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sábado, 18 de fevereiro de 2012

ORTIZ FOI O PREFEITO QUE ACABOU COM NOSSAS ESCOLAS DE SAMBA

A onda de moralismo que tomou conta de Taubaté em relação ao Carnaval de rua começou em 1982, quando Taubaté elegeu José Bernardo Ortiz para prefeito.

Taubateano gosta e prestigia desfile de escolas de samba.  Foto: Prefeitura Municipal
Os milhares de carnavalescos da cidade que acreditaram na alternativa de mudança proposta por um grupo de jovens idealistas durante o desastrado governo de Waldomiro Carvalho choraram amargamente a fim de um dos melhores carnavais de rua do interior paulista.

Mas esta é outra história.

Quem não se lembra das grandes escolas de Taubaté: Embaixada da Vila São José, Independência, Acadêmicos do Chafariz, Mocidade Alegre da Vila das Agraças, Boêmios da Estiva, Boêmio do Morro, Sociedade Independente do Areão?

O Carnaval de Taubaté se dava o luxo de manter um segundo grupo, nos moldes do carnaval carioca, para as escolas de samba da periferia, de pouco poder aquisitivo, que não podiam fazer grandes investimentos e proporcionar um carnaval luxuoso na avenida.

A Embaixada e a Independência, que rivalizavam em luxo e riqueza, não existem mais. O Chafariz minguou. A Sociedade Independente do Areão desapareceu e o carnaval das escolas de samba de Taubaté nos anos 1970 ficou para a história.

Das escolas de samba daquela época, Boêmio da Estiva, Mocidade Alegre e Boêmio do Morro ainda resistem bravamente.

Torço para que o próximo prefeito de Taubaté faça um plano para recuperar a grandiosidade do carnaval de rua na cidade, levando em consideração a tradição das escolas e sua capacidade de proporcionar grandes espetáculos públicos.

Não se trata simplesmente de doar uma verba anual para as escolas se esfalfarem dois ou três meses e pronto. É preciso planejamento.

Escola de samba não é só folia.

A escola de samba integra a comunidade em torno de um ideal, congrega músicos, costureiras, artesãos, artistas plásticos, compositores, bailarinos.


É uma profusão de talentos populares que se aglomera para realizar o maior espetáculo popular que se tem notícia.

Na escola de samba somos todos iguais. Não importa sua profissão, status profissional ou social.

O que vale é a congregação de pessoas e todas as tribos.

Bom Carnaval a todos!