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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

JOVEM PAN TENTA SALVAR SERRA DA CPI DA PRIVATARIA TUCANA

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) levou alguns dias para falar sobre a A Privataria Tucana, o bombástico livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que se tornou best-seller logo após seu lançamento, com grande apoio dos blogueiros progressistas e nenhum da mídia nacional.

A Rádio Jovem Pan, que se gaba de ser retransmitida em 1.500 cidades brasileiras e de atingir 25 milhões de ouvintes, segundo seus cálculos, até agora não falou um “a” sobre o maior sucesso editorial brasileiro neste início de século.

A Privataria Tucana contém denúncias documentadas contra o clã de Serra e os milhões de dólares desviados para os paraísos fiscais do Caribe. Não à toa, pouco mais de um mês após seu lançamento, a Geração Editorial contabiliza a venda de 100 mil exemplares da obra.

A arrivista emissora paulistana tenta, há nove anos, demonstrar que a corrupção nos intestinos do governo federal começou em 2003, após a posse de Lula na presidência da República.

A dor de cotovelo da direção da Jovem Pan é verbalizada diariamente, desde 1º de janeiro de 2003, pelo jornalista José Nêumanne Pinto, com críticas diárias a Lula durante seu governo e, agora, à presidente Dilma Rousseff.

A Jovem Pan empunha com fervor a bandeira da direita demo-tucana para defender o PSDB, no geral, e Serra em particular. Usa um paraibano para destilar ódio contra nordestinos via ataques ao governo central e aos seus ministros baianos e pernambucanos.

A Pan não disfarça a ojeriza que tem pelo governo progressista brasileiro que não tira os sapatos para pisar em solo americano como nos tempos de FHC.

A emissora doa longos minutos de sua programação para um quadro chamado Linha de Frente, por onde desfilam vozes da direita retrógrada e entreguista que já passaram pelo governo.

A ex-deputada federal carioca Denise Frossard, que desistiu da carreira política no Brasil depois de ser fragorosamente derrotada em 2006 por Sérgio Cabral, que tinha o apoio de Lula para o governo brasileiro, foi uma das estrelas do programete.

A Pan ainda dá espaço para Mailson da Nóbrega, que foi ministro da Fazenda no governo Sarney após ser sabatinado pelo falecido Roberto Marinho. A confissão foi feita pelo próprio economista à revista Playboy nos anos 1990.

O ex-embaixador Rubens Ricúpero ("Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde", confessada ao cunhado/jornalista Carlos Monfort)) também é um dos integrantes do Linha de Frente.

Sempre que pode, dá uma alfinetada na política econômica do governo, sem muita convicção, é verdade, mas não deixa de fazer previsões alarmistas.

A nova estrela do Linha de Frente é o ex-governador tucano José Serra. Seus comentários começaram a ser veiculados pela Jovem Pan no final de 2011. O primeiro foi sobre seus tios e avós que trabalhavam de domingo a domingo no mercado municipal de São Paulo sem nunca descansar.

Agora está no ar outro comentário do candidato derrotado por Dilma na corrida presidencial de 2010. Ele critica as enchentes em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo com a pretensão de nos fazer crer que a culpa é do governo federal, portanto, da presidenta Dilma Rousseff.

Amaury Ribeiro Jr, autor de A Privataria Tucana, e o deputado federal
Protógenes Queiroz, no lançamento da segunda edição do livro no
Sindicato dos Bancários em São Paulo: CPI da Privataria vem aí.
O deprimente esforço da Pan para salvar seu pupilo do que deve vir à tona em fevereiro quando a CPI da Privataria for instalada beira a insanidade.

A rádio paulistana ainda aposta na sobrevivência política de Serra. Se a caixa preta das privatizaçõs for aberta e o escândalo se tornar incontrolável, qual o próximo tucano a ocupar uma cadeira na linha de frente da emissora?