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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DIGÃO É O VEREADOR FAVORITO NA ENQUETE REALIZADA POR ESTE BLOG

Realizamos nos últimos meses de 2011 uma enquete para aferir a popularidade dos vereadores de Taubaté. Votaram 1368 internautas até ao meio-dia de 31 de dezembro de 2011. A partir deste instante, não foi computado nenhum voto.

Agradeço, portanto, a manifestação espontânea dos amigos que deram seu voto na enquete. O blog só elabora a pergunta. O controle pertence ao Google.

O programa permite apenas um voto por computador. Se duas ou mais pessoas usaram o mesmo computador, só um voto teve validade, portanto.

Quem desejou trocar sua primeira escolha pôde fazê-lo, mesmo que em outro computador. Porém, primeiro voto foi automaticamente cancelado.

Por fim, reafirmo que enquete não obedece a critérios científicos, tratando-se tão somente de um consulta popular para aferir o que pensa determinado público acerca de um assunto.

No caso, queríamos saber a preferência dos internautas sobre os vereadores de Taubaté. 1.368 internautas atenderam nosso chamamento, aos quais agradeço.

Abaixo, por ordem decrescente, a votação dos vereadores e um pequeno comentário sobre cada um deles.

Digão – Rodrigo Luís Silva (PSDB), 356 votos (26%)

Vereador Digão (PSDB), o favorito dos visitantes deste blog por sua atuação parlamentar e seriedade demonstrada
O vereador surpreendeu em seu primeiro mandato por sua atuação firme na CEI e, depois, na CP da ACERT. Digão conquistou a simpatia dos eleitores e o respeito dos colegas. Não é ambicioso e reconhece que precisa aprender mais antes de tentar voos mais altos em seu partido. Muita gente gostaria de vê-lo candidato a prefeito já nestas eleições.

Vanone (PSDB), 193 votos (14%)

Cumprindo seu quarto mandato, o vereador tucano não disputará as eleições de outubro se o STF aprovar a lei da Ficha Limpa. Vanone foi condenado em segunda instância. Discreto, de pouca conversa no parlamento, sempre esteve com o grupo de oposição ao prefeito Roberto Peixoto.

JEFERSON CAMPOS (PV), 162 VOTOS (11%)

Seu primeiro mandato foi arrasador. O atual é decepcionante. Integrante da base aliada do prefeito, seu voto favorável à renovação do contrato com a Sabesp, em dezembro de 2011, mostrou que a denúncia que apresentou contra o prefeito Roberto Peixoto foi uma jogada política para não se desgastar caso fosse pedida a cassação de Peixoto. Apesar das ressalvas, deve se eleger pela terceira vez.

Henrique Nunes (PV), 150 votos (10%)

Foi o principal articulador junto aos vereadores da base aliada para salvar a pele do prefeito canastrão. Não respeita a liderança de seu partido, cedeu seu gabinete para um vereador suplente do PSDB (Bilili) e apóia Salvador Soares, candidato a vereador pelo PT nas próximas eleições. Afirma que não será mais candidato, mesmo que a Ficha Limpa não seja aprovada pelo TSE. Tem condenação em segunda instância por improbidade administrativa.

Graça (PSB), 111 votos (8%)

Atuou como presidente da sessão que absolveu o prefeito Roberto Peixoto, de 12 para 13 de agosto de 2011. Votou pela cassação do alcaide. Não volta à Câmara Municipal em 2013 se confirmar sua candidatura a vice-prefeita de Taubaté na chapa de Ortiz Junior (PSDB). Como candidata a deputada federal em 2010, obteve 21.390 votos em Taubaté, de um total de 24.112 sufrágios.

Pollyana (PPS), 98 votos (7%)

Presidiu com brilhantismo a Comissão Processante que levou o prefeito Roberto Peixoto ao banco dos réus na Câmara Municipal. No início de 2011 realizou manifestações públicas em defesa dos professores da rede pública municipal, cujos salários estão aviltados. Politicamente, Pollyana cresceu no conceito da população. Decidida, Pollyana será candidata a prefeita e garante que não aceita ser vice-prefeita de ninguém.

Mário Ortiz (PSD), 87 votos (6%)

O ex-prefeito taubateano cumpre seu primeiro mandato de vereador. Sua experiência administrativa e seu lastro eleitoral o colocam entre os principais pré-candidatos a prefeito de Taubaté. Sua candidatura dependerá de sua situação jurídica, o que deve ocorrer antes das convenções partidárias, em junho deste ano.. Seu apoio é desejado por qualquer candidato a prefeito.

Carlos Peixoto (PMDB), 71 votos (5%)

Sua candidatura à reeleição depende da decisão do STF sobre a Ficha Limpa. Condenado em segunda instância por improbidade administrativa, não poderá ser candidato se a lei for aprovada. Não votou a cassação de Roberto Peixoto por ser parente em segundo grau do réu.

Rodson Lima (PP), 50 votos (3%)

Seu voto para absolver o prefeito Roberto Peixoto era tido com o certo. O que se confirmou na madrugada da vergonha (13/08/11). Depois envolveu-se numa polêmica que se tornou nacional ao postar no Facebook que estava em um hotel cinco estrelas em Aracaju (SE), tudo pago com dinheiro do povo. O vereador apareceu nacionalmente, só que foi ridicularizado pelo noticiário produzido a respeito. Polêmico, Rodson Lima atendeu a direção da coligação partidária a que pertence para evitar o pior para seu filho e votou contra a renovação do contrato com a Sabesp, para desespero do prefeito canastrão.

Alexandre Villela (PMDB), 39 votos (2%)

Sua força eleitoral vem do rádio. A demagogia barata ainda rende votos. Com atuação parlamentar apagada, votou pela cassação de Peixoto. Ele já sabia que Peixoto não seria cassado e seu voto foi só uma jogada política para ficar bem com os eleitores. Na votação da renovação com a Sabesp, seu voto foi favorável ao prefeito canastrão.

Chico Saad (PMDB), 27 votos (2%)

Defende cegamente tudo o que é enviado pela Prefeitura. Traiu a Câmara ao levar para os advogados de Peixoto parecer encomendado (de propósito) pelo vereador Jeferson Campos que desautorizava a convocação de sessão extraordinária para votar o afastamento de Peixoto até o encerramento dos trabalhos da comissão processante. Condenado em segunda instância por improbidade administrativa, só poderá concorrer à reeleição se a lei da Ficha Limpa não passar pelo STF. Portanto, dificilmente sertã candidato.

Ary Kara (PMDB), 18 votos (1%)

Talvez seja o vereador com o maior número de faltas nas sessões ordinárias. Tem contra si um processo que corre no TRE, mas continua ficha limpa. Deve se reeleger vereador. Não faltará quem queira ganhar um dinheirinho extra nas eleições municipais. Só que desta vez seus cabos-eleitorais não poderão ser pagos por RPA.  Sua atuação parlamentar é fraquíssima.

Luizinho da Farmácia (PR), 4 votos (menos de 1%)

Os eleitores do vereador, que atualmente preside a Câmara Municipal, não devem ver sua foto no computador da Justiça Eleitoral no dia da eleição. Condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Luizinho, que disse ter ganho duas vezes na Loteria Federal, faz figa para ver se a sorte continua lhe ajudando e a lei da ficha limpa seja rejeitada pelo STF.

Maria Tereza Paolicchi (PSC), 2 votos (menos de 1%)

Tem contra si um processo por improbidade administrativa (funcionários de sua ONG trabalham na Prefeitura), segundo MP. Votou pela absolvição de Peixoto e, surpreendentemente, votou contra a renovação do contrato com a Sabesp. Sua atuação como vereadora é fraca e não deve se reeleger, na minha modesta opinião.