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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

JEFERSON ACHOU SUA ESPECIALIDADE: GOLPEAR A PROBIDADE ADMINISTRATIVA

Como presidente da Câmara Municipal no exercício da função em 2011, Jeferson Campos (PV) deu seu primeiro golpe contra a probidade administrativa ao não empossar a vice-prefeita Vera Saba (PT) enquanto o prefeito canastrão passava uma temporada no xilindró da Polícia Federal.

Jeferson Campos preside reunião com suplentes sobre
o aumento do número de vereadores
O próprio vereador presidiu reunião com a participação de suplentes e ex-candidatos que chegaram próximo de se eleger, mas não obtiveram sucesso nas eleições municipais de 2008.

Em 2011, um ano antes das eleições municipais de outubro deste ano, sob a presidência de Jeferson Campos, a Câmara aprovou a elevação do número de vereadores de 14 para 19.

Sob a orientação do vereador Henrique Nunes (PV), Jeferson Campos propõe a redução do número de parlamentares a serem eleitos em outubro. Ao invés de 19, apenas 15.

A Constituição Federal é clara.

Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993).


Para resumir: aprovado o aumento no número de vereadores um ano antes das eleições, ela entra em vigor imediatamente. Ponto final.


Qualquer alteração que se faça este ano não vale para as próximas eleições. A não ser que o regimento interno da Câmara ou a Lei Orgânica de Taubaté valha mais que a Constituição.


O vereador Luizinho da Farmácia, que passou uma temporada em Las Vegas e deixou a Câmara pegando fogo (não convocou seu suplente para substituí-lo) quando foi colocado em votação outro pedido de CP contra o prefeito canastrão, apoia o pleito de Jeferson Campos.

Os mais novos integrantes da Bancada da Vergonha são os
vereadores Jeferson Campos, Bilili e Alexandre Villela
Não se enganem os eleitores taubateanos. A Bancada da Vergonha tem 9 componentes.

O mentor intelectual da bizarrice é o vereador Henrique Nunes (PV), que coordena a campanha do deputado Padre Afonso a prefeito de Taubaté, empresta seu gabinete a suplente de vereador do PSDB (Bilili de Angelis) e apoia a candidatura de Salvador Soares a vereador pelo PT.

A aprovação da Lei da Ficha Limpa, que tira definitivamente do páreo nas próximas eleições a banda podre da Câmara, acendeu o sinal vermelho para a canalha que mama diuturnamente nas tetas do erário público por meios nada ortodoxos.

Ao perceber que perderão poder e não conseguirão eleger todos os vereadores comprometidos com as mazelas a que estão acostumados, apresentam uma proposta travestida de moralizadora para, mais uma vez, enganar a população.

O município não será onerado se a Câmara tiver 5, 10, 20 ou 50 vereadores.

A verba repassada pelo Executivo ao Legislativo obedece a critérios legais que jamais ferirão o orçamento municipal.

O vereador Jeferson Campos, outrora um leão da oposição, como bem lembrou o jornalista e diretor teatral João Ângelo Guimarães, apequenou-se para obter vantagens que provam seu caráter ímprobo.

Jeferson não é ficha suja, mas terá dificuldade para se eleger.

Abaixo, o cargo criado o ano passado sob medida para a mulher do ex-leão da Câmara abiscoitar um salário mensal em torno de R$ 8 mil.



Aqui parte do brilhante de João Ângelo Guimarães, publicado nas redes sociais, desnudando o vereador Jeferson Campos perante os eleitores, com o qual concordo inteiramente.

“Assim, meus amigos, a enfermeira que assumiu sua função em 2 de abril de 2001 agora chegou aos píncaros da glória com uma gerência comissionada, articulada no estertor de 2011 pelo futuro presidente da casa, o Capitão Luizinho Schrettino da Farmácia, como presente ao vereador Jefão por ter aliviado a barra do cara que ora ocupa a cadeira do Bom Conselho.

Assim, com esse reforço de caixa conseguido pela família Campos, logo logo vai poder sair lá do Residencial Santo Antônio, ex-reduto eleitoral de Jeferson Campos (a batata dele tá assando naquele pedaço) e ir morar na mais nova área urbana criada pela prefeitura com aval dos nossos “probos, idôneos, altruístas, benevolentes e legalistas” vereadores, com as benesses de transformar aquele barreiro em uma área super valorizada, se é que me faço entender.

O que se pode afirmar é que a nova gerente deve realizar boas campanhas de educação na saúde, como por exemplo incentivar o consumo de açaí pela população taubateana, fruto que é bom e que se diga dá muita energia a quem o consome. Só tomar cuidado pra não exagerar no leite condensado, na granola, no doce-de-leite et caterva, para também não ter aumento de calorias e grandes pneus na área da borracharia.

Só que o clima parece que não está muito bom lá para os lados da Secretaria da Saúde, pois a nova função da esposa do Jeferson Campos conflita diretamente com a estrutura da Área de Planejamento em Saúde e com a Divisão de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, que tem funcionários de carreira que não conseguiram o beneplácito político.

Assim, a Secretaria de Saúde passa a ter como gerentes de área, Benedito Ulisses Ramiro (comissionado em 4 de janeiro de 2011), Rosely Galéas Tineu, do mortal Pronto Socorro (estatutária em 5 de agosto de 1996), Maria Clara Migotto, da Área de Planejamento em Saúde (estatutária em 1 de setembro de 1987) e a esposa de Jeferson Campos, Fabiana Feres Feliciano de Oliveira Campos, da Divisão de Vigilância Sanitária e Epidemiológica.

Para administrar toda essa sacanagem a Secretaria de Saúde conta com o diretor Luiz Antônio Gobbo (estatutário em 4 de maio de 1987) e o menos importante guitarrista (deveria ser flautista) Dr. Pedro Henrique Silveira.

Só achei estranho que a Tia Nastácia pegou bem leve com o Jefão. Será que a veneranda senhora gosta muito do nobre vereador? Mistério...