Páginas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PROFESSOR FAZ HOMENAGEM A AMAURY PELO LIVRO SOBRE “PRIVATARIA”

O professor Silvio Prado é uma ave rara na política municipal taubateana e um dos principais cordelistas brasileiros de linha política – outra raridade na política brasileira.

O cordel que reproduzo abaixo foi publicado pelos blogs mais importantes sobre política neste país.

Lançado há pouco mais de um mês, A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr. já vendeu 140 mil cópias e continua ignorado pela mídia nacional.

Amaury é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros. Ganhou três prêmios Esso e dois Wladimir Herzog – por suas matérias sobre economia e política e direitos humanos.

Os blogs sujos não deixam Serra e FHC esquecerem o que significou para o país as privatizações mal explicadas.

O Brasil Privatizado, de Aloysio Biondi (falecido), aborda as privatizações da era FHC/Serra. Na internet é possível encontrar o livro de Biondi que pode ser baixado de graça em seu computador.

Aqui, a homenagem do professor Silvio Prado ao jornalista Amaury Ribeiro Jr. A mídia ignorou A Privataria Tucana, mas o público, sempre ávido por boas leituras, continua comprando a obra do jornalista.

Público lota salão do Sindicato dos Bancários de São Paulo para aplaudir o jornalista Amaury Ribeiro Jr
Boa leitura, a todos!

PRIVATARIA TUCANA

Caiu a casa tucana
Da forma que deveria
E agora nem resta pó
Pois tudo na luz do dia
Está tão claro e exposto
E o que não se sabia
Surge revelado em livro
Sobre a tal privataria.

Amaury Ribeiro Junior
Um jornalista mineiro
Em mais de 300 páginas
Apresenta ao mundo inteiro
A nobre arte tucana
De assaltar o brasileiro
Pondo o Brasil à venda
Ao capital estrangeiro.

Expondo a crua verdade
Do Brasil privatizado
O livro do jornalista
Não deixa ninguém de lado
Acusa Fernando Henrique
Gregório Marin Preciado
Serra e suas mutretas
E o assalto ao Banestado.

Revelando em detalhes
Uma quadrilha em ação
O relato jornalistico
Destrói logo a ficção
De que político tucano
É homem de correção
Mostrando que entre eles
O que não falta é ladrão.

Doleiros e arapongas
Telefone grampeado
Maracutaias financeiras
Lavagem por todo lado
Dinheiro que entra e sai
Além de sigilo quebrado
Obra de gente tucana
Na privatização do Estado.

Parece mas não é
Ficção esse relato
Envolvendo tanta gente
E homens de fino trato
Que pra roubar precisaram
Montar um belo aparato
Tomando pra si o Estado
Mas tentam negar o fato.

Tudo isso e muito mais
Coisas de uma gente fina
Traficantes de influencia
E senhores da propina
Mostrando como se rouba
Ao pivete da esquina
E a cada negócio escuso
Ganhando de novo na quina.

Se tudo isso não der
Pra tanta gente cadeia
Começando por Zé Serra
Cuja conta anda cheia
O Brasil fica inviável
A coisa fica mais feia
Pois não havendo justiça
O povo se desnorteia

Com CPI já pensada
Na Câmara dos Deputados
Não se fala outra coisa
No imponente Senado
Onde senhores astutos
E tão bem engravatados
Sabem que o bicho pega
Se tudo for investigado.

Por isso, temos tucanos
Numa total caganeira
No vaso se contorcendo
Às vezes a tarde inteira
Mesmo com a velha mídia
Sua indiscreta parceira
Pelo silêncio encobrindo
Outra grande roubalheira.

São eles amigos da Veja
Da Folha e do Estadão,
Da Globo e da imprensa
Que distorce a informação
Blindando tantas figuras
Que tem perfil de ladrão
Mostrando-os respeitáveis
Como gente e cidadão.

Pois essa mídia vendida
Deles eterna parceira
E que se diz democrática
Mas adora bandalheira
Ainda não achou palavras
E silenciosa anda inteira
Como se fosse possível
Ignorar tanta sujeira.

Ela que tanto defende
A liberdade de imprensa
Mas somente liberdade
Pra dizer o que compensa
Não ferindo interesses
Tendo como recompensa
Um poder exacerbado
Que faz toda a diferença.

Mas neste livro a figura
Praticamente central
Sujeito rei das mutretas
Um defensor da moral
É o impoluto Zé Serra
Personagem que afinal
Agora aparece despido
Completamente venal.

É o próprio aparece
Sem retoque nem pintura
Tramando nos bastidores
Roubando na cara dura.
É o Zé Serra que a mídia
Esconde e bota censura
Para que o povo não veja
A sua trágica feiúra.

E ele sabe e faz tudo
No reino da malandragem
Organiza vazamentos
Monta esquema de lavagem
Ensina a filha e o cunhado
A fazerem trambicagem
E como bandido completo
Tenta preservar a imagem.

Mas agora finalmente
Com a casa já no chão
E exposta em detalhes
Tão imensa podridão
Que nosso país invadiu
Com a privatização
Espera-se que Zé Serra
Vá direto pra prisão.

E pra não ficar sozinho
Que ele vá acompanhado
Do Fernando ex-presidente
Mais o genro dedicado
Marido da filha Mônica
E outro homem devotado
Ricardo Sergio Oliveira
E também o Preciado.

Completando o esquema
Deixando lotada a prisão
Ainda cabe o Aécio
Jereissati e algum irmão
Nunca esquecendo o Dantas
Que só rouba de bilhão
E traz guardado no bolso
O tal Gilmar canastrão.

Como estamos em época
De Comissão da Verdade
Que se investigue a fundo
E não se tenha piedade
Dos que usaram o Estado
Visando a finalidade
De praticar tanto crime
E ficar na impunidade.

Tanto roubo descarado
Provado em documento
Não pode ser esquecido
E ficar sem julgamento
Pois lesou essa nação
Provocando sofrimento
A quem sofre e trabalha
Por tão pouco vencimento.

Que o livro do Amauri
Maior presente do ano
Seja lido e comentado
Sem reserva nem engano
Arrebentando o esquema
Desse grupo tão insano
Abrindo cela e cadeia.
Para bandido tucano.

Silvio Prado