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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

TUCANOS GASTARÃO MILHÕES PARA ELEGER SEU “POSTE” EM OUTUBRO

Quando se elegeu prefeito de Taubaté em 1996, com mais de quarenta mil votos, o vereador Mário Ortiz (PSD) era um “poste”. Ele mesmo admitiu isto, em tom de brincadeira, num programa do qual participei, na TV Câmara, no início de 2010. Referia-se ao apoio recebido do ex-prefeito José Bernardo Ortiz.

Ironicamente, em 2008, Ortiz não teve sucesso ao apoiar seu filho, Ortiz Jr, que disputava a Prefeitura Municipal concorrendo com Roberto Peixoto e Padre Afonso. Terminou a corrida sucessória em terceiro lugar, uma vez que foi candidato a vice-prefeito.

Acostumado a eleger “postes”, Ortiz pediu votos para Peixoto em 2004 e o elegeu.

Ortiz elegeu Peixoto, mesmo sabendo de sua incompetência
O rodízio acordado entre Bernardo Ortiz, Padre Afonso e Peixoto para que este deixasse o trono do Bom Conselho após quatro anos de mandato não foi cumprido.

Peixoto deu um golpe em Bernardo Ortiz e Padre Afonso e se reelegeu prefeito.

Candidamente, em entrevista na TV Band, Bernardo Ortiz disse com todas as letras que sabia da incompetência de seu vice-prefeito, mas não deixou de apoiá-lo.

O “velho” não contava com a expertise de Peixoto. O tirano foi engolido pelo demagogo e deu no que deu.

Bernardo Ortiz não queria passar pelo dissabor de eleger “postes” com luz própria, como os ex-prefeitos Salvador Khuriyeh e Mário Ortiz.

Ele precisava de Peixoto na Prefeitura para facilitar a vida do filho Ortiz Jr quando chegasse a vez deste candidatar-se a prefeito.

Suas previsões falharam.

Sua amizade com Geraldo Alckmin, eleito governador em 2010, o levou à presidência da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação).

Não se sabe exatamente quantos funcionários taubateanos tem a FDE. Imagina-se que os que lá estão são ligados a partidos nanicos, prontos a apoiar Ortiz Jr em sua campanha eleitoral.

Os tucanos gastarão o que for preciso para eleger seu “poste” em Taubaté. O governador Geraldo Alckmin já enquadrou o PSB. Graça será candidata a vice-prefeita na chapa de Ortiz Jr.

POLLYANA

A vereadora Pollyana, dirigente estadual do PPS, partido da base aliada do governo de São Paulo, resiste bravamente ao assédio tucano e não admite coligar seu partido ao PSDB em Taubaté.

Pollyana tem razão histórica para tomar essa atitude. Ela se insurgiu contra os critérios de avaliação propostos por Bernardo Ortiz, quando era prefeito de Taubaté, para demitir professores a seu bel prazer.

A vereadora conhece de perto o problema da educação em Taubaté e sabe que o desmantelamento do sistema educacional municipal começou com Bernardo Ortiz e foi aprimorado pelo prefeito canastrão.

Esta é a razão porque Pollyana não quer se aproximar dos tucanos.