muda o sistema atual.

O primeiro passo político foi dado: a Câmara impediu que o prefeito canastrão pusesse a mão numa bolada de R$ 60 milhões sem dizer onde o dinheiro seria empregado.

O segundo passo poderia ser dado agora: uma consulta informal com Henrique Chiste Neto, um taubateano acima de tudo.

Alô, alô! Barão. Precisamos de seu socorro. É urgente!