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sábado, 18 de fevereiro de 2012

BILILI DE ANGELIS E ALEXANDRE VILLELA SE JUNTAM À BANCADA DA VERGONHA PARA SALVAR ROBERTO PEIXOTO DA DEGOLA

O suplente de vereador José Antonio de Angelis – Bilili (PSDB) queimou o filme tucano ao votar contra a instalação de comissão processante para apurar novas denúncias de irregularidades feitas pelo vereador Rodrigo Luís Silva – Digão, do mesmo partido.

Bancada da Vergonha ganha novos membros
O tucano Bilili de Angelis e Alexandre Villela (PMDB) se juntam à Bancada da Vergonha na Câmara Municipal de Taubaté, que já conta com oito membros, para salvar o indefensável prefeito canastrão.

Como se esperava, Vanone (PSDB) não roeu a corda e votou pela instalação da CP. Os vereadores Mário Ortiz (PSD), Graça (PSB) e Pollyana (PPS), que levantou as provas junto com Digão a partir de denúncia da Transparência Taubaté, disse o ex-vereador Joffre Neto numa postagem no Facebooik

O mínimo que se espera é que o presidente do diretório municipal do PSDB, Ortiz Junior, exija uma explicação pública sobre o posicionamento de seu correligionário – pelo menos deveria ser assim.

Estaria Bilili acima das diretrizes do partido ou as circunstâncias são outras, que permitiram ao suplente, com voz de barítono, declamar um NÃO com toda a potência de seus pulmões?

A situação do suplente Bilili é sui generis: pertence ao PSDB, ocupa gabinete de vereador do PV (Henrique Nunes) e usa sua amizade com o prefeito do PMDB (Roberto Peixoto) para obter vantagens e assegurar que seus clientes, digo, possíveis eleitores, furem a fila no PS e sejam atendidos rapidamente.

Ortiz Junior estaria disposto a cobrar uma posição de Rodson Lima, que só chegou ao plenário após o pedido de Digão ter sido derrotado?

O que dirá o presidente municipal do PV, deputado Padre Afonso Lobato, sobre a ausência de Henrique Nunes à sessão, o empréstimo de seu gabinete a suplente do PSDB e o apoio anunciado a candidato a vereador pelo PT?

Luizinho da Farmácia está em Las Vegas e seu voto não faria diferença. Votaria contra a apuração das gravíssimas denúncias apontadas por Digão.

Não tínhamos dúvida que Ary Filho (PMDB) e Chico Saad (PMDB) votariam contra o pedido de Digão.

Afirmamos que havia chegado a hora de sabermos se o voto de Alexandre Villela pela cassação de Peixoto foi sincero ou uma jogada política.

Foi uma jogada política.

Antes da sessão, o vereador procurou este blogueiro para se justificar. Disse que sofreu perseguição do prefeito canastrão pelo seu voto e que desta vez votaria contra a instalação de outra CP porque teria sido mostrado a ele as ordens judiciais que autorizavam tal pagamento. Balela.

Maria Teresa Paolicchi era dúvida para mim, por conta de seu posicionamento na votação do caso Sabesp, que ela foi contra. Votou a favor de Peixoto.

A surpresa ficou por conta da presença do vereador Carlos Peixoto (PMDB), que deveria permanecer em plenário e se declarar impedido de votar.

Muito conveniente. É até possível entender o vereador. Afinal, Carlos Peixoto é sobrinho do prefeito canastrão.

O grau de parentesco em segundo grau o impediria de votar, mas seu suplente (Diego Fonseca – PSDB) deveria ser convocado. Isto não foi feito.

Excetuando-se os votos da oposição (Pollyana, Graça, Vanone e Mário Ortiz) e do vereador Jeferson Campos (carente de sinceridade), Peixoto obteve uma vitória pírrica. Agora nos resta a Justiça Federal.