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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

QUARESMA PROMETE MUDANÇAS, MAS NA POLÍTICA SÓ MUDAM AS MOSCAS...

O trato está feito desde antes do Carnaval: o prefeito Roberto Peixoto deixa o PMDB, que deve ser presidido pelo vereador Ary Filho, e o partido fica livre para negociar com outros parceiros, igualmente sequiosos por um naco do poder municipal.

Peixoto deve sair do PMDB no início da Quaresma.
Quem vai carregar o fardo na eleição de outubro?
Como estaremos apenas no início da Quaresma, época de pouca audiência televisiva, radiofônica ou blogueira, o anúncio oficial da saída do prefeito canastrão do PMDB deve ocorrer somente na próxima semana.

Peixoto deixa o PMDB porque a primeira-dama Lu Peixoto perdeu a queda de braço com Ary Kara pela indicação do futuro candidato do partido à sucessão municipal em outubro próximo.

Ela batia o pé porque queria o secretário de Negócios Jurídicos Anthero Mendes Pereira Junior. O preferido do ex-deputado e coordenador regional do PMDB é o secretário de Governo Adair Loredo.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo, diz o chavão muito utilizado nos meios políticos. A parvoíce estampada na cara de Peixoto é só uma máscara a encobrir o prefeito reles que é.

Na prática, ordenaram que Peixoto deixasse o PMDB. Não se sabe se a ordem foi de Ary Kara ou da primeira-dama, para se vingar de seus adversários dentro do partido.

Em suas alucinações, Lu Peixoto crê que o PMDB pode reverter o quadro sombrio que o aguarda em outubro e que Peixoto teria influência na sucessão municipal.

Com certeza Peixoto terá influência no pleito municipal. Facilitará a vitória da oposição.

O ex-deputado Ary Kara, que não rasga nota de cem, sabe que o PMDB terá uma pedreira pela frente. A recente pesquisa eleitoral do jornal O Vale deixa bem claro.

Adair Loredo, seu preferido, mal chega aos 3% das intenções de voto. A influência de Peixoto em favor de um candidato da situação é pífia.

Por conta disso, nos bastidores políticos, longe dos olhos do eleitor, articula-se por um candidato de consenso.


Quem seria o candidato de consenso?

Já chego lá.

Antes quero dizer que há menos de um mês estive no escritório do deputado padre Afonso, pré-candidato a prefeito pelo PV, para uma visita jornalística.

Naquele dia, Isaac do Carmo, pré-candidato a prefeito pelo PT, reuniu-se com padre Afonso e cruzaram os ponteiros para uma possível aliança para o segundo turno.

A informação pode ser lida aqui.

Aproveitei a ocasião para dizer aos dois pré-candidatos que uma aliança com o PMDB, por conta do tempo de televisão, obrigaria o candidato a carregar Peixoto nas costas. “Não há como desvincular Peixoto do PMDB e ficar só com o partido”, asseverei.

Ainda não havia a pesquisa d’O Vale. Até as pedras que calçam a Praça Santa Terezinha sabem o tamanho da rejeição de Peixoto. Não seria preciso pesquisa para constatar o óbvio.

A chegada da Quaresma reserva novas emoções para os eleitores taubateanos. A aliança PV-PMDB está cada vez mais próxima:

Peixoto deixa o partido, Ary Filho assume as rédeas do PMDB e, na convenção partidária, Adair Loredo surge como candidato a vice-prefeito de padre Afonso. Espere e verás.